Pesquisa da UFFS investiga riscos à saúde de pessoas idosas causados por condições de tempo e clima

Foto: Divulgação
O professor Anderson Spohr Nedel, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Cerro Largo, é o coordenadora de pesquisa que investiga como as condições do tempo e do clima podem influenciar na mortalidade por doenças cardiovasculares de pessoas idosas. O estudo analisa dados das diferentes regiões do Rio Grande do Sul, incluindo, as Missões.
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O projeto de pesquisa trabalha com a chamada biometeorologia humana, ciência que estuda as relações entre as condições atmosféricas e seus efeitos sobre a saúde. O objetivo do estudo é identificar padrões de condições de tempo que permitam antecipar situações de risco, especialmente durante ondas de frio intenso ou calor extremo. Posteriormente, a ideia é criar um sistema de alertas em saúde com foco na prevenção desses extremos de tempo e clima.
“Buscamos poder antecipar futuros eventos que possam ser adversos, melhorando assim a qualidade de vida e proporcionando a tomada de de medidas que possam mitigar possíveis efeitos adversos na saúde da população”, explica o professor da UFFS e meteorologista. Os dados utilizados na pesquisa são retirados da plataforma DataSUS e cruzamos com variáveis meteorológicas. O processo de processamento e análise dos dados também conta com uso de ferramentas de inteligência artificial (IA).
O estudo foi apresentado, recentemente, no Congresso Internacional de Biometeorologia, realizado na Universidade de Novi Sad, na Sérvia, um dos principais eventos científicos da área. Anderson destaca a importância de participar desses eventos, não somente para apresentar e discutir a pesquisa, quanto para conhecer outras investigações semelhantes.
O pesquisador ressalta que as pessoas idosas, junto com as crianças e outros grupos da população, estão entre as mais afetadas por eventos de calor e frio, por exemplo. Cabe lembra que diferentes estudos e previsões indicam que estes episódios de extremos tendem a ficar mais frequentes e intensos por conta das mudanças climáticas, causadas pela emissão de combustíveis fósseis e pela ação humana no planeta.
A pesquisa conta com parceria de pesquisadores de outras universidades brasileiras, como da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UFTPR) e do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).
A primeira etapa teve como foco análise de dados sobre a região metropolitana de Porto Alegre e, nas próximas etapas, serão avaliadas também as condições de tempo e clima de outras regiões, relacionando com a ocorrência de doenças cardiovasculares em pessoas idosas.
Fonte: Rádio São Luiz
Marcelo Gamarra detalha prazo para requerimentos de podas e logística da coleta de resíduos em São Luiz Gonzaga

Marcelo Gamarra – Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz
O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) de São Luiz Gonzaga, Marcelo Gamarra, participou nesta segunda-feira (10/08) do programa Olho Vivo, da Rádio São Luiz. Na ocasião, ele comentou sobre o prazo para o requerimento de podas no município, sobre ações de reflorestamento e a logística de recolhimento dos resíduos sólidos em São Luiz Gonzaga.
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Em relação ao requerimento de podas, o prazo encerra na próxima sexta-feira (14/08). O procedimento deve ser realizado de forma presencial na SEMAS, junto à prefeitura municipal. A taxa do protocolo e vistoria é de R$ 38,70. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 16h. Informações também por meio do telefone e WhatsApp (55) 3352-9340.
Os requerimentos protocolados até 14 de agosto têm o prazo de trinta dias para a realização da poda. De acordo com informações do Setor de Proteção Ambiental (SEMPA), o período de podas iniciou em maio e encerra na segunda semana de agosto. As pessoas que não efetuarem o pedido até a data limite, terão que esperar o próximo ano para realizar um novo requerimento.
Segundo Marcelo, uma equipe da SEMAS realiza uma vistoria para avaliar cada requerimento e as autorizações são concedidas apenas em caso de risco, por exemplo, em árvores que estão próximas da rede elétrica.
Sobre as atividades de reflorestamento, o secretário explicou que se trata do plantio de árvores como compensação ambiental para a retirada de árvores próximas às redes da RGE. Segundo ele, foram plantadas 187 mudas em diferentes pontos da cidade, incluindo praças e vias públicas.
Resíduos sólidos
Na entrevista à Rádio São Luiz, Marcelo Gamarra detalhou ainda as ações realizadas para evitar o descarte irregular de resíduos sólidos no município. “Pedimos que a comunidade entenda, porque ocorre o atraso, porque o caminhão precisa coletar o lixo e, quando enche, precisa transportar até o aterro em São Borja”, explicou o secretário. Atualmente, são três veículos que realizam esse serviço.
Outro ponto abordado foi a busca por conscientizar a população em relação ao lixo descartado em rodovias. Segundo Marcelo, já existem iniciativas para melhorar o recolhimento, por exemplo, de sofás e móveis em madeira MDF.
A pasta assinou contrato recentemente com uma empresa de Horizontina para coleta de óleo de cozinha. A intenção é instalar pontos de coleta em escolas e outros locais públicos. Outros temas citados foram as tratativas para implementar a coleta seletiva no município e para colocar em funcionamento o castramóvel.
Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.
Fonte: Rádio São Luiz
Coordenador da Defesa Civil regional faz balanço dos impactos das chuvas

