Presidente da Fetag-RS avalia Plano Safra da Agricultura Familiar e cita pontos positivos e negativos

Carlos Joel da Silva. Foto: Reprodução/Rádio São Luiz

O presidente da Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul), Carlos Joel da Silva, concedeu entrevista nesta terça-feira, 1° de julho, para comentar sobre o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026. Segundo Carlos Joel, o saldo é principalmente positivo, devido ao aumento dos valores a serem disponibilizados e pelas novas linhas de crédito. Porém, existe preocupação com relação aos detalhes dos empréstimos e soluções para a situação específica do endividamento dos produtores gaúchos.

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A iniciativa do governo federal vai destinar R$ 89 bilhões em crédito rural, principalmente via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que deve receber R$78,2 bilhões. Uma das novidades celebrada pelo presidente da Fetag-RS foi a elevação do limite para a compra de máquinas e equipamentos menores de R$ 50 mil para R$ 100 mil com a manutenção da taxa de juros de 2,5%.

Carlos Joel também citou como ponto positivo o crescimento das linhas de crédito para regularização fundiária. “Outra questão é essa linha de crédito para conectividade, para melhorar a internet no campo. Tem coisas boas no Plano Safra, com as novas novas linhas e mantendo as outras linhas que tinham”, afirmou.

Como aspectos negativos, o presidente da Fetag-RS mencionou a elevação dos juros para atividades de pecuária de corte e cultivo de soja de 6% para 8%. Ele também citou a preocupação com a equalização dos juros com a taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, a maior dos últimos 20 anos, uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

Securitização

Uma das preocupação dos produtores gaúchos é com relação à negociação de dívidas anteriores. Segundo Carlos Joel, se esses acordos não avançarem, dificilmente os produtores vão conseguir acessar os novos recursos do Plano Safra da Agricultura Familiar. Ainda conforme ele, a pauta da securitização das dívidas pelo período de 20 anos tem avançado de forma muito lenta e é necessário maior pressão no Congresso Nacional.

“Nós aqui do Rio Grande do Sul sofremos com as enchentes e com a seca, por isso, precisamos reorganizar a propriedade. Em muitas regiões vamos precisar melhorar o solo”, pontou o presidente da Fetag-RS, ao comentar sobre linhas específicas do plano safra para agroecologia e adaptação às mudanças climáticas.

Fonte: Rádio São Luiz