La Niña deve ter intensidade entre leve e moderada e reduzir volume de chuvas na região

Foto: Reprodução/Inmet

A ocorrência do fenômeno La Niña foi oficialmente confirmada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A tendência é de que essa condição cause uma redução no volume de chuvas no Rio Grande do Sul e na região das Missões ao longo dos próximos três meses, até o final do próximo verão. Apesar disso, a previsão indica um La Niña com intensidade leve e moderada.

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Meteorologia e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Vagner Anabor explica os detalhes sobre como se configura o fenômeno, ligado ao resfriamento das temperaturas das águas no Oceano Pacífico equatorial central e oeste. Segundo os dados divulgados pela NOAA, as águas da região ficaram entre 1,0 °C e 0,5 °C mais baixas durante o mês de setembro, o que configura o La Niña.

Apesar disso, Vagner explica que a variação indica um fenômeno com intensidade leve e moderada, diferente do que foi observado em anos recentes, como 2022 e 2023. “É um momento para que façamos aí medidas de contenção, ou seja, observar e regular o uso da água e fazer um planejamento para um possível período de estiagem. Não vamos ter uma seca bem configurada, mas as chuvas vão ficar abaixo do normal”, acrescenta o meteorologista.

Essa condição de chuvas abaixo da média deve seguir por novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, com uma redução a partir de março e abril. Vagner ressalta também que a diminuição nos acumulados de chuva não significa que não ocorrerão tempestades nesse período, uma vez que, ciclones extratropicais e outras frentes frias são comuns nesta época do ano na América do Sul.

Na entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o professor da UFSM também comentou sobre a criação do Centro de Inteligência Climática (CIC) em Santana do Livramento, uma parceria entre UFSM, Universidade Federal do Pampa (Unipampa) e Universidade Tecnológica do Uruguai (UTEC). Segundo ele, o projeto deve fornecer serviços de monitoramento meteorológico e climático para grande parte da metade sul e oeste do Estado, incluindo áreas das Missões.

Fonte: Rádio São Luiz