Rural

Farsul aprova continuidade das medidas para retirada da vacina contra aftosa

Sindicatos rurais firmaram a decisão em assembleia nesta quarta-feira (19)

Em assembleia realizada nesta quarta-feira (19), a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) decidiu apoiar a continuidade do processo de antecipação da retirada da vacina contra a febre aftosa no estado. O placar da votação foi de 53 votos a favor e 11 contrários entre os representantes dos sindicatos rurais. A intenção do governo estadual é realizar a última vacinação em março e obter a nova certificação em maio de 2021, junto com o Paraná.

De acordo com o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, os produtores deram “voto de confiança” para a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) encaminhar o pedido e fazer adequações no sistema de defesa animal até agosto, quando haverá consulta final sobre o tema. “Se até lá os requisitos forem cumpridos, bateremos o martelo sobre a retirada da vacina”, afirma o dirigente.

A lista envolve 18 recomendações feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) após auditoria técnica sobre a qualidade do sistema estadual de vigilância. O relatório foi apresentado ao setor agropecuário em janeiro. “Apoiamos a continuidade dos procedimentos para não perdermos os prazos, e o governo estadual está agora pressionado a cumprir todos os requisitos até agosto, quando teremos nossa posição definitiva”, acrescenta Gedeão.

A votação ocorreu após três horas de debate com representantes de entidades, técnicos da Seapdr e do Mapa e autoridades. Entre elas, o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, e o seu antecessor na pasta, deputado Ernani Polo, atual presidente da Assembleia Legislativa gaúcha. O evento foi realizado no centro de eventos do Hotel Continental, em Porto Alegre.

Estiveram presentes o presidente da Febrac, Leonardo Lamachia; o presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber; e o superintendente interino regional do Mapa, José Ricardo Cunha; o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Nestor Bonfanti; o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados (Sicadergs), Ronei Alberto Lauxen; o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos (Sips), José Roberto Goulart; o presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais (Sindiler/RS), Enio Dias; além de diretores e assessores técnicos do Sistema Farsul.

Fonte: Imprensa Sistema Farsul

Atrações da IV Expo Banco do Brasil seguem até às 16h desta segunda-feira

Carreta Agro é a novidade nesta edição

Desde às 9h desta segunda-feira (17), a quadra da Rua Venâncio Aires entre a São João e a Salvador Pinheiro Machado, está com toda a estrutura da IV edição da Expo Banco do Brasil montada. Uma das novidades deste ano, além da mudança no local de realização, é a presença da Carreta Agro, que simboliza a importância que a instituição dá ao agronegócio, com atendimento diferenciado.

O gerente da agência de São Luiz Gonzaga, Ronaldo Ramos Martins, durante entrevista, destacou a parceria com o Executivo, que permitiu que o evento ocorresse no local, com maior destaque e espaço. Ele explicou que este evento também é uma preparação para a Expo Direto, em Não-Me-Toque.

Segundo Sidney Brondani, prefeito do município, este é um evento importante, pois oportuniza que o Banco do Brasil, com toda a sua estrutura, mostre o que significa o agro para São Luiz e região. “É a oportunidade de fazer contatos, financiamentos, melhorar investimentos e, para a comunidade que não é ligada ao agronegócio, é o momento de ver o que significa e o potencial que temos aqui, além do retorno que dá para a região”, explicou.

De acordo com a gerente da Carteira Rural do banco, Rosana Winterfeld, já na abertura do evento foram gerados dois protocolos de negócios, o que mostra a projeção que evento terá. Ela lembrou que o Banco do Brasil é o maior financiador do agronegócio brasileiro e que a presença da Carreta Agro, que contemplará ao todo 63 municípios em todo o país, mostra a importância de São Luiz Gonzaga e da região.

