Reunião da Fetag-RS em Brasília termina sem soluções sobre securitização de dívidas dos produtores gaúchos

Foto: Divulgação/Fetag-RS
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) participou nesta terça-feira, 15 de abril, de uma reunião no Ministério da Fazenda para discutir para a proposta de securitização das dívidas de agricultores e pecuaristas familiares do Estado. Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o presidente da entidade, Carlos Joel da Silva comentou sobre a preocupação com a falta de resultados do encontro.
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Além do governo federal e da Fetag-RS, participaram representantes de outras entidades, como Ocergs, Fecoagro (Federação das Cooperativas Agrícolas do RS), Farsul (Federação da Agricultura do RS), Acergs e Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja). A principal reivindicação do setor é a extensão do prazo para pagamento de dívidas, inicialmente com suspensão por 120 dias e a prorrogação por 20 anos, considerando as quatro estiagens consecutivas e a enchente histórica que afetaram os produtores gaúchos.
“Saímos mais preocupados do que entramos na reunião“, disse Carlos Joel. De acordo com o presidente da Fetag-RS, ainda não existe uma compreensão por parte do governo federal sobre a gravidade da situação. “Não fecharam as portas, mas temos a certeza de que vamos ter muita dificuldade para avançar”, acrescentou, sobre reunião prevista para ocorrer com representantes de instituições financeiras na próxima semana.
Carlos enfatizou que as perdas do setor agrícola podem gerar consequências estruturais para diferentes setores e cadeias produtivas do Rio Grande do Sul. “A partir da reunião com os bancos na semana que vem, acredito que eles vão se situar melhor na situação que estamos andando aqui”, pontuou. Apesar disso, o presidente da entidade reforçou que a mobilização e a pressão devem continuar, inclusive com novas manifestações de rua, caso as propostas não sejam atendidas.
Enquanto as discussões seguem, a orientação aos produtores com dívidas próximas ao vencimento é de buscar suas instituições financeiras e o “Manual de Crédito”, para evitar problemas com o não pagamento das parcelas.
Fonte: Rádio São Luiz



