48ª Romaria da Terra do RS acontece em fevereiro com tema alusivo aos 400 anos das Missões

Foto: Reprodução/Diocese de Santo Ângelo
A 48ª Romaria da Terra do Rio Grande do Sul terá como tema “400 anos de Evangelização Missioneira: Terra Sem Males e Ecologia Integral”. O evento acontece no dia 17 de fevereiro, durante o Carnaval, no Santuário do Caaró, em Caibaté. A atividade, organizada pela Diocese de Santo Ângelo, integra as celebrações dos 400 anos da chegada dos Jesuítas ao Rio Grande do Sul.
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O lema escolhido para o encontro é a passagem bíblica do livro do Apocalipse (21,1), “Eu vi um novo Céu e uma nova Terra”. A escolha do Santuário do Caaró, na região das Missões, tem a ver com o martírio dos padres jesuítas Roque González, Afonso Rodrigues e João de Castilhos, e também por ser um marco da resistência indígena e símbolo da memória viva do povo Guarani, assim como da luta histórica pela Terra Sem Males.
Segundo o padre e pároco do Caaró, Anderson Rabelo, a Romaria da Terra é fruto de uma organização coletiva que teve início em abril do ano passado. “A ideia foi justamente se inspirar nesse legado dos mártires e dos primeiros missionários, mas também relacionando com a temática da ecologia integral e trazendo a contribuição dos povos indígenas”, explica.
Um dos objetivos da organização do encontro é promover uma leitura crítica da história missioneira, o que inclui reflexões sobre a relação da Igreja com os movimentos populares, com os povos originários, as populações camponesas, a agroecologia e o cuidado com a chamada Casa Comum.
Para o irmão jesuíta Celso Schneider, a Romaria será um momento para relembrar o trabalho de evangelização que levou os jesuítas à atravessarem o Rio Uruguai e iniciarem o primeiro ciclo das reduções, em 1626. “Será mais uma oportunidade para relembrar o que Roque González fez”, acrescenta.
A expectativa é de que o encontro reúna entre 8 a 10 mil pessoas. A programação está organizada da seguinte maneira:
Também fazem parte da organização da Romaria da Terra, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Cáritas Brasileira e o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC). O encontro também conta com apoio de outras entidades, como a prefeitura de Caibaté e a Associação dos Municípios das Missões (AMM).
Fonte: Rádio São Luiz