A IV Expo BB segue até às 16h desta segunda-feira, com palestras e com os expositores: Agrofel; Alvorada Sistemas Agrícolas; Redemaq LTDA; JS Máquina Valtra; Meta Agrícola; Sulfértil; Alga Energia Solar; Agrícola 285; Cambaí; Coopatrigo; Campo Verde representante Stara; Irridrop; Emater; Sindicato dos Trabalhadores Rurais; Sindicato Rural; Nutrinsumos; Lumenk Energia Solar; Busanello Agronomia; e CWA Energia.

Fonte: Rádio São Luiz

Silos da Cesa em Santo Ângelo são ofertados à Coopatrigo pelo presidente da companhia

Presidente da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa), João Ervino Fischer. (Foto: divulgação)

Na quarta-feira (15), a Coopatrigo recebeu a visita do presidente da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa), João Ervino Fischer. Na oportunidade, o dirigente desta estatal ofertou à Coopatrigo a estrutura da Cesa no município de Santo Ângelo, que também está sendo colocada à venda.

Como a cooperativa adquiriu a unidade de São Luiz Gonzaga em uma negociação direta envolvendo a Justiça Federal do Trabalho e a própria Cesa, Fischer disse que o mesmo poderia ocorrer com a Unidade de Santo Ângelo, desde que haja interesse de todas as partes. A unidade da Cesa em Santo Ângelo está localizada no Bairro Industrial, na saída para Catuípe e possui uma capacidade de armazenagem de 27.500 toneladas, tendo um terminal ferroviário, o que é considerado uma grande vantagem, pois a Rumo, que é detentora das malhas ferroviária do estado, está operando esta linha de trem, possuindo ligação, com o Porto de Rio Grande, principal destino dos grãos produzidos na região.

João Ervino Fischer parabenizou o presidente Ivo Batista pelo excelente trabalho que vem sendo desenvolvido na Coopatrigo, sendo esta uma referência do cooperativismo gaúcho. “Nossa preferência é de que cooperativas assumam nossas estruturas, como ocorreu aqui em São Luiz Gonzaga e também em outras regiões do estado, porque elas vão dar suporte para os pequenos e médios produtores, exercendo um papel fundamental para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, afirmou o presidente da Cesa.

O presidente da Coopatrigo Ivo Batista, que recebeu o presidente da Cesa juntamente com o vice-presidente, Luiz Flávio de Oliveira e o Superintendente, Paulo Cordenonsi, disse a João Fischer “que a Coopatrigo fica lisonjeada com esta oferta, mas que como em todos os negócios da cooperativa vai ser desenvolvido um estudo de viabilidade técnica e econômica, para depois ser tomada uma decisão se a Coopatrigo participa ou não desta negociação”. “O terminal com trem em atividade é realmente um ponto positivo, mas existem outros aspectos a serem analisados, assim como a própria avaliação do bem, que precisa ser revista”, afirmou Ivo Batista, concluindo que nos próximos dias fará uma visita pessoalmente à unidade da Cesa de Santo Ângelo antes de dar sequência a estas tratativas.

Por Roberto Marques – Assessor de Comunicação Coopatrigo

Coopatrigo dividiu em 2019 R$ 30,5 milhões entre os seus associados

(Foto: divulgação/Coopatrigo)

O ano de 2019 foi mais uma vez de crescimento para a Coopatrigo, com a direção cumprindo com o compromisso de dividir o seu resultado líquido com os associados, que são os donos da cooperativa e neste sentido até o dia 31 de dezembro foi colocado à disposição o que cada associado recebeu conforme a sua movimentação de grãos e insumos na Coopatrigo, totalizando R$30.500.000,00 distribuídos, já a outra metade ficará para capital de giro, investimentos e manutenção da estrutura da cooperativa.

A parte dos associados é calculada com base na entrega e faturamento de grãos e compra de químicos, sendo que cada um receberá R$1,00 no milho, R$1,00 no trigo, R$1,00 no arroz, R$1,00 na canola, R$3,10 na soja e ainda 0,5% na compra de químicos. Junto com estes valores, a Coopatrigo também está destinando a participação nos resultados dos funcionários e cada um vai receber 1.7 do seu salário nominal.