Foto: Divulgação / Defesa Civil RS
Diferentes municípios da região Noroeste foram afetados pelas chuvas e ventos fortes desde o último final de semana no Rio Grande do Sul. Coordenador da 5ª CREPDEC (Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil), o major Silvano Oliveira Rodrigues fez um balanço do impacto do recente episódio de tempo severo na área de abrangência da coordenadoria, o que inclui São Luiz Gonzaga e demais municípios das Missões.
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Ao todo, a 5ª CREPDEC é responsável por 77 municípios. Em São Luiz Gonzaga, o impacto foi mais localizado e apenas uma residência teve seu telhado afetado. Já em Porto Xavier, dez casas sofreram danos e quatro pessoas ficaram desalojadas. Diferentes localidades tiveram alagamentos devido aos elevados volumes de chuva em curtos intervalos de tempo., como em Santo Ângelo, São Pedro do Butiá, Eugênio de Castro e Santa Rosa.
Na área que abrange Três Passos, Tenente Portela e Esperança do Sul, os ventos também causaram danos, além de volumes de chuva próximos de 180 mm. O major Silvano pontuou a preocupação gerada em virtude do rápido avanço de rios com calhas menores, em especial, na bacia do Rio Uruguai.
O coordenador da Defesa Civil regional citou ainda a preocupação constante com a chegada do fenômeno El Niño, o que junto com o contexto de mudanças climáticas, tende a elevar o risco de eventos extremos de clima. “Temos nos preparado diuturnamente com acompanhamento de todos esses modelos climáticos”, acrescentou.
Segundo o major, é necessários que as pessoas prestem atenção aos alertas da Defesa Civil e que os órgãos de resposta à emergências dos municípios estejam preparados durante esses episódios. Ele também reforçou orientações, por exemplo, em caso de alagamentos, para que a população evite se expor em passagens de pontilhões.
“Quando falamos em ventos fortes, as querem colocar lona em cima da casa rapidamente, com o clima inóspito e isso é o maior risco. A lona serve para cobrir os móveis de dentro de casa”, explicou Silvano. Ele também abordou os investimentos realizados desde 2024 para reforçar a estrutura da Defesa Civil no Estado.
“É importante a comunidade ter consciência e criar essa cultura prevencionista. Quando a gente passa pelas questões do clima, é uma previsão, não é uma certidão, e isso tem que ser encarado de modo sério. Se não aconteceu, que ótimo, mas precisamos estar preparados”, enfatizou o coordenador da defesa civil na região.
Fonte: Rádio São Luiz
Painel aborda mudanças climáticas e estratégias de redução de emissões

Foto: Canva/Ilustrativa
A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), unidade de São Luiz Gonzaga/RS, promove nesta quarta-feira, 1º de julho 2026, às 14h, o painel “Mudanças Climáticas: Descarbonização do Ambiente e Créditos de Carbono – Implicações Globais e Regionais”. O evento será realizado na sede da instituição, com inscrições gratuitas no local, e é voltado a pesquisadores, extensionistas, estudantes e à comunidade em geral.
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A atividade tem como objetivo discutir os impactos das mudanças climáticas, as estratégias de descarbonização e o funcionamento dos créditos de carbono, relacionando esses temas à realidade regional e às pesquisas desenvolvidas pela universidade. A coordenação é da professora doutora Rosicler Alonso Backes, e a programação contará com palestra de Alexandre Ruller, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que também desenvolve estudos de doutorado na área.
De acordo com a coordenadora, o painel abordará como a redução das emissões de gases de efeito estufa pode contribuir para minimizar impactos climáticos e quais práticas podem ser adotadas, especialmente na agricultura, para ampliar o armazenamento de carbono no solo e reduzir emissões. Entre os temas previstos estão o sistema de plantio direto, a rotação de culturas, o uso de plantas de cobertura, a recuperação de áreas degradadas e o manejo de fertilizantes, práticas relacionadas à retenção de carbono e à adaptação da produção agrícola às alterações do clima.
Durante a programação também serão discutidas as consequências do aumento da concentração de gases de efeito estufa, como secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e impactos sobre a biodiversidade e a produtividade agrícola. Segundo a organização, a proposta é apresentar conceitos técnicos e promover um espaço de diálogo sobre medidas que podem ser aplicadas em nível local e regional diante das mudanças climáticas.
O evento será realizado na unidade da Uergs em São Luiz Gonzaga, com início às 14 horas e previsão de encerramento por volta das 16 horas. A participação é gratuita e não exige inscrição prévia, sendo o credenciamento realizado no local.
Fonte: Rádio São Luiz
Projeto Frutificar convida comunidade a colaborar com arborização em São Luiz Gonzaga

Foto: Divulgação
O Projeto Frutificar já realizou o plantio de quase 3 mil mudas de árvores frutíferas em diversos pontos da cidade de São Luiz Gonzaga. A iniciativa é da Casa do Poeta de São Luiz Gonzaga e conta com recursos públicos destinados pelo Legislativo municipal. Como parte do esforço para promover a arborização e melhorar a qualidade de vida no contexto urbano, o projeto solicita a colaboração da comunidade no cuidado com as mudas plantadas.
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Presidente da Casa do Poeta e coordenadora do Projeto Frutificar, Vânia Coimbra destaca que a iniciativa nasceu diante da percepção da diminuição do número de espécies de árvores nativas e da fauna, ou seja, dos animais que dependem de ecossistema local para sobreviver, a exemplo de diversas aves missioneiras. Ele cita ainda a preocupação com a qualidade do ar e com os impactos das lavouras de monocultura no entorno da cidade.
“Temos muitos pássaros e animais responsáveis pela polinização de plantas e que precisam das árvores, precisam que elas deem flores e fruto”, pontua Vânia. O projeto foi criado em 2019 e, inicialmente, tinha como ação principal a realização de palestras de conscientização ambiental em escolas. Ao longo dos anos, a iniciativa passou a atuar no plantio de mudas em praças e vias públicas de São Luiz Gonzaga.
A coordenadora menciona ainda a importância do envolvimento da comunidade no cuidado das plantas, colocando estacas e auxiliando no desenvolvimento das mudas. Vânia reforça ainda que os recursos utilizados no projeto são públicos, ou seja, oriundos da contribuição da própria população. Assim, a depredação ou retirada das mudas pode acarretar em infrações e gerar punições legais.
Pessoas interessadas em fazer parte do projeto e/ou participar dos mutirões de plantio podem entrar em contato pelo telefone: (55) 99913-0204.
Fonte: Rádio São Luiz
Projeto Aves Missioneiras da UERGS promove exposição e escolha de logo oficial

