Cerca de 270 produtores da região participam do projeto “Recuperação de Biomas” da Fetag-RS

Projeto trabalha com o manejo de campos nativos do Pampa – Foto: Taís de Souza da Silva/Fetag-RS
Produtores rurais de São Luiz Gonzaga e de outros municípios da região farão parte do projeto “Recuperação de Biomas”, coordenado pela Fetag-RS (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Rio Grande do Sul). Nesta semana, a entidade promove uma série de encontros em municípios da região para apresentar a iniciativa que tem como foco o manejo conservacionista dos campos nativos do Pampa.
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Ao todo, serão 274 beneficiários do projeto, divididos em dois grupos na região. Eles receberão assistência técnica e participarão de atividades formativas e educativas, com foco na sustentabilidade ambiental e financeira das propriedades da pecuária e agricultura familiar no RS. O projeto é uma parceria da Fetag-RS, com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e, nesta edição, conta com apoio da RGE.
O primeiro encontro do “Recuperação de Biomas” acontece nesta segunda (18/08) em Itacurubi, às 14h. Depois, às 17h será em Bossoroca. Nesta terça-feira (19/08), acontece a reunião com os produtores em Santo Antônio das Missões e, em São Nicolau, neste último, com participação de beneficiários de Dezesseis de Novembro e Pirapó. Na quarta-feira, às 9h, São Luiz Gonzaga recebe o evento que terá também produtores de Rolador e Roque Gonzales.
“Esses produtores serão assistidos ao longo de 34 meses do projeto e que tem como eixo central manejar o campo de forma diferenciada, conseguir, com isso, preservar o meio ambiente e agregar renda nestas propriedades”, explica Agnaldo Barcelos, tesoureiro da Fetag-RS e pecuarista familiar de Santo Antônio das Missões. O objetivo do projeto é fazer com que os produtores sejam também agentes de preservação do Pampa.
Preservação e resultados
Na primeira fase do projeto, iniciada em 2018, foram 800 mil mudas compensadas e 2.100 hectares de área recuperadas, em 438 propriedades familiares no RS, incluindo produtores de Santo Antônio das Missões e Garruchos. Na nova edição, estão cadastradas famílias de Itacurubi, Bossoroca, Santo Antônio das Missões, Garruchos, São Nicolau, Dezesseis de Novembro, Pirapó, Roque Gonzales, São Luiz Gonzaga e Rolador.
“O produtor indica uma área de 5 hectares da sua propriedade que tem a campo nativo. Nós fazemos uma análise de solo e um diagnóstico das questões socioambientais da propriedade, inclusive do número de rebanho, de qual é o manejo que o produtor utiliza. E a partir disto, já na segunda visita, nós viemos com algumas propostas”, explica Agnaldo Barcelos, sobre o desenvolvimento das ações.
O tesoureiro da Fetag-RS ressalta que, além de melhorar a capacidade de preservação dos campos nativos, o projeto contribui para mitigar os eventos extremos de chuva e seca que afetam a produção rural. “Uma lavoura bem manejada resiste mais nos períodos que falta chuva ou consegue infiltrar melhor nos períodos de excesso de chuva. No campo, a lógica é a mesma, se conseguirmos manejar o campo com boas condições, ele vai ser mais resiliente”, complementa Agnaldo.
Fonte: Rádio São Luiz