Mesmo com a crise e recessão registrada em 2019, a Coopatrigo conseguiu um crescimento de 7,5% no seu faturamento atingindo as metas propostas e fechou o exercício com R$1.301.000.000,00 de faturamento bruto, apresentando uma margem líquida em seus negócios de 4,7%.

O presidente Ivo Batista, ao comentar os números finais de 2019 da Coopatrigo, demonstrou muita satisfação, dividindo os méritos com os companheiros de direção e colaboradores, mas ressaltando a participação dos associados na construção destes números. “Estamos conseguindo manter o crescimento da cooperativa que é reflexo da participação cada vez maior dos associados nos nossos negócios”, afirmou o presidente dizendo que cada mês entra de 50 a 100 propostas de novos sócios na Coopatrigo.

Ivo Batista também disse que o ano de 2019 vai ficar marcado na história da Coopatrigo, pois além dos muitos investimentos nas estruturas de armazenagem e equipamentos nas unidades, também houve a inauguração do Centro Agropecuário e Automotivo de Santiago consolidando a atuação da cooperativa naquela região, e ocorreu a aquisição da CESA São Luiz Gonzaga naquele que está sendo considerado o maior investimento da Coopatrigo em um único local nos seus 62 anos de história. “A aquisição da Cesa era uma das nossas metas mais arrojadas e conseguimos concretizar o negócio após muita negociação e graças a disponibilidade de recursos por parte da cooperativa, já que a compra teria que ser à vista”, afirmou o presidente da Coopatrigo.

“Estamos comemorando o nosso crescimento em 2019 e esperamos que nossos associados e colaboradores também estejam satisfeitos com a parte que lhes coube nesta proposta arrojada que tem a Coopatrigo, 50% do resultado líquido para os associados e 50% para capital de giro, investimentos e manutenção da cooperativa” disse Ivo Batista.

Projetando o 2020, o presidente da Coopatrigo disse que as novas metas estão sendo elaboradas e que a sua posição é de que o crescimento vai ser buscado novamente. Disse ainda que dois grandes acontecimentos estão previstos, um é a inauguração da Central de Recebimento e Armazenagem de Grãos (Cesa) e o outro é a inclusão do 14º município na área de abrangência da Coopatrigo que é São Borja, cujas obras de construção da nova unidade devem começar em fevereiro.

Por Roberto Marques – Assessor de Comunicação Coopatrigo

 

Verão 2019/2020 não deve ter influência de El Niño e La Niña no país

Sem os fenômenos, as chuvas devem ficam dentro da normalidade na estação. Devido às suas características climáticas, o verão é especialmente importante para atividades econômicas como a agropecuária. (Foto: divulgação)

O verão no Hemisfério Sul começa no próximo domingo (22) à 1h19 e termina no dia 20 de março de 2020 às 3h50 (Horário de Brasília). De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não deverá haver influência do fenômeno El Niño ou La Niña no período, o que indica que as chuvas ficarão dentro da normalidade no período.

Segundo análise do Inmet, as condições da temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial estão dentro das suas características normais, sem significativos desvios em relação à média, indicando que a área do fenômeno El Niño está em sua fase neutra, portanto sem atuação de El Niño ou La Niña. Os modelos de previsão indicam probabilidade elevada de que a condição de neutralidade se mantenha ao longo de todo o verão.

Devido às suas características climáticas, o verão é especialmente importante para atividades econômicas como a agropecuária, a geração de energia, por meio das hidrelétricas, e para a reposição hídrica e manutenção dos reservatórios de abastecimento de água em níveis satisfatórios.

Na Região Norte, a previsão climática para o trimestre indica um predomínio de áreas com probabilidade de chuvas dentro da faixa normal ou abaixo. No Nordeste, haverá o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas acima da média nos estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco, assim como no sul dos estados do Maranhão e do Piauí. Nas demais áreas, há um risco das chuvas ficarem abaixo da média do período.

Para o Centro-Oeste, o Sul e o Sudeste, a previsão para o verão indica maior probabilidade de que o acumulado de chuvas seja dentro da faixa normal ou acima em grande parte das três regiões.

