La Niña entra em declínio até o final do verão, explica meteorologista

Foto: Divulgação/Inmet

O fenômeno La Niña, conhecido pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico e que afeta o clima em todas as regiões do planeta, está em declínio. Segundo o meteorologista e membro do Gruma (Grupo de Modelagem Atmosférica da UFSM), Murilo Lopes, a tendência é de uma redução das chuvas no verão nas Missões e no RS, devido ao fenômeno, porém, com um retorno da chamada condição de neutralidade ao final da estação.

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Em março e abril do próximo ano, a tendência é de que as águas do Oceano Pacífico não estejam mais resfriadas, condição que causa o La Niña. “O cenário que nós temos é de um La Niña ainda estabelecido sobre o Oceano Pacífico, mas que deve entrar em declínio ao longo da estação. Isso quer dizer que o cenário vai perdendo força”, ressalta Murilo.

Apesar do fenômeno não estar tão intenso como em anos anteriores, ainda assim, a previsão é de uma diminuição no volume e acumulado de chuvas nos meses de janeiro, fevereiro e março.

Sobre a possibilidade de um El Niño em 2026, caracterizado pelo aquecimento das águas do Pacífico, o meteorologista afirma que ainda é cedo para prever. “Apesar de a gente ter essa tendência de aquecimento do Oceano Pacífico, inclusive, com previsões chegando ao limiar de El Nino durante o próximo inverno, ainda é cedo”, pontua.

Rio Atmosférico

O meteorologista também detalha o que é o Rio Atmosférico, fenômeno que afeta o Rio Grande do Sul e tem causado uma sequência de dias de bastante chuva. Segundo ele, o nome dessa condição climática ajuda a explicar o seu funcionamento, como uma espécie de corredor que carrega umidade do Norte para o Sul do país.

Quando esse fenômeno se forma, existe o risco de grandes acumulados de precipitação em curtos intervalos de tempo, como se observou em algumas cidades gaúchas. Desde o início da semana, algumas localidades já registraram mais de 200 mm de chuva acumulada.

“As tempestades que se formam nesse ambiente favorecem a precipitação intensa e a tendência que nós sigamos assim, pelo menos até a noite de Natal, com condições para a chuva localmente forte e intensa”, explica Murilo Lopes. Segundo ele, a partir desta quinta (25), o tempo deve voltar a ficar firme no Rio Grande do Sul.

Fonte: Rádio São Luiz