Foto: Divulgação
O projeto Aves Missioneiras, coordenado pela Uergs em São Luiz Gonzaga, promove nesta quinta-feira (25/05), a exposição dos desenhos elaborados para a escolha da logo oficial da iniciativa. A atividade é uma continuidade do processo que levou à escolha do joão-de-barro como ave símbolo de São Luiz Gonzaga, oficializada pela lei municipal nº 7.028/2025. A exposição será na Sala 4, da Unidade da UERGS de São Luiz Gonzaga.
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Criado em 2024, o projeto Aves Missioneiras surgiu com o objetivo de promover a educação ambiental e formar observadores de aves, ensinando crianças em idade escolar a observar, desenhar e identificar aves que ocorrem na região das Missões. Participaram crianças de quatro escolas do município, que registraram 53 espécies diferentes de aves.
A segunda fase da iniciativa foi a votação da ave símbolo e, a exposição desta quinta faz parte da terceira etapa. Ao longo dos últimos meses, crianças do projeto fizeram desenhos para criação do logo oficial, que será utilizado em documentos do poder executivo, como previsto na lei.
A população pode escolher o desenho até às 15h do dia 25, por meio de votação em formulário on-line. O resultado será anunciado ao final da Exposição Aves Missioneiras, que será aberta ao público das 9h até às 15h (unidade fecha das 12:00 às 13:00). Serão expostos materiais das três etapas, incluindo os desenhos dos alunos participantes. A entrada é gratuita.
“É um projeto de educação ambiental. A exposição é para mostrar como as crianças se envolveram e valorizar o trabalho deles”, destaca Rafael Meirelles, professor da UERGS e um dos responsáveis pelo projeto Aves Missioneiras, idealizado pela então estudante da Universidade, Delmira Sandra Carvalho.
Fonte: Rádio São Luiz
Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de São Luiz Gonzaga retoma suas atividades

Fotos: Canva/Ilustrativas
O Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de São Luiz Gonzaga foi reativado no início deste mês de junho. O órgão consultivo teve suas atividades retomadas com a eleição de uma nova diretoria para o mandato de 2026 a 2028. O colegiado atua no planejamento, na formulação e no acompanhamento de ações direcionadas à saúde, à proteção, à defesa e ao bem-estar dos animais no município.
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Criado em 2023, o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais tem como novo presidente Vinicius Corrêa Eckerleben. Também fazem parte da diretoria: a vice-Presidente, Claudia Lago Souza; a 1ª Secretária, Lenise Aquino Litter; e a 2ª Secretária, Valdivia Pereira Nascimento.
A nova composição do colegiado reúne representantes de diferentes instituições públicas e organizações da sociedade civil ligadas à causa animal, como a Brigada Militar – Patrulha Ambiental – PATRAM, a OAB/RS – Subseção de São Luiz Gonzaga/Santo Antônio das Missões, a Associação dos Colaboradores e Protetores dos Animais Late & Mia (ACOPAN) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), entre outras representações.
A primeira medida do Conselho foi a inscrição do Fundo Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal de São Luiz Gonzaga em edital de habilitação para recebimento de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar de Animais Domésticos. Este último, foi criado recentemente pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul, com o objetivo de viabilizar o repasse de recursos financeiros aos municípios para o desenvolvimento de ações voltadas à proteção, à saúde e ao bem-estar de cães e gatos.
Segundo Vinicius, o Conselho trabalha ainda com a busca de recursos por meio do próprio fundo municipal, seja via parcerias e colaboração com o judiciário ou de outras alternativas. Ele também destacou a importância da participação das entidades envolvidas com a temática e o diálogo com o poder público.
“Os conselhos municipais existem para ter esse diálogo entre a sociedade civil e o poder público, porque a maioria dos problemas não são só da prefeitura e nem apenas da sociedade, eles devem serem resolvidos em conjunto”, reforça Vinicius. As próximas etapas da retomada das atividades do colegiado envolvem a elaboração de um plano de ação e cronograma de atividades do Conselho.
Fonte: Rádio São Luiz
Dois anos depois das enchentes no RS, Estado e municípios trabalham na resiliência climática

Ações incluem programa de desassoreamento dos pequenos rios, arroios e córregos (Foto: Pedro Andrade/Ascom Sedur-RS)
Neste final de abril e início de maio completam-se dois anos da maior catástrofe climática e socioambiental da história do Rio Grande do Sul. As enchentes de 2024 deixaram cidades inteiras submersas e afetaram 478 dos 498 municípios gaúchos, impactando direta e indiretamente cerca de 2,4 milhões de pessoas. O desastre também mobilizou a sociedade civil e o poder público para a reconstrução e para investimentos em adaptação e resiliência climática.
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Segundo balanço atualizado pela Defesa Civil do RS em agosto do ano passado, 185 pessoas morreram e 23 seguiam desaparecidas em consequência das enchentes de 2024. Mais de 13,7 mil quilômetros de estradas foram afetados e estimativas indicam que 100 mil casas foram atingidas, com perdas estimadas em R$58 bilhões, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Dados divulgados pelo governo do Rio Grande do Sul na sexta-feira (24/04) apontam que já foram investidos R$ 14 bilhões em 227 projetos e ações de reconstrução. A maior parte das iniciativas faz parte do Plano Rio Grande, idealizado para a recuperação da infraestrutura do Estado, com foco na adaptação à nova realidade climática.
“São centenas de frentes em andamento e muitas entregas já concluídas, desde o maior programa de desassoreamento da história do Estado até obras de recuperação de rodovias, sistemas de proteção contra cheias, reforço da Defesa Civil e investimentos em monitoramento climático”, descreveu o governador Eduardo Leite (PSD), durante a coletiva de apresentação do balanço.
Os investimentos incluem a infraestrutura hídrica e de sistemas de proteção contra cheias, especialmente, em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, avaliados em R$ 502,9 milhões. Em termos de rodovias, o balanço indica a destinação de R$3 bilhões para recuperação de 800 quilômetros de estradas, reconstrução de nove pontes e contenção de 222 encostas.
A Defesa Civil Estadual também por uma reestruturação, com aumento no quadro de servidores de 42 militares para 131, além da incorporação de 32 técnicos especializados – como meteorologistas, geólogos e engenheiros. O Rio Grande do Sul também passou a contar com novas tecnologias de monitoramento, como uma rede de de 130 estações hidrometeorológicas, além de um Centro de Monitoramento que opera 24 horas por dia monitorando 133 municípios por meio do sistema Georisk.
O balanço de ações inclui ainda a implantação de uma plataforma de Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap), a revisão de planos de contingência de todos os municípios gaúchos, a autorização para construção de 2.723 unidades habitacionais em 56 municípios, e R$ 300 milhões investidos no desassoreamento de rios no Estado.
Audiência pública
Nesta quarta-feira (29/04), a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS promove uma audiência pública para discutir a situação das famílias atingidas pelas enchentes de 2024. O objetivo é avaliar as condições de vida da população atingida e apresentar reivindicações ainda não atendidas.
Além da avaliação do cenário atual, será apresentada na audiência uma proposta de Política Estadual de Direitos das Populações Atingidas por Mudanças Climáticas. A iniciativa busca estruturar respostas mais eficazes diante do aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos.
Fonte: Rádio São Luiz
Inspeção judicial constata morte de figueira centenária em Santo Antônio das Missões