Verão

A estação é caracterizada pela elevação da temperatura em todo país, em função da posição relativa do sol mais ao sul, tornando os dias mais longos que as noites e com mudanças rápidas nas condições de tempo, ou seja: chuvas fortes; queda de granizo; ventos com intensidade variando de moderada à forte e descargas elétricas, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

Nessa estação, as chuvas são frequentes em praticamente todo o país, com volumes acumulados que variam, predominantemente, entre 500 e 900 mm; com exceção do extremo sul do Rio Grande do Sul, nordeste de Roraima e leste do Nordeste, onde os acumulados de chuvas no período são inferiores a 400 mm.

Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, as chuvas neste período são ocasionadas principalmente pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), enquanto que no norte das regiões Norte e Nordeste, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é o principal sistema responsável pela ocorrência de chuvas. Os maiores volumes de precipitação podem ser observados sobre o sudeste do Amazonas e norte do Mato Grosso, podendo alcançar totais de chuvas superiores a 900 mm, entre os meses de dezembro a fevereiro.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

FecoAgro/RS confirma bom desempenho das cooperativas agropecuárias gaúchas

Para a entidade, com a melhora nos preços no segundo semestre, houve melhora na relação de troca para o produtor e cria expectativa positiva para 2020. (Foto: divulgação)

As cooperativas agropecuárias gaúchas devem fechar 2019 com um faturamento próximo a R$ 25 bilhões, dando continuidade ao crescimento registrado entre 2016 e 2018. Apesar do momento tímido que a economia brasileira vive, o setor cooperativo continuou avançando em patamares superiores a outros segmentos do país e do Estado, e a expectativa é de que esse crescimento continue. O plano safra tem contribuído na estratégia de investimentos com juros e condições mais atrativas. As sucessivas safras boas desde 2013/2014, assim como preços favoráveis de alguns produtos, também têm ajudado a melhorar os níveis de faturamento do cooperativismo a cada ano.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) aponta para este final de ano um cenário de estabilidade para o setor agrícola. A perspectiva é de uma safra normal com sustentabilidade de preços, mas ainda com a preocupação das constantes elevações dos custos de produção que o setor produtivo vem enfrentando nos últimos anos. Conforme o presidente da entidade, Paulo Pires, enquanto o PIB não der sinais de crescimento mais robusto, o setor cooperativo e seus associados buscam o aumento médio da produtividade no campo e nos empreendimentos que possam dar melhores respostas em resultados no final do exercício ou safra.

No Brasil, o crescimento da economia está sinalizando fechar 2019 com PIB de 1%, pouco acima do estimado de 0,9%. As projeções para 2020, por sua vez, indicam um crescimento de 2,24% no PIB. De acordo com Pires, o ideal para a retomada dos investimentos é um crescimento da ordem de 3% ao ano. Para o Rio Grande do Sul, deve se confirmar um aumento superior ao PIB nacional, podendo ficar acima de 2%. “O que se percebe é que o Estado ainda enfrenta problemas com as suas finanças e continua buscando saídas para a crise financeira. De outra parte, os setores econômicos estão realizando investimentos, como é o caso das cooperativas agropecuárias, aproveitando as oportunidades que se apresentam no mercado”, afirma.

Para 2020, a FecoAgro/RS acredita que a  produção agrícola será maior, caso as condições climáticas sejam favoráveis como nas últimas sete safras. Na opinião de Pires, o principal desafio para o setor cooperativo e para o agronegócio gaúcho e brasileiro, será  acompanhar as inovações no campo, principalmente no meio digital. “O momento é de expectativa por dias melhores para o ano que vem com a retomada econômica, aumento na busca por investimentos e maior demanda no mercado internacional por alimentos, principalmente a proteína animal”, observa.

