Novo presidente da Fetag-RS descreve pautas prioritárias para agricultura familiar no RS

Foto: Divulgação/Fetag-RS
Após 12 anos, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) tem um novo presidente. Eugênio Zanetti assumiu o cargo na última sexta-feira (27/02) no lugar de Carlos Joel da Silva. Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, Eugênio comentou sobre os principais desafios da agricultura familiar no Estado e as pautas prioritárias para a nova gestão da Federação.
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Produtor rural em Veranópolis, na Serra Gaúcha, Eugênio atuava como vice-presidente da entidade na gestão de Carlos Joel desde 2020. Antes disso, também atuou no sindicato rural do município. Sobre o convite para assumir a presidência da Federação, ele destacou a importância de honrar o trabalho da entidade e dar continuidade à defesa de pautas para a agricultura familiar no RS.
O presidente da Fetag-RS lembrou das consecutivas estiagens e do endividamento dos produtores, como dois desafios e fatores que pressionam a atividade rural. “Os principais produtos agrícolas estão com um preço muito baixo, abaixo do próprio custo de produção”, acrescentou, sobre outro tema que preocupa os produtores.
Eugênio citou a necessidade de diálogo e sensibilização dos governos estadual e federal para buscar medidas para aliviar a crise de crédito no campo, como o PL 5122/2023, em tramitação no Senado Federal. A proposta visa liberar o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento destinada a produtores rurais afetados por eventos climáticos.
Outras pautas prioritárias envolvem medidas de suporte aos produtores de leite e a discussão em torno da cobrança de royalties da soja. O novo presidente da Fetag-RS abordou ainda o diálogo com os sindicatos das Missões para organizar o Grito da Terra e cobrar por políticas de mitigação de riscos climáticos, especialmente, em um contexto de agravamento de eventos extremos de clima no Estado.
“As estiagens, os picos de calor e as chuvas torrenciais em curto período estão evidentes e cada vez mais recorrentes. Então, não tem como todo esse risco ficar nas costas do agricultor. Precisamos de uma política de mitigação de risco”, enfatizou Eugênio, citando a necessidade de reformulações no Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária).
Fonte: Rádio São Luiz



