Primavera: floração das plantas estimula atividade das abelhas e safra de mel

Foto: Freepik/Ilustrativa
A primavera inicia oficialmente nesta segunda-feira, 22 de setembro, e é reconhecida pela floração das plantas e aumento das temperaturas. Essas condições, em conjunto com o aumento da incidência solar, beneficiam as atividades das abelhas e, consequentemente, a apicultura e meliponicultura. Em entrevista à Rádio São Luiz, o professor da UERGS Rafael Meirelles explicou detalhes sobre esses processos.
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Doutor e mestre em Fitotecnia, Rafael realiza diversas pesquisas sobre abelhas e a importância de seus serviços ecossistêmicos para o desenvolvimento das plantas e da agricultura. Segundo ele, durante a primavera também é comum o aumento dos enxames dos insetos e sua reprodução, por conta do aumento nas temperaturas médias em relação ao inverno.
O professor recorda que as abelhas são como arquitetas do ecossistema que envolve as plantas e a produção agrícola. “Como boa parte das plantas dependem das abelhas para se reproduzir, é válido dizer que as abelhas garantem a reprodução da base da cadeia alimentar. Elas são responsáveis pela produção de boa parte dos alimentos que a gente consome”, explica Rafael.
Entre as frutas e demais plantas que dependem totalmente das abelhas, estão morango, abóbora, melão, melancia, entre outras. Esse período de floração das plantas também demanda cuidados e ações de manejo por parte de apicultores e meliponicultures. “Começa a abrir, limpar as caixas, reforçar as estruturas. Colocar as melgueiras. Os enxames novos que forem capturados vão ter a oportunidade de se estabelecer e se reforçarem”, exemplifica o docente da UERGS.
Segundo Rafael, no Rio Grande do Sul existem cerca de 25 espécies de abelhas, sendo a maioria delas nativas e sem ferrão. “Em São Luíz, temos uma abundância grande de jataí, tubuna, canudo. São abelhas que, eventualmente, até mordem, mas mordem com a boca. Elas não possuem ferrão, não possuem peçonha ou veneno. Às vezes, elas se enrolam no cabelo, é forma que elas têm para se defender”, descreve.
No caso de retirada de enxames de abelhas, o professor da UERGS recorda que esse processo deve ser feito por apicultores. Informações e dúvidas sobre a retirada podem ser tiradas junto ao Laboratório de Pesquisas com Insetos Benéficos (Lapib).
Fonte: Rádio São Luiz