Foto: Horácio Jacques
Após a realização de uma inspeção judicial, a figueira centenária da Avenida Florduarte José Marques, em Santo Antônio das Missões, poderá ser retirada do local. Desde 2024, uma ação popular havia solicitado uma análise técnica da saúde da árvore, reconhecida como símbolo do município. Na época, uma poda radical reduziu a figueira apenas ao tronco e alguns brotos.
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A árvore era alvo de uma disputa, em virtude da preocupação com a segurança no entorno, em uma possível queda de galhos, o que foi utilizado como justificativa pela prefeitura para realizar a poda. Diante da situação, o advogado Horácio Jacques moveu a ação contra a administração e a Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), responsável por autorizar a poda.
Uma decisão liminar, emitida ainda em 2024, determinou a inspeção para averiguar a possibilidade de recuperação da árvore. O caso se arrastou por conta da negativa dos peritos indicados em cumprir com a vistoria. A partir disso, foi agendada a vistoria com representantes do Judiciário, Ministério Público, do Legislativo e demais envolvidos na ação popular.
Apesar de ainda restarem alguns brotos, foi constatada que a figueira está sem vida. “Infelizmente, ao meu ver, por descuido de tratamento e de cuidado, a árvore foi crescendo demais e não foi feita uma poda corretiva. Hoje, entendo que é preciso preservar uma parte do tronco para as futuras gerações verem o tamanho que era essa árvore, junto com o plantio por exemplo de uma nova muda”, comenta Horácio.
A proposta de plantio de uma nova muda de figueira no mesmo local, bem como, a possibilidade de preservação de parte do tronco, foi encaminhada para as partes envolvidas na ação, com o prazo de 10 dias para se manifestar.
Referência cultural e história, localizada próxima da Câmara Municipal de Vereadores, a figueira estava no local antes mesmo da formação do município de Santo Antônio das Missões, a partir da chamada Vila Treze. A árvore se tornou símbolo do município por ser abrigo para os tropeiros que passavam pela região, antes da construção da BR-285.
Horácio lamenta o desfecho da situação e menciona a importância da valorização dos vestígios da história missioneira. “Nós temos que fazer esse trabalho, essa conscientização, para que nossos jovens hoje aprendam a nossa história”, acrescenta.
Fonte: Rádio São Luiz
Recolhimento do lixo eletrônico acontece nesta sexta-feira (27) em São Luiz Gonzaga

Foto: Arquivo / Assessoria de Imprensa
Aparelhos eletrônicos como smartphones, telefones em geral, aparelhos de som, eletrodomésticos computadores, entre outros, podem ser descartados pela população nesta sexta-feira (27/03) em frente à prefeitura de São Luiz Gonzaga, na Rua Venâncio Aíres, número 2438. A ação teve início às 8h30 e segue até às 16h, promovida pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), em parceria com a empresa Natusomos, de Horizontina.
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Nesta campanha, que se repetirá nos dias 12 de junho e 27 de novembro, são recolhidos, de forma gratuita, aparelhos eletrônicos diversos. Bióloga da prefeitura de São Luiz Gonzaga, Karen Limberger Perim destaca a importância do descarte correto do lixo eletrônico para evitar contaminações no solo e/ou problemas à saúde.
“O descarte inadequado pode afetar diretamente a contaminação do solo e da água. juntamente porque tem materiais metais pesados também, como chumbo, mercúrio, que acabam contaminando o meio ambiente”, explica a bióloga.
Alguns itens, no entanto, possuem custo de descarte, conforme tabela da empresa Natusomos: pilhas e baterias (R$ 20,00 o quilo); lâmpadas inteiras (R$ 3,00 a unidade); lâmpadas quebradas (R$ 20,00 o quilo); toner e cartucho (R$ 6,00 a unidade); fibra ótica (R$ 1.000,00 o metro cúbico).
Após o recolhimento dos materiais, a empresa faz uma triagem para identificar quais materiais e componentes podem ser reaproveitados ou reciclados.
Quem não tiver condições de levar os materiais até à prefeitura municipal pode entrar em contato pelo telefone 3352-9340 (WhatsApp) que os profissionais da SEMAS se deslocam até o local para recolher.
Fonte: Rádio São Luiz
COMDEMA organiza novo plano de arborização e reorganização das ações ambientais no município

