Paulo Pires comenta debates sobre securitização e dificuldade em obter apoio para o setor agrícola

Foto: Divulgação/Sescoop
O presidente da FecoAgro (Federação das Cooperativas Agrícolas do RS) e da Coopatrigo, Paulo Pires, participou nesta quinta-feira, 17 de abril, do programa Olho Vivo. Paulo comentou sobre o encontro entre representantes do setor agrícola com o governo federal em Brasília (DF) e a preocupação com a articulação política, com dificuldade em colocar a pauta como uma prioridade para a sociedade.
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O encontro terminou sem resultados sobre a proposta de securitização das dívidas dos produtores, segundo informou a Fetag-RS. Paulo Pires comentou que o Rio Grande do Sul enfrenta quebras de safras nos últimos anos, o que afeta diferentes setores da economia gaúcha. “Vemos pouca sensibilidade e atitude do governo federal”, avaliou o presidente da FecoAgro.
De acordo com Paulo, a reunião foi importante por reunir diferentes entidades gaúchas ligadas aos agricultores, cooperativas e cerealistas. “Muitos produtores têm condições de pagar e devem quitar, mas o produtor que não tem condições de pagar (por conta da perda de produção), não pode ser impedido de plantar”, mencionou. O gestor também citou a importância de suporte para os produtores realizarem investimentos em melhoria do solo e adaptação às mudanças climáticas e eventos adversos.
Paulo relembrou as secas severas em 2022 e 2023, além das enchentes do ano passado, como fatores que geraram frustração nas safras de diferentes municípios e regiões do Estado. “A economia do Rio Grande do Sul parou de crescer e está ficando para trás, por conta das frustrações de safra”, acrescentou, sobre a situação de excepcionalidade dos produtores gaúchos, o que dificulta o avanço da pauta do ponto de vista político.
O presidente da FecoAgro enfatizou que a solicitação não é para o perdão de dívida, mas de condições para o pagamento. Paulo também ressaltou que a pauta precisa ser defendida como uma demanda da sociedade gaúcha como um todo.
Questionado sobre os possíveis reflexos da disputa comercial entre Estados Unidos e China, Paulo Pires disse ser difícil prever os impactos para o Brasil, considerando os resultados a médio e longo prazo. “Pode ter efeitos extraordinários ou mais complicados”, afirmou.
Confira a entrevista no Facebook da Rádio São Luiz.
Fonte: Rádio São Luiz



