Dia Mundial da Poesia: declamaradora usa expressão artística como meio de valorização cultural

Juliana tem uma trajetória de participação em diversos festivais e eventos – Foto: Arquivo Pessoal

A ligação de Juliana Sloma com o universo da poesia começou na infância, quando ela tinha apenas 9 anos. Desde então, inspirada por nomes como Aparício Silva Rillo e Jayme Caetano Braun, Juliana se tornou declamadora e passou a participar de festivais, cirandas e entreveiros culturais. Atualmente, ela é tricampeã em declamação do Cimiart e atua como professora na escola de declamação do Departamento Nativista (DN) Carlos Bastos do Prado.

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Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, a são-borjense descreveu detalhes sobre sua trajetória como poeta e declamadora. Juliana celebrou a iniciativa do DN em promover oficinas contínuas de declamação, com duração de 4 meses, o que permite trabalhar diferentes aspectos da escrita e apresentação dos textos poéticos.

Segundo ela, existem critérios de avaliação de festivais, rodeios e eventos que precisam ser aprendidos. “Aqueles alunos que já declamam ou que tem interesse de declamar, indicamos algum poema e depois fazemos as correções, vamos lapidando eles conforme a necessidade”, explica, sobre sua metodologia.

Porém, ao ser questionada sobre o principal elemento da poesia, Juliana é categórica: “a emoção”. A declamadora pontua que o envolvimento do intérprete com a letra, com as vivências e experiências nela contidas, são essenciais. “A poesia nada mais é do que a arte expressada através de palavras. Então, para tu poder fazer com que o outro se emocione, é preciso acreditar no poema e primeiramente se emocionar”, complementa.

As tradições e a cultura regional são os elementos que mais inspiram a artista, parte de sua ligação com a história de poetas missioneiros, como Jayme Caetano Braun e Aparício Silva Rillo. “A poesia nos relata vários tipos de situações. Ela fala do homem do campo, da luta da mulher, da família, do chimarrão, do CTG. Para a valorização da cultura, a poesia é um dos critérios mais essenciais”, afirma.

Ao relembrar sua trajetória, Juliana cita um dos momentos mais marcantes, quando passou pela primeira vez para a final do Enart (Encontro de Artes e Tradição Gaúcha), em 2003, na mesma época perdeu a mãe. Na parte final da conversa, Juliana também reforçou o trabalho desenvolvido no DN Carlos Bastos do Prado em prol da poesia missioneira e são-luizense. “É lindo ver como o pessoal abraça a poesia”, enfatizou.

Fonte: Rádio São Luiz