Foto: Canva/Ilustrativa
A reorganização das atividades do Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMDEMA) de São Luiz Gonzaga marca o início das ações previstas para 2026 e inclui a mobilização de entidades para ampliar a participação nas decisões ambientais do município. Durante entrevista concedida nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, o presidente do conselho destacou que o órgão possui caráter consultivo, deliberativo e normativo, integrando o sistema municipal de proteção ambiental e atuando diretamente na elaboração de regras, análise de demandas e gestão do Fundo Municipal do Meio Ambiente.
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Atualmente composto por representantes do poder público e da sociedade civil, o conselho enfrenta dificuldades para alcançar quórum nas reuniões, o que tem motivado um processo de reorganização institucional previsto para ocorrer ao longo do primeiro semestre. A intenção é garantir maior participação das entidades com documentação regularizada e ampliar a capacidade deliberativa do colegiado, especialmente diante das demandas relacionadas à estruturação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, criada recentemente e ainda em processo de consolidação administrativa.
Entre as ações já deliberadas pelo COMDEMA estão aquisições de equipamentos para a secretaria, como computadores e uniformes para fiscais ambientais, além da busca por soluções para a reposição de um veículo que integrava o patrimônio do fundo municipal e deixou de operar. O conselho também acompanha a destinação de recursos oriundos de Termos de Ajuste de Conduta, que podem ser aplicados diretamente em iniciativas ambientais locais, conforme previsão legal.
Outro ponto abordado durante a entrevista foi a elaboração de um novo plano de arborização urbana, considerado prioritário diante da retirada de árvores em anos anteriores e da necessidade de reposição adequada das espécies. A proposta inclui o planejamento de replantio em áreas específicas e a organização prévia antes da implantação de ações como a coleta seletiva, que deverá ser estruturada inicialmente dentro da própria administração pública, seguindo diretrizes da Agenda Ambiental na Administração Pública.
A primeira reunião do conselho em 2026 está prevista para março, quando será iniciada a reorganização formal das entidades participantes e a definição das pautas prioritárias. A expectativa é ampliar a integração com instituições educacionais e projetos de educação ambiental, retomando iniciativas que incentivem a participação da comunidade e a gestão compartilhada das políticas ambientais no município.
Fonte: Rádio São Luiz
Dante Trindade explica detalhes da nova lei geral do licenciamento ambiental

Foto: Canva/Ilustrativa
Entrou em vigor na última quarta-feira (04/02) a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental – a Lei 15.190/2025. A norma foi aprovada pelo Congresso Nacional e passou a valer após os parlamentares derrubarem diversos vetos feitos em sua sanção. Responsável pelo escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila comenta sobre as mudanças e orientações aos produtores rurais.
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A Emater RS/Ascar não é responsável por processos de licenciamento, a entidade orienta e encaminha para o setor de meio ambiente dos municípios. Segundo Dante, a nova norma “acredita mais no produtor”, com possibilidades de autodeclaração pelos produtores.
Entre as atividades que passam a ser isentas de licenciamento estão a instalação de projetos de irrigação em áreas de até cinco hectares, a instalação de pontos de dessendentação e tanques de até dois hectares de piscicultura. A nova norma também isenta de licença os plantios de eucalipto e pinus em áreas de até 50 hectares. Todas essas atividades podem ser feitas apenas com o registro pelos produtores.
O extensionista orienta que os produtores declarem suas atividades de forma correta no Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma forma de evitar possíveis multas por irregularidades. “A nova lei não isenta o produtor de suas responsabilidades”, disse Dante.
O processo também foi modernizado e passa a ser feito de forma on-line. “O fiscal não vai mais antes da obra, mas depois. Então, tudo que foi declarado no sistema, precisa estar condizente com o campo”, pondera o extensionista da Emater RS/Ascar.
Outras informações podem ser obtidas junto ao escritório da entidade, localizado na rua João Goularte, n° 1388, no bairro Pedreira. Também é possível buscar orientação na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de São Luiz Gonzaga, na rua Treze de Maio, n° 1491, no centro da cidade.
Lei é questionada na Justiça
A norma é questionada por diversas entidades ligadas à proteção do meio ambiente por promover diversas flexibilizações em processos de licenciamento ambiental. Além disso, três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) foram apresentadas no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a revogação da lei.
Entre as mudanças criticadas estão: o autolicenciamento, uma regra que facilita a obtenção de licenças para empreendimentos considerados de baixo e pequeno impacto ambiental; a dispensa de licença para procedimentos para projetos ligados à mineração e transição energética, e a Licença Ambiental Especial (LAC), um instrumento para acelerar processos de licenciamento de obras consideradas “estratégicas”.
Outro ponto questionado na Justiça é a possibilidade de que municípios e estados passem a criar procedimentos próprios de licenciamento, o que gera padrões diferentes entre unidades da federação e pode gerar insegurança jurídica.
Fonte: Rádio São Luiz
Novo equipamento amplia monitoramento ambiental na área de atuação do 2º Pelotão Ambiental em São Luiz Gonzaga

