Umidade do solo gera preocupações para a colheita de soja na região

Foto: Luiz Oneide / Rádio São Luiz
A colheita das lavouras de soja na região das Missões tem avançado nas últimas semanas, atingindo cerca de 50% a 70% de área colhida em algumas localidades. Porém, as recentes chuvas levantam preocupações com relação à umidade do solo, o que pode prejudicar a entrega dos grãos e atrasar a finalização da colheita.
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Segundo o presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, a produtividade média varia de forma considerável entre diferentes áreas da região. Esse contexto, somado às dificuldades relacionadas ao endividamento dos produtores rurais, deve prejudicar os resultados da safra atual.
Pires aponta a possibilidade de redução das áreas plantadas em virtude dessas condições econômicas desfavoráveis. “A situação é muito difícil, porque além dos preços dos produtos agrícolas estarem baixos, há a questão de não ter uma política pública que trate o endividamento do produtor”, acrescenta.
Apesar da apreensão com o retorno das chuvas, o engenheiro agrônomo e coordenador técnico da Coopatrigo, Bento Buttenbender, destaca que ainda não foram registradas perdas por conta de excesso de umidade. “O que nós temos no momento são baixas produtividades em função da estiagem que ocorreu na nossa região”, pontua.
A previsão é de que, mesmo com a volta da regularidade das chuvas, os produtores consigam finalizar a colheita no tempo previsto. O presidente da Coopatrigo lembra, contudo, que os preços baixos dos grãos também geram preocupações para a rentabilidade das lavouras.
Sobre a safra de inverno, a expectativa é de um aumento da área plantada com canola na região. “A canola é uma atividade que o produtor está buscando, porque ela ainda traz renda para o produtor”, explica Bento. Em contrapartida, a área de lavouras de trigo devem diminuir cerca de 35%.
Fonte: Rádio São Luiz



