Presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga descreve mobilização para cobrar securitização

Foto: Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga

A presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Margareth Costa Beber, concedeu entrevista na manhã desta terça-feira (12/05) ao programa Olho Vivo, da Rádio São Luiz.  Na ocasião, ela comentou sobre reunião realizada com produtores da 12° Coordenadoria Regional da Farsul para discutir a securitização das dívidas rurais e medidas de apoio à produção agrícola na região das Missões e no Rio Grande do Sul.

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O encontro reuniu diferentes lideranças do setor e teve a participação do senador Luiz Carlos Heinze (PP), responsável por elaborar documento que pede a suspensão de dívidas rurais pelo prazo de 120 dias. A securitização de dívidas de custeio e investimentos é uma das demais centrais dos produtores, em virtude, das perdas acumuladas em anos recentes, com quebras de safra e queda na produtividade das lavouras.

O objetivo é pressionar pela aprovação do Projeto de Lei n° 5.122/2025, de autoria do deputado federal Domingos Neto (PSD/CE) e que pretende autorizar o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento destinada a produtores rurais afetados por eventos climáticos. A matéria está atualmente em análise na Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado Federal.

Margareth mencionou a diminuição dos preços dos grãos, o que impacta na rentabilidade dos produtores. Segundo ela, caso a situação não seja resolvida, muitos produtores podem desistir de seguir na atividade. “Não tendo produtividade, não tem como você pagar suas contas”, enfatiza a presidente do Sindicato Rural e também agricultora.

Outra preocupação citada por Margareth é com relação aos impactos na economia regional, decorrente da diminuição da capacidade de compra dos produtores. Ela ressaltou também a necessidade de união entre diferentes setores para cobrar medidas de apoio por parte do poder público.

“Nós precisamos desse alongamento, o pedido desses 120 dias é pra ver se, se nós ainda consigamos que o Congresso aprove a securitização”, explica Margareth. A presidente do sindicato citou ainda a necessidade de políticas de subsídio ao setor primário, com juros mais baixos para possibilitar o pagamento das dívidas.

Fonte: Rádio São Luiz