Foto: Ministério Público do Rio Grande do Sul
A Polícia Ambiental de São Luiz Gonzaga passou a contar, com um reforço tecnológico voltado ao aprimoramento das ações de fiscalização e controle ambiental, por meio da aquisição de um drone DJI Mavic 3 Enterprise, viabilizada com recursos destinados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul ao Grupo de Apoio à Polícia Ambiental. O investimento fortalece a estrutura operacional do 2º Pelotão Ambiental, responsável pelo monitoramento de uma área aproximada de 8.496 quilômetros quadrados, que abrange 14 municípios da região das Missões e atende uma população estimada em mais de 117 mil habitantes, caracterizada por atividades agropecuárias, áreas de preservação permanente, cursos d’água, remanescentes florestais e propriedades rurais que demandam fiscalização contínua.
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Os recursos utilizados na aquisição do equipamento são oriundos de acordos firmados em processos e execuções judiciais relacionados à reparação de danos ambientais ocorridos na Comarca de São Luiz Gonzaga, mecanismo que permite a aplicação direta desses valores em ações estruturantes de prevenção, controle e repressão a ilícitos ambientais. Com a incorporação do drone, a Polícia Ambiental amplia a capacidade de atuação em operações de campo, especialmente no combate a desmatamentos irregulares, supressão de vegetação nativa, intervenções em áreas de preservação, crimes contra a fauna, poluição hídrica e ocupações ilegais, além de otimizar o levantamento de informações técnicas, a produção de imagens georreferenciadas e a coleta de provas para instrução de procedimentos administrativos e judiciais.
A entrega simbólica do equipamento ocorreu na quarta-feira, 4 de fevereiro 2026, no Auditório do Ministério Público de São Luiz Gonzaga, com a presença do promotor de Justiça diretor das Promotorias do município, Sandro Loureiro Marones, do 1º Sargento PM Cristhian Cappa Cardoso, comandante do 2º Grupo de Polícia Ambiental, e da soldado Kristie Moraes Pereira. Durante o ato, foi destacado que a destinação dos recursos oriundos de acordos judiciais representa uma forma de retorno social das sanções aplicadas, ao transformar penalidades em investimentos permanentes na estrutura de fiscalização. A iniciativa está inserida no contexto das políticas públicas de proteção ambiental previstas na Constituição Federal, que reconhece o meio ambiente como bem de uso comum do povo, e reforça a integração entre Ministério Público, forças de segurança e demais órgãos de controle na preservação dos recursos naturais da região.
Fonte: Rádio São Luiz/ Ministério Público do Rio Grande do Sul
Levantamento de 2025 registra 2.637 milímetros de chuva e 75 dias com precipitação em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa
Um levantamento pluviométrico com base em registros diários ao longo de 2025, realizados pelo são-luizense Roque Nardon de Jesus residente no bairro presidente Vargas em São Luiz Gonzaga/RS, aponta que o ano encerrou com um acumulado de 2.637 milímetros de chuva, distribuídos em 75 dias com ocorrência de precipitação, evidenciando um regime marcado por irregularidade na distribuição ao longo dos meses no município.
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Os dados levantados por Roque indicam concentração significativa de volumes em determinados períodos e intervalos prolongados de estiagem em outros. Setembro apresentou o maior volume mensal, com 436 milímetros registrados em 10 dias de chuva, seguido por junho, com 377 milímetros em nove dias, e maio, com 374 milímetros em oito dias, caracterizando um período de maior intensidade pluviométrica entre o primeiro semestre e o início do segundo.
Em contraste, janeiro foi o mês menos chuvoso de 2025, com apenas 80 milímetros e quatro dias de precipitação, enquanto novembro somou 108 milímetros em três dias e julho registrou 151 milímetros também concentrados em três dias, reforçando a irregularidade observada no levantamento.
O maior volume diário ocorreu em 9 de maio, quando foram registrados 136 milímetros em um único dia, conforme os dados, caracterizando evento de alta intensidade em curto intervalo de tempo.
O levantamento também aponta que o maior período consecutivo sem precipitação foi registrado em novembro, com 22 dias seguidos de estiagem, o mais longo intervalo seco do ano.
A análise do comportamento climático de 2025, a partir dos registros de Roque Nardon de Jesus, demonstra que, apesar do elevado total anual de chuvas, a distribuição desigual ao longo dos meses impõe desafios ao planejamento agrícola, à gestão dos recursos hídricos e às estratégias de prevenção de impactos associados tanto à estiagem quanto a episódios de chuva intensa.
Roque Nardon de Jesus é ouvinte colaborador da Rádio São Luiz e mantém o registro dos volumes de chuva, informando regularmente os dados sempre que ocorrem precipitações.
Fonte: Rádio São Luiz
Coleta de lixo enfrenta críticas e Câmara cobra providências em São Luiz Gonzaga

Pontos de coleta transbordam com acúmulo de lixo – Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz
A situação do recolhimento de resíduos sólidos em São Luiz Gonzaga tem gerado reclamações de moradores, especialmente em bairros onde há registros de acúmulo de lixo nas vias públicas. Diante do cenário, a Câmara Municipal de Vereadores de São Luiz Gonzaga divulgou uma nota conjunta classificando o serviço como em “colapso” e cobrando providências imediatas do Poder Executivo.
Em resposta à reportagem da Rádio São Luiz FM 100.9, o vice-prefeito e prefeito em exercício, Paulo Cesar Trindade Garcia (MDB), afirmou que irá rescindir o contrato com a empresa responsável pela coleta de lixo no município. Ainda segundo o gestor, será feita a contratação de uma nova empresa, em caráter emergencial, para realizar um mutirão de coleta e transbordo dos resíduos acumulados.
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No documento em que pedia esclarecimentos, o Legislativo aponta que a coleta de lixo, tanto na zona urbana quanto na zona rural, tem se mostrado ineficiente e irregular nos últimos meses, ficando aquém do que foi contratado. A nota menciona transtornos à população, riscos à saúde pública e prejuízos ao interesse coletivo. Os vereadores também afirmam que, em reunião recente com representantes da empresa responsável, teriam ficado evidenciadas limitações técnicas, operacionais e administrativas para o cumprimento integral do contrato.
Ainda segundo a manifestação oficial, a permanência do atual cenário compromete a qualidade de um serviço essencial e contraria princípios que devem orientar a administração pública, como eficiência, legalidade e interesse público. Diante disso, o Legislativo incita o Executivo a adotar medidas legais imediatas para restabelecer a regularidade da coleta de resíduos, incluindo eventual rescisão contratual, sem prejuízo da apuração de responsabilidades administrativas pela falha na execução do serviço.
Na manhã deste domingo (4/01), a reportagem da Rádio São Luiz FM 100.9 percorreu diferentes pontos da cidade. No centro, foi possível constatar a realização do recolhimento de lixo. Já em diversos bairros, foram observados pontos com acúmulo significativo de resíduos, conforme registros fotográficos.
No local de transbordo, onde o material deveria receber encaminhamento adequado, o lixo permanece acumulado a céu aberto. Moradores das proximidades relatam convivência diária com o problema.
De acordo com informações levantadas pela emissora, no dia 8 de dezembro foi feito contato com Thayson Karlinski, então representante da empresa TK Ambiental, detentora do contrato à época. Em áudio, ele informou que a empresa havia sido vendida para a Recicladora Caibaté.
Na mesma data, a reportagem ouviu o representante da nova empresa, que afirmou que o serviço seria normalizado. No entanto, conforme acompanhamento realizado, a coleta não chegou a operar plenamente e, nos últimos dias, a situação se agravou.

Local de depósito do lixo recolhido no município – Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz

Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz
Fonte: Rádio São Luiz
O que fazer em casos de acidentes com enxames de abelhas?

