Vacinação deve estar em dia antes de viagens; enfermeira explica importância

Foto: Ilustrativa/Freepik

Antes de realizar viagens internacionais ou mesmo viagens nacionais, é preciso conferir a situação da caderneta vacinal. Enfermeira e coordenadora do Centro de Saúde de São Luiz Gonzaga, Águeda Balbé, explica que a imunização ajuda a prevenir doenças em circulação em outros lugares, sendo uma estratégia essencial para a saúde pública.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Uma das doenças que preocupa é o sarampo, isso porque o Brasil tem registrado surtos de sarampo em alguns estados. A vacina é recomendada para todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. O vírus também tem circulado em outros países, como Canadá, México e Paraguai, que registraram surtos em 2025.

Outras doenças que possuem vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e que são recomendadas para viajantes são difteria, tétano, poliomielite e febre amarela.

“Todo mundo gosta de viajar e é bom conhecer outros países e outras culturas, mas também é muito importante que a pessoa esteja imunizada contra todos os vírus e bactérias”, destaca Águeda. A orientação é para que as pessoas busquem uma unidade básica de saúde (UBS) em torno de 10 a 15 dias antes de viajar, tempo necessário para que as vacinas possam fazer efeito.

Em São Luiz Gonzaga, as UBSs do municípios estão funcionando das 7h às 13h, neste mês de janeiro.

Gestantes

Recentemente, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS) reforçou a orientação sobre a vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A imunização é uma estratégia fundamental para proteger os recém-nascidos contra a bronquiolite, uma das principais causas de internações respiratórias em bebês nos primeiros meses de vida.

Até o momento, cerca de 27 mil gestantes já receberam a dose no Estado, sendo que aproximadamente 5,1 mil aplicações foram realizadas neste mês de janeiro. A estimativa é vacinar anualmente cerca de 120 mil gestantes no Rio Grande do Sul, e a meta é alcançar 80% de cobertura vacinal desse público.

Águeda Balbé lembra que a vacinação das gestantes é essencial para passar os anticorpos às crianças, grupo vulnerável à bronquiolite, que podem gerar complicações e até internação.

“Sabemos de casos de crianças que tiveram internação, que tiveram que ir para a UTI, em virtude desse vírus. Então, no momento que a criança está imunizada, por mais que ela pegue, vai ser uma doença bem mais leve”, ressalta a enfermeira.

O VSR é um dos principais causadores de infecções respiratórias em crianças pequenas, sendo responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e de 40% das pneumonias em menores de dois anos de idade. Estudos clínicos indicam a redução de 81,8% das formas graves da doença nos primeiros 90 dias de vida e de 69,4% até os 180 dias em bebês de mães vacinadas entre 24 e 36 semanas de gestação.

Fonte: Rádio São Luiz