Pesquisa da UFFS investiga riscos à saúde de pessoas idosas causados por condições de tempo e clima

Foto: Divulgação

O professor Anderson Spohr Nedel, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Cerro Largo, é o coordenadora de pesquisa que investiga como as condições do tempo e do clima podem influenciar na mortalidade por doenças cardiovasculares de pessoas idosas. O estudo analisa dados das diferentes regiões do Rio Grande do Sul, incluindo, as Missões.

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O projeto de pesquisa trabalha com a chamada biometeorologia humana, ciência que estuda as relações entre as condições atmosféricas e seus efeitos sobre a saúde. O objetivo do estudo é identificar padrões de condições de tempo que permitam antecipar situações de risco, especialmente durante ondas de frio intenso ou calor extremo. Posteriormente, a ideia é criar um sistema de alertas em saúde com foco na prevenção desses extremos de tempo e clima.

“Buscamos poder antecipar futuros eventos que possam ser adversos, melhorando assim a qualidade de vida e proporcionando a tomada de de medidas que possam mitigar possíveis efeitos adversos na saúde da população”, explica o professor da UFFS e meteorologista. Os dados utilizados na pesquisa são retirados da plataforma DataSUS e cruzamos com variáveis meteorológicas. O processo de processamento e análise dos dados também conta com uso de ferramentas de inteligência artificial (IA).

O estudo foi apresentado, recentemente, no Congresso Internacional de Biometeorologia, realizado na Universidade de Novi Sad, na Sérvia, um dos principais eventos científicos da área. Anderson destaca a importância de participar desses eventos, não somente para apresentar e discutir a pesquisa, quanto para conhecer outras investigações semelhantes.

O pesquisador ressalta que as pessoas idosas, junto com as crianças e outros grupos da população, estão entre as mais afetadas por eventos de calor e frio, por exemplo. Cabe lembra que diferentes estudos e previsões indicam que estes episódios de extremos tendem a ficar mais frequentes e intensos por conta das mudanças climáticas, causadas pela emissão de combustíveis fósseis e pela ação humana no planeta.

A pesquisa conta com parceria de pesquisadores de outras universidades brasileiras, como da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR) e do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

A primeira etapa teve como foco análise de dados sobre a região metropolitana de Porto Alegre e, nas próximas etapas, serão avaliadas também as condições de tempo e clima de outras regiões, relacionando com a ocorrência de doenças cardiovasculares em pessoas idosas.

Fonte: Rádio São Luiz