João Luiz Vargas descreve criação do “Dia do Pajador Gaúcho” e importância das pajadas na educação

Foto: Instagram/João Luiz Vargas

A data do “Dia do Pajador Gaúcho” completa 25 anos desde a sua criação pela Lei Estadual 11.676/2001, como uma homenagem à Jayme Caetano Braun. Ex-deputado estadual, ex-prefeito de São Sepé e advogado, João Luiz Vargas foi o autor do projeto que originou a celebração. Ao relembrar o processo que levou à homenagem, ele enfatiza também o papel das pajadas e do legado cultural de Jayme para o tradicionalismo e para a educação.

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A proposta de homenagem surgiu ainda em 2000, após o Rodeio Internacional de Vacaria que teve uma homenagem a Jayme Caetano Braun, realizado também em um 30 de janeiro. A ideia para instituir a data como “Dia do Pajador Gaúcho” partiu de Paulo de Freitas Mendonça, responsável por sugerir a proposição a João Luiz, então deputado estadual pelo PDT.

A proposta foi aprovada de forma unânime pela Assembleia Legislativo do RS no 16 de outubro de 2001 e depois sancionada a Lei nº 11.676, pelo então governador Olívio Dutra (PT), conterrâneo de Jayme.

“Apresentamos essa lei, aliás, inspirada e pedida pelo Paulo de Freitas Mendonça, também por entendermos que os pajadores cada vez têm que serem mais valorizados nas redes escolares“, destaca João Luiz Vargas. Segundo ele, o legado cultural de Jayme merece ser trabalhado nos currículos escolares do Estado.

O advogado também cita a importância de incentivo do ponto de vista cultural para que a pajada continue viva e fazendo parte da cultura gaúcha, especialmente, no contexto da celebração dos 400 anos das Missões, um marco histórico para o Rio Grande do Sul. “Os versos do Jaime sempre foram eles postados dessa situação muito forte de valorizar aquilo o que existe nas Missões”, recorda João Luiz.

O ex-deputado menciona os exemplos dos países vizinhos, Uruguai e Argentina, onde a payada é trabalhada de forma mais intensa. Para ele, são necessários incentivos semelhantes para que mais pessoas cultivem essa forma poética no Estado.

“A cultura popular está em movimentos como estes, simbolizando o Dia do Pajador na figura fantástica do Jayme Caetano Braun e dos nossos troncos missioneiros – Noel Guarani, Cenair Maicá e Pedro Ortaça. Estes são os símbolos da resistência missioneira e do verso que supera os momentos de tristeza e nos fornece esperança”, complementa o advogado e incentivador da tradição gaúcha.

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Fonte: Rádio São Luiz