
Tigela guarani encontrada em escavação em São Luiz Gonzaga – Foto: Raquel Machado Rech/Facebook
Vestígios das reduções jesuíticas guaranis foram encontrados pela arqueóloga Raquel Machado Rech em São Luiz Gonzaga. As descobertas foram divulgadas no dia 11 de junho e incluem uma tigela guarani e um contrapiso com material de uma construção missioneira. O trabalho é feito pela arqueóloga com uma equipe contratada pela prefeitura municipal para atender às exigências do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
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As pesquisas arqueológicas são feitas em um quadrilátero do centro da cidade, onde ficava a antiga redução de São Luiz Gonzaga, um dos Sete Povos das Missões. Conforme explica Raquel, esse resgate e preservação é uma exigência para permitir novas construções nesse local, uma demanda da comunidade.
“No caso de São Luís Gonzaga, o que nós estamos tentando detectar e mapear e resgatar são vestígios. Como foi construída uma cidade moderna em cima, a gente já não encontra os vestígios muito inteiros“, explica a arqueóloga, sobre as recentes descobertas. Antes disso, foi necessário um projeto e uma negociação para subsidiar os proprietários desses terrenos.
Além da tigela e do contrapiso, já foram encontrados outros artefatos do período missioneiro, como castiçais, outros tipos de potes e cerâmicas produzidas nas reduções. “Assim vamos somando as peças desse quebra-cabeça da história de São Luiz Gonzaga para conhecimento da comunidade”, destacou Raquel.
Além dela, outros dois servidores e dois estagiários também atuam no projeto que envolve quatro etapas: a investigação de campo com técnicas de escavação; triagem e análise de artefatos em laboratório; construção de laudos arqueológicos sobre as descobertas e, por fim, e a divulgação e educação patrimonial junto à sociedade.
Segundo Raquel, a intenção é de que esses artefatos façam parte do acervo do Museu Arqueológico de São Luiz Gonzaga. Outro resultado será a liberação dos terrenos para outros empreendimentos. “Os proprietários podem voltar a ganhar as suas licenças, porque por muito tempo, construiu-se uma cidade moderna e se destruiu o sítio arqueológico, sem haver um cuidado maior”, pontuou a arqueóloga.
Raquel também comentou sobre a reestruturação do Museu após ter sua estruturada atingida pela micro-explosão atmosférica no ano passado. O projeto de revitalização do local é um dos contemplados para receberem recursos do governo estadual do Grande Projeto Missões. “Daqui 1 ano, a ideia é de que o Museu Arqueológico já esteja plenamente restaurado”, acrescentou.
Vestígios de construção missioneira – Foto: Raquel Machado Rech/Facebook
Fonte: Rádio São Luiz