Foto: Paulo Marcelo Adamek
No período de primavera e verão é comum a ocorrências de acidentes envolvendo abelhas, devido à floração que estimula o metabolismo desses insetos e aumento nos enxames. Professor da UERGS e pesquisador das áreas de meliponicultura e apicultura, Rafael Meirelles explica o que fazer em casos de ataques de abelhas e quais serviços devem ser acionados.
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Segundo Rafael, o período de setembro à janeiro é caracterizado pela maior reprodução de abelhas, devido à floração e às temperaturas mais elevadas. Por isso, as pessoas precisam ter cuidados ao se aproximar de enxames e procurar ajuda médica em casos de acidentes.
Diferente de ataques de animais, a recomendação para situações com abelhas é de correr e se afastar o mais breve possível do enxame, se possível, buscar abrigo em um local fechado. “No momento que a primeira abelha lhe atacar, ela deixa um feromônio de marcação indicando que você é um invasor e um perigo, então todas todas as as irmãs delas vão lhe atacar também”, descreve o professor.
Em caso de picadas, também é necessário buscar atendimento médico, especialmente, para pessoas alérgicas ou que não conhecem se possuem alergia à abelha. Nessas situações, a população deve acionar os bombeiros para a eliminação do enxame.
No caso de enxames que não oferecem perigo iminente de ataque, a orientação é buscar um apicultor que irá fazer a remoção do enxame, mediante valor acordado previamente.
Rafael ressalta que a maioria das espécies de abelhas nativas não possuem ferrão e não representam nenhum perigo à população. As responsáveis pelos ataques são as chamadas abelhas africanizadas, provenientes de espécies invasoras trazidas de outros continentes pelo homem.
Esses insetos também exercem um papel crucial nos ecossistemas naturais e alimentares, por isso, é necessário sua preservação. “Sem abelhas, a gente tem uma queda muito grande na produtividade de alimentos, de sementes. A gente tem colapso dos ecossistemas naturais. Então, por tudo isso, é importante preservar esses insetos”, complementa o docente da UERGS.
Fonte: Rádio São Luiz
Projeto de Unidade de Conservação prevê combinar preservação e atividades econômicas sustentáveis

Campos com capim barba-de-bode (Foto: Eduardo Velez/Instituto Curicaca
A proposta para criação de uma Unidade de Conservação (UC) na região tem como foco à preservação dos campos missioneiros e das matas de pau-ferro. Ainda em fase inicial, o projeto está sendo elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e não prevê a desapropriação forçada de produtores, mas combinar a preservação com atividades econômicas sustentáveis, como a pecuária e o turismo ecológico.
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Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o agrônomo e coordenador técnico do Instituto Curicaca, Alexandre Krob, explicou detalhes sobre a proposta e desmentiu informações equivocadas que associam a criação da UC com processos antigos de desapropriação de terras e com o impedimento de atividades econômicas. A entidade sem fins lucrativas é uma das parceiras do ICMBio na elaboração de estudos técnicos do projeto.
Alexandre lembrou que o Pampa é um dos biomas menos protegidos do Brasil. Dados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) confirmam que apenas 3% da área do bioma é protegida por unidades de conservação. A proposta da UC visa estimular a pecuária missioneira, o turismo ecológico e a pesquisa científica, além de preservação de espécies endêmicas do Pampa.
“As matas de pau-ferro passaram por um período muito forte de uso de exploração para a produção de carvão e compõem essas estratégias de conectividade que acompanham os grandes rios formadores de todo o Rio Grande do Sul. Nesse caso, especialmente da região missioneira, temos algumas espécies mais emblemáticas para a proposta dessa Unidade de Conservação, principalmente, o capim-barba-de-bode“, explica o agrônomo.
A proposta de elaborar estudos sobre a UC nasceu após oficina nacional em Brasília, que priorizou áreas para novas Unidades de Conservação federais em todos os biomas. O processo está em fase inicial e prevê diversas etapas de diálogo com as comunidades locais. O ICMBio já iniciou a primeira fase de contato com as prefeituras dos municípios da região, além de reuniões com especialistas.
O coordenador técnico do Instituto Curicaca ressaltou que a construção de uma área dedicada à preservação do Pampa inclui a participação e presença de atividades tradicionais do bioma, como a pecuária. Para isso, uma das possibilidades é a criação de uma Área de Preservação Permanente (APA), como já ocorre em outros locais do bioma.
“É um erro usar como referência situações que foram usadas lá na década de 1970. Em que algumas unidades de conservação que foram criadas buscavam que as pessoas fossem retiradas das suas áreas. Hoje em dia, principalmente pro Pampa, não se trabalha mais com essa estratégia. É uma estratégia de convivência das pessoas e das atividades sustentáveis tradicionais”, complementa Alexandre.
Ainda em relação às áreas que seriam destinadas para a Unidade de Conservação, o especialista destaca que são territórios com solos impróprios para a mecanização agrícola, ou seja, a criação da UC não iria trazer impactos negativos para a produção agrícola regional.

Matas de pau-ferro (Foto: Eduardo Velez/Instituto Curicaca)
Fonte: Rádio São Luiz
Luís Fernando Pires comenta preocupação e posição contrária à unidade de conservação na região

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está discutindo uma proposta para criar a Unidade de Conservação (UC) do Pau-Ferro. A proposta visa a proteção dos campos missioneiros e das matas de pau-ferro, no noroeste do Rio Grande do Sul. O tema foi abordado em entrevista, nesta sexta-feira (05/12), pelo advogado e assessor da assessor da presidência da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul), Luís Fernando Cavalheiro Pires, que manifestou posição contrária à proposta.
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A proposta da nova UC, ainda em fase preliminar, prevê a destinação de 117 mil hectares assegurar a conservação dos remanescentes de vegetação nativa. A intenção do ICMBio e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) é valorizar a pecuária missioneira, além de fomentar atividades de turismo ecológico e pesquisa científica.
Segundo dados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o Pampa possui apenas 3% de sua área protegida por unidades de conservação, menor proporção entre todos os biomas brasileiros. As matas de pau-ferro abrigam algumas espécies endêmicas do Pampa, como a barba-de-bode e o espinilho.
De acordo com Luís Fernando, já existem legislações para proteger às matas de pau-ferro, além de áreas de proteção ambiental permanente (APP) que devem ser respeitadas pelos produtores. Entre os municípios que teriam áreas destinadas para a UC estão: Santiago, Unistalda, Bossoroca, Itacurubi e Santo Antônio das Missões.
O advogado explicou detalhes sobre os diferentes tipos de UC e citou os impactos econômicos da destinação dessas áreas, atuais propriedades privadas, para a conservação ambiental. No caso das desapropriações, os produtores recebem uma indenização, porém, Luís Fernando mencionou a preocupação com o andamento desse processo e os valores.
O assessor da Farsul alegou que a nova UC iria prejudicar a economia regional e trazer incerteza para os produtores. “Estamos nos colocando fortemente contra isso”, afirmou. Como alternativa, o advogado citou a possibilidade do governo pagar por serviços ambientais para os produtores, visando a preservação das matas de pau-ferro.
Luís Fernando descreveu a mobilização das prefeituras e sindicatos rurais para pressionar o governo federal contra a proposta. Segundo ele, a região perderia investimentos e oportunidades econômicas com a instalação da nova UC.
Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.
Fonte: Rádio São Luiz
Vigilância Ambiental de São Luiz Gonzaga intensifica ações de combate à dengue e amplia monitoramento do Aedes aegypti

