Paulo Pires comenta impactos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos no agro gaúcho

Foto: Rádio São Luiz
O presidente da Coopatrigo e da FecoAgro (Federação das Cooperativas Agrícolas do RS), Paulo Pires, participou nesta quinta-feira, 7 de agosto, do programa Olho Vivo. Paulo comentou sobre as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos exportados pelo Brasil ao país e os impactos no agronegócio gaúcho. Segundo ele, as taxas devem causar perdas e afetar os preços dos produtos.
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Segundo estudo da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), cerca de 85% dos produtos da indústria gaúcha devem ser impactos pelas tarifas extras que entraram em vigor nesta semana. Os reflexos das tarifas também podem prejudicar empregos em diversos setores da economia do Estado. Cerca de 700 itens ficaram isentos, como suco de laranja, minérios e produtos para aeronaves.
Paulo Pires comentou sobre a necessidade de diálogo para encontrar encontrar alternativas para reverter o tarifaço. “É o tipo de briga que não interessa para ninguém”, comentou. Para ele, as animosidades e questões políticas deveriam ser equilibradas com a questão econômica, sem radicalizar o debate.
“Nós dependemos muito de importações e isso pode se agravar muito para vários setores”, acrescentou o presidente da FecoAgro, sobre as preocupações do setor são com a importação de insumos agrícolas dos Estados Unidos. Pires recordou que muitas tecnologias utilizadas no Brasil vem do país governado por Donald Trump.
Situação do agro e nova unidade da Coopatrigo
O presidente da Coopatrigo comentou também sobre a negociação em prol de medidas para auxiliar produtores gaúchos diante das adversidades e perdas dos últimos anos. Ele lamentou a falta de sensibilização do governo federal com o atual quadro da produção agrícola no Estado e a dificuldade em viabilizar alternativas, como a securatização das dívidas.
Outro assunto abordado foi a inauguração da nova unidade da Coopatrigo no Distrito do Rincão Vermelho, no interior de Roque Gonzales. “Todas as unidades precisam ser sustentáveis e para isso temos que ter compreensão e adesão do quadro social, parece que isso aconteceu no Rincão Vermelho e estamos muito otimistas”, avaliou Paulo Pires. Segundo ele, a cooperativa tem a intenção de colaborar com o desenvolvimento da região com diferentes investimentos.
Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.
Fonte: Rádio São Luiz



