Internações por síndrome respiratória aumentam na região; quadro ainda é estável

Vacina é principal estratégia para prevenir casos graves e internações – Foto: Marcelo Bernardes/Ascom SES-RS
O número de internações por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) dobrou neste início de ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Até o início de maio de 2025, a região tinha registrado cerca de 30 internações e, neste ano, já foram cerca de 60, o que levanta preocupações, principalmente, pela tendência de alta com o outono e depois no inverno. Os dados foram divulgados por Rodrigo Reis, responsável pela 12° Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) de Santo Ângelo.
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No final de abril, o governo do Rio Grande do Sul decretou situação de emergência de saúde pública por conta da alta no aumento de internações por SRAG no território gaúcho. A decisão considera a análise de indicadores epidemiológicos que apontam aumento significativo na circulação de vírus respiratórios, pressionando os serviços de saúde, especialmente na rede pediátrica, com crescimento contínuo das filas de espera em emergências, bem como do risco de saturação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo Rodrigo, a situação da região é menos grave que o cenário estadual, porém, a preocupação é com relação à chegada de novas remessas de vacinas contra a gripe. A previsão é de que um novo lote enviado pelo Ministério da Saúde (MS) chegue ao Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (07/05).
O coordenador da 12°CRS menciona uma procura alta da população, principalmente, de grupos prioritários pelo imunizante – que incluem crianças maiores de seis meses e menores de seis anos, pessoas idosas com mais de 60 anos e gestantes. A expectativa é de 11.480 mil doses sejam destinadas para os municípios da 12° CRS, o que inclui São Luiz Gonzaga que deverá receber 1.460 doses.
Como parte das ações do Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou o repasse de R$ 7,5 milhões aos 497 municípios gaúchos para o fortalecimento da atenção primária em saúde. Entre as ações estão a ampliação do horário de atendimento das unidades básicas de saúde, abertura delas nos finais de semana, contratação de profissionais, reforço de insumos, busca ativa de não vacinados e intensificação das estratégias de imunização.
Rodrigo ressalta a importância de que as pessoas procurem as unidades de saúde para receber a vacina e, caso sintam sintomas, busquem atendimento médico. “Não é uma questão tão grave nesse momento, mas temos que ficar atento aos municípios maiores, para não comprometer a capacidade dos hospitais de atender essa demanda”, complementa.
Fonte: Rádio São Luiz



