Regional Sindical Missões II organiza ato de mobilização em São Luiz Gonzaga na próxima segunda

Divulgação/Fetag-RS

A Associação Regional Sindical Missões II, vinculada a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), promoverá na próxima segunda-feira, 17 de fevereiro, um ato de mobilização da categoria em São Luiz Gonzaga. O encontro será realizado no Calçadão a partir das 9h. O objetivo é divulgar as dificuldades enfrentadas pelos produtores gaúchos e cobrar medidas de apoio do poder público.

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O ato também deve marcar o lançamento oficial da edição deste ano do Grito de Alerta. A mobilização contará com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga e Rolador. No mesmo dia, a Fetag-RS promove uma série de encontros em todo o Rio Grande do Sul, com objetivo de chamar atenção para a necessidade de renegociação das dívidas dos produtores e mudanças no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).

A pauta reúne ações fundamentais para mitigar os impactos da estiagem e assegurar a sustentabilidade da agricultura familiar.

1) Prorrogação automática das operações de crédito rural vinculadas ao Pronaf e ao Pronamp por 120 dias;

2) Revogação de todas as resoluções que limitam e reduzem a cobertura do Proagro, impedem o enquadramento pelo CAR e inviabilizam a contratação do programa pelos agricultores;

3) Contagem dos anos para o teto de corte de acesso ao Proagro a partir da data da publicação da resolução CMN n° 5.085, de 29 de junho de 2023;

4) Implementação do desenrola rural para operações de crédito vencidas e vincendas vinculadas ao Pronaf e ao Pronamp com previsão de rebate e prorrogação;

5) Implementação de securitização das operações de crédito vinculadas ao Pronaf e ao Pronamp com prazo para liquidação de até 12 anos com até 2 anos de carência, com taxas de juros para o Pronaf de 4% e Pronamp 6%;

6) Liberação de recursos da linha especial do BNDES para atender os agricultores ligados as cooperativas e cerealistas que não foram atendidos em 2024;

7) Efetivação do fundo de catástrofes com recursos do Governo Federal e do Governo Estadual para amparar os agricultores frente a extremos climáticos;

8) Anistia das parcelas do Programa troca-troca de milho e Programa forrageiras.

De acordo com dados apresentados pela entidade em entrevista coletiva, o endividamento rural dos produtores gaúchos chegou a R$28,4 bilhões, agravados pelos eventos extremos dos últimos anos, a exemplo das chuvas fortes do ano passado e da estiagem atual. As reivindicações também incluem a criação do Desenrola Rural para renegociar os valores.

Matéria relacionada: Dívida de produtores rurais soma R$28,4 bilhões no Estado, aponta Fetag-RS; entidade cobra renegociação

Fonte: Rádio São Luiz