Alto volume de chuvas prejudica solos de lavouras da região

Lavoura afetada por chuvas em Santiago – Foto: Marcelo Steiner/Divulgação-Emater RS/Ascar

O alto volume de chuvas registrado no Rio Grande do Sul na última semana causou prejuízos para as lavouras da região, principalmente na cobertura do solo. Em algumas localidades, choveram entre 300mm a 500mm no intervalo de alguns dias, o que ocasionou erosão do solo e, consequente, perda de fertilidade. A avaliação é do engenheiro agrônomo e coordenador técnico da Coopatrigo, Bento Buttenbender.

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A Emater RS/Ascar deu início a um mapeamento para mensurar os impactos das recentes chuvas na agricultura no Estado. Ainda não existem dados sobre o quantitativo das perdas, porém, Bento enfatiza que diversos produtores foram impactados na região de abrangência da Coopatrigo.

“Com certeza, as perdas vão ser bem expressivas, visto que, nos dias que ocorreram as chuvas, via-se muitos problemas nas lavouras, tanto de questão da erosão do solo, criando valetas, quanto nas águas transbordando e levando todo esse solo embora”, comenta o engenheiro agrônomo. As perdas também incluem os investimentos feitos pelos produtores em adubos e fertilizantes para as lavouras.

Outro impacto causada pelos eventos extremos na agricultura é na questão da logística, devido aos danos causadas em estradas vicinais e também em rodovias de ligação entre cidades e regiões. Conforme disse Bento, essa dificuldade para escoar a produção deve impactar também o preço dos grãos.

Confira os reflexos das chuvas para algumas das principais culturas de inverno na região:

Trigo: a cultura estava na fase de semeadura, com isso, muitos produtores devem ter fazer o replantio.

Canola: a planta estava na fase inicial de desenvolvimento. Por se tratar de um cultivo sensível, gotas de chuva muito forte podem varrê-la do solo.

Pastagens: essas áreas também sofrem com a erosão e compactação do solo, no momento, em que animais caminham sobre o solo encharcado.

Como alternativas para a recuperação dos produtores, Bento menciona a diversificação de culturas e as possibilidades do plantio do milho, a partir de agosto, e novamente a soja no segundo semestre, inclusive, buscando alternativas de cultivares mais resilientes ao clima. “Precisamos estar se preparando constantemente para que os danos climáticos sejam amenizados”, destacou o engenheiro agrônomo.

Fonte: Rádio São Luiz