O papel da agricultura familiar e do cuidado com o solo diante de extremos climáticos

Foto: Fernando Dias/SEAPI-RS
A agricultura familiar é uma das atividades mais tradicionais na região das Missões e no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, a produção de alimentos no campo tem sido fortemente afetadas pelos extremos climáticos. No quarto episódio da série “Do Clima ao Campo”, da Rádio São Luiz, são apresentadas alternativas para a agricultura no contexto de mudanças climáticas, principalmente no tratamento do solo.
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Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), disponíveis no Painel do Agronegócio, mostram que existem mais de 360 mil estabelecimentos agropecuários no Rio Grande do Sul. Mais de 60% deles possuem menos de 20 hectares. Segundo a classificação do Censo, 80,5% dos estabelecimentos foram considerados como de agricultura familiar, com 25,3% de toda a área cultivada no Estado.
Mais de 716 mil pessoas trabalham com a agricultura familiar no RS, sendo a maioria em lavouras e pastagens. O estado também conta com 1.573 agroindústrias familiares. Na região das Missões, os dados indicam a existência de pelo menos 74 agroindústrias onde trabalham cerca de 38 mil pessoas.
Professora da UERGS São Luiz Gonzaga, Rosicler Backes lista algumas estratégias que podem ser adotadas para produzir de modo mais resiliente, como diversificar culturas e aumentar a cobertura permanente do solo. “Quando se está conservando o solo, se está conservando água também. E esses são dois recursos indispensáveis para a vida na Terra. O solo é a base para produção de alimentos e a sustentação de toda essa biodiversidade que nós temos. sendo responsável pelo ciclo da água e, logo, pela regulação do clima”, explica.
Para Eduardo Martins, presidente do Grupo de Agricultura Sustentável (GAAS), o cuidado com o solo é essencial para manter as características biológicas do solo. Uma das alternativas trabalhadas pelo grupo é reduzir o uso de insumos químicos e da mecanização pesada sobre o solo, técnicas que prejudicam o sistema vivo da terra e sua capacidade de reter água, por exemplo.
Uma das estratégias para trabalhar a conservação do solo no Rio Grande do Sul e nas Missões é o Programa Operação Terra Forte, com investimento de R$300 milhões do Fundo de Reconstrução do RS (Funrigs). “Vai nos possibilitar fazer um olhar para a questão do solo que é a base da produção”, explica Dante Trindade, chefe do escritório da Emater RS/Ascar São Luiz Gonzaga.
Confira o episódio na íntegra:
Fonte: Rádio São Luiz



