Chegada do inverno e baixa cobertura vacinal acendem alerta para síndromes gripais na região

Foto: Canva/Ilustrativa

A chegada oficial do inverno e a baixa cobertura vacinal, principalmente, dos grupos prioritários, acende um alerta sobre os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), na região das Missões. Entre pessoas idosas, gestantes e crianças com idade de seis meses à seis anos, o percentual de vacinação está em 56% nos 24 municípios da 12° Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) de Santo Ângelo, o que inclui São Luiz Gonzaga.

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Até o momento, já foram aplicadas mais de 88 mil doses da vacina contra o vírus da influenza na área de abrangência da 12° CRS. Desse total, cerca de 48 mil foram destinada para o público prioritário. Os dados foram repassados por Rodrigo Reis, coordenador regional de saúde, da 12° CRS. A meta para os grupos preferenciais é de 90% de cobertura, segundo recomendação do Ministério da Saúde.

Em São Luiz Gonzaga, foram cerca de 10 mil doses aplicadas, com uma divisão semelhante à regional em termos de grupos da população, com 5.800 para idosos, gestantes, crianças e demais grupos prioritários.

Com o encerramento da campanha de vacinação, os municípios passaram a poder decidir pela ampliação da vacinação contra influenza para a população em geral. Cada prefeitura têm autonomia para ampliar o público atendido, desde que garantam uma reserva estratégica suficiente para atender crianças, idosos e gestantes ao longo dos próximos meses.

No Rio Grande do Sul, dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES) apontam que cerca de 1,35 milhão de pessoas dos grupos prioritários foram imunizadas até o momento, o que representa uma cobertura pouco superior a 43%. A vacina é a principal estratégia de prevenção para casos graves de SRAG e para evitar internações. Neste ano, já foram 149 internações na região, com 11 óbitos.

Rodrigo Reis chama atenção para o caso das crianças, em virtude, da ausência de leitos de UTI pediátrica na região. “Preocupa pelo impacto com a chegada num frio mais intenso. E isso, aliado a uma baixa vacinação, torna o ambiente propício para a gente começar a ter mais mais óbitos também na faixa etária dos idosos”, acrescenta o coordenador da 12° CRS.

Fonte: Rádio São Luiz