Foto: Canva/Ilustrativa
O coordenador da Vigilância Ambiental de São Luiz Gonzaga, Joel dos Santos Pessoa, em entrevista a Rádio São Luiz nesta sexta-feira, 21 de novembro de 2025 que destacou as ações desenvolvidas no município para o enfrentamento da dengue e o controle do mosquito Aedes aegypti, destacando o reforço nas estratégias de prevenção e monitoramento diante do aumento de casos no Rio Grande do Sul e da circulação de um novo sorotipo considerado mais virulento.
Durante a entrevista, foi informado que o município atua com uma equipe de nove agentes de combate a endemias, número reduzido em função de demandas internas e afastamentos, mas que mantém as atividades de campo em todos os bairros e regiões da cidade. Entre as principais medidas em execução está a intensificação do monitoramento por meio da instalação de armadilhas conhecidas como ovitrampas, metodologia adotada pelo Estado e incorporada em São Luiz Gonzaga para identificação precoce da presença do vetor. Esses dispositivos, constituídos por recipientes escuros com palhetas e atrativo específico, permitem a coleta de ovos da fêmea do mosquito, possibilitando o acompanhamento técnico da infestação em áreas estratégicas.
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As armadilhas já foram instaladas em pontos dos bairros Paz, Duque, Floresta, Agrícola, Mário, Monsenhor Wolski, Presidente Vargas, Trinta, Pedreira e Harmonia, com apoio de moradores que autorizaram o uso de suas residências para a colocação dos dispositivos. O procedimento prioriza um imóvel por quarteirão, desde que disponha de espaço adequado, permitindo maior abrangência no controle vetorial e no mapeamento da infestação.
Joel alertou para a importância da colaboração da comunidade, especialmente no cuidado com pátios, fundos das residências, descarte correto de resíduos e atenção permanente a locais que possam acumular água parada, com destaque para piscinas, que permanecem com água durante o período de temperaturas mais elevadas. De acordo com os dados apresentados, o município registrou em 2024 um total de 945 casos confirmados de dengue, sendo 631 autóctones, enquanto em 2025 já foram contabilizados oito casos provenientes do ano anterior, cenário que reforça a necessidade de vigilância contínua.
O coordenador também ressaltou a preocupação com a chegada ao Estado do sorotipo três da dengue, que não havia sido identificado anteriormente em São Luiz Gonzaga, mas que já se espalha por municípios vizinhos, sendo associado a formas mais graves da doença. Diante desse quadro, a Vigilância Ambiental orienta que a população busque atendimento médico imediatamente ao apresentar sintomas como dor de cabeça e dor retro-orbital, evitando a automedicação e priorizando o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.
A Vigilância Ambiental segue disponível para atendimento e orientações junto à Secretaria Municipal de Saúde, mantendo ações permanentes de conscientização, visitas domiciliares e monitoramento técnico em todo o território municipal, com apoio institucional e divulgação das informações por meio da imprensa local, ampliando o alcance das orientações preventivas à população.
Fonte: Rádio São Luiz
Mobilização dos Escoteiros Caetés reforça a necessidade de gestão sustentável de resíduos

Foto: Canva/Ilustrativa
A realização do Drive-Thru Scout Eco Caetés, no dia 23 de novembro 2025, na Praça Cícero Cavalheiro, ocorre em um momento em que o debate internacional sobre o aquecimento global é intensificado pela COP30 realizada de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém do Pará, que discute metas de redução de impactos ambientais e políticas de sustentabilidade. A iniciativa do Grupo Escoteiro Caetés de São Luiz Gonzaga/RS, presidido por Cláudia Golz, insere-se nesse contexto ao promover a coleta organizada de óleo de cozinha usado, um resíduo que, quando descartado de forma incorreta, amplia danos ambientais.
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O descarte inadequado do óleo apresenta consequências diretas para os ecossistemas. Um litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água, comprometendo a vida aquática e afetando o solo. Em redes de esgoto, o resíduo se solidifica e provoca entupimentos significativos, gerando custos adicionais de manutenção. Quando lançado no solo, forma uma camada impermeável que dificulta a infiltração da água e pode agravar enchentes em períodos de chuva. Na decomposição ambiental, sua liberação de gás metano (CH₄) contribui para o efeito estufa, tema amplamente discutido em conferências climáticas internacionais.
A orientação de manejo adequado reforça práticas alinhadas às diretrizes de sustentabilidade defendidas globalmente. O óleo deve ser armazenado após esfriar, filtrado quando necessário e colocado em garrafas PET ou recipientes com tampa. O passo seguinte é encaminhar o material para pontos de coleta seletiva. No caso da ação promovida pelos escoteiros, o drive-thru será o ponto de entrega, com posterior envio do óleo para uma empresa de Horizontina, responsável pela reciclagem e transformação em produtos como sabão e biodiesel.
A campanha também possui relevância social. O valor arrecadado com a venda do óleo será integralmente destinado ao Lar Escola de São Luiz Gonzaga, integrando a mobilização ambiental ao apoio institucional local. Para os jovens escoteiros, a participação no processo fortalece conhecimentos sobre práticas sustentáveis e estimula a atuação cidadã. Com isso, o Drive-Thru Scout Eco Caetés se posiciona como ação convergente às discussões da COP30, articulando responsabilidade ambiental, gestão correta de resíduos e compromisso comunitário.
Fonte: Rádio São Luiz



