O que fazer em casos de acidentes com enxames de abelhas?

Foto: Paulo Marcelo Adamek
No período de primavera e verão é comum a ocorrências de acidentes envolvendo abelhas, devido à floração que estimula o metabolismo desses insetos e aumento nos enxames. Professor da UERGS e pesquisador das áreas de meliponicultura e apicultura, Rafael Meirelles explica o que fazer em casos de ataques de abelhas e quais serviços devem ser acionados.
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Segundo Rafael, o período de setembro à janeiro é caracterizado pela maior reprodução de abelhas, devido à floração e às temperaturas mais elevadas. Por isso, as pessoas precisam ter cuidados ao se aproximar de enxames e procurar ajuda médica em casos de acidentes.
Diferente de ataques de animais, a recomendação para situações com abelhas é de correr e se afastar o mais breve possível do enxame, se possível, buscar abrigo em um local fechado. “No momento que a primeira abelha lhe atacar, ela deixa um feromônio de marcação indicando que você é um invasor e um perigo, então todas todas as as irmãs delas vão lhe atacar também”, descreve o professor.
Em caso de picadas, também é necessário buscar atendimento médico, especialmente, para pessoas alérgicas ou que não conhecem se possuem alergia à abelha. Nessas situações, a população deve acionar os bombeiros para a eliminação do enxame.
No caso de enxames que não oferecem perigo iminente de ataque, a orientação é buscar um apicultor que irá fazer a remoção do enxame, mediante valor acordado previamente.
Rafael ressalta que a maioria das espécies de abelhas nativas não possuem ferrão e não representam nenhum perigo à população. As responsáveis pelos ataques são as chamadas abelhas africanizadas, provenientes de espécies invasoras trazidas de outros continentes pelo homem.
Esses insetos também exercem um papel crucial nos ecossistemas naturais e alimentares, por isso, é necessário sua preservação. “Sem abelhas, a gente tem uma queda muito grande na produtividade de alimentos, de sementes. A gente tem colapso dos ecossistemas naturais. Então, por tudo isso, é importante preservar esses insetos”, complementa o docente da UERGS.
Fonte: Rádio São Luiz



