Como emitir GTA e as exigências para circulação de animais durante a Semana Farroupilha

Foto: Divulgação/Seapi-RS
Durante a Semana Farroupilha, o deslocamento de animais aumenta nos municípios da região e do Rio Grande do Sul, principalmente de cavalos, utilizados em cavalgadas, desfiles e atividades campeiras. Esse movimento aumenta o risco de disseminação de doenças, o que serve de alerta para a legislação sanitária. A Inspetoria de Defesa Agropecuária de São Luiz Gonzaga atua na fiscalização e emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para a circulação de animais.
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Médica veterinária fiscal estadual agropecuária, Renata Franco Antocheviez Stacowski explica o papel da inspetoria e a importância de cumprir a legislação para o transporte legal e seguro de animais durante os festejos farroupilhas. No Rio Grande do Sul, existe uma série de exigências descritas na Seção de Inspeção Sanitária em Eventos Agropecuários.
“Existem as exigências documentais e, depois, a verificação in loco da situação da sanidade desse animal e dessa regularidade pelo habilitado no evento. Esse é o papel da inspetoria: a defesa sanitária animal com relação à aglomeração desses animais nos eventos”, destaca Renata. No de equinos, para a emissão de GTA são necessários exames em dia, como de anemia infecciosa equina, além das vacinas, como da Influenza equina.
A fiscal agropecuária ressalta que os exames precisam estar com a validade, pelo menos, até o final das atividades farroupilhas, no dia 21 de setembro. A solicitação da Guia de Trânsito Animal pode ser feita presencialmente, na Inspetoria de Defesa Agropecuária, ou pela internet, na plataforma Galope.
Segundo Renata, as GTAs emitidas no período da Semana Farroupilha servem para as atividades ao longo das celebrações farroupilhas, porém, a recomendação é para que o pedido seja feito com antecedência, principalmente, para pessoas interessadas em participar do desfile do dia 20 de setembro e que ainda não tenham GTA. Esse cuidado ajuda a evitar imprevistos, como no caso dos produtores terem sua ficha bloqueada, o que pode ocorrer caso a declaração anual de rebanho não tenha sido feita.
Em caso de circulação de animais sem a guia, a multa prevista é de cerca de 100 Unidades de Padrão Fiscal (UPFs), com valor em torno de R$27,13 cada, podendo chegar a quase R$3 mil reais no total. Porém, Renata ressalta que o foco da inspetoria é a prevenção e a conscientização. “Nós, fiscais estaduais agropecuários, trabalhamos em conjunto com os proprietários com o fim de proteção da sanidade animal do Estado. Essa é a nossa intenção, mais do que exigir condições para participação ou condições de emissão de guias de trânsito”, pontua a médica veterinária.
Fonte: Rádio São Luiz