As cooperativas agropecuárias acreditam na continuidade das reformas e sua implementação por serem importantes para a retomada do crescimento econômico do país e enfrentamento das deficiências em infraestrutura como estradas, portos, ferrovias, energia, logística, pesquisa, entre outras.  A solução para estas questões melhora a competitividade. Segundo o dirigente, o setor cooperativo agropecuário trabalha com diversidade de produtos, o que exige grande demanda por financiamento, devido à baixa rentabilidade e o elevado risco enfrentado. “Na média, o setor trabalha com margens estreitas que ficam entre 2% e 4% sobre o movimento econômico. Isso exige gestão eficiente para atender mais de 50% da produção agropecuária que passa pelas cooperativas gaúchas”.

O crescimento da atual safra de verão, comparando o volume de produção, foi de 2,4%, segundo dados do IBGE. A área plantada avançou em 1,81%, refletindo em maior ganho de produtividade. Por outro lado, o Valor Bruto de Produção (VBP) das principais culturas de verão foi de R$ 31,3 bilhões, significando um avanço de 4,1% em relação ao ciclo anterior. Já pelo lado das culturas de inverno, houve uma evolução na área plantada em 5,21%, em relação ao ano anterior, Os números de safra apontam para um volume de produção de 3,1 milhões de toneladas ante às 2,5 milhões de toneladas na temporada passada, o que representou um crescimento de 26% no volume de produção e de 31,9% no VBP.

Os custos da formação das lavouras, por sua vez, foram superiores a 5% em relação à  safra passada. Alguns produtos com preços menores têm pressionado os resultados de  culturas como o arroz e o trigo. Na pecuária, ao contrário, são observados crescimento para todos os segmentos de proteínas, dada a forte demanda da China por proteína animal, o que vem gerando um movimento de alta nos preços nos últimos meses. As cooperativas com plantas frigoríficas estão aproveitando esta oportunidade.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS)

Estado libera R$ 903 mil e beneficia municípios da região no programa Mais Água Mais Renda

Programa ajudou a ampliar a área irrigada do Estado, passando de 100 mil hectares para cerca de 220 mil em 2019. (Foto: Fernando Dias/Seapdr)

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) anunciou nesta segunda-feira (16) a liberação de R$ 903.324,26 para a subvenção de projetos de irrigação de 245 agricultores. Os recursos fazem parte do Programa Mais Água Mais Renda. “Os beneficiários estão espalhados por 137 municípios gaúchos, contemplando 18 das 19 coordenadorias regionais da Seapdr”, diz o secretário da Agricultura, Covatti Filho. “A irrigação é o melhor seguro agrícola para boas colheitas e já faz parte do cotidiano do nosso produtor”, explica o secretário.

O Programa Estadual de Expansão da Agropecuária Irrigada Mais Água Mais Renda é uma política de Estado que surgiu como resposta aos déficits hídricos frequentes no Rio Grande do Sul. O objetivo da ação é atender aos produtores rurais interessados em adquirir e licenciar sistemas de irrigação em suas propriedades.

Com base em uma licença emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (Fepam), o programa analisa projetos que se enquadram em seu escopo, dando prioridade à construção e à regularização de reservatórios vinculados a sistemas de irrigação por aspersão e gotejamento.

Desde 2012, o programa ajudou a ampliar a área irrigada do Estado, passando de aproximadamente 100 mil hectares para cerca de 220 mil em 2019 – deste incremento de 120 mil hectares irrigados, 80 mil são ligados diretamente ao Mais Água Mais Renda.

Municípios da região que foram contemplados:

Campina das Missões

Dezesseis de Novembro

Entre Ijuís

Guarani das Missões

Ijuí

Porto Lucena

Rolador

Santo Ângelo

São Luiz Gonzaga

São Miguel das Missões

São Paulo das Missões

Vitória das Missões

Fonte: Seapdr

Greve dos servidores da Inspetoria Veterinária de São Luiz Gonzaga completa 22 dias

Foco da paralisação está no pacote de ajustes apresentado pelo Governo do Estado. (Foto: arquivo/Rádio São Luiz)

A greve dos servidores da Agricultura do Estado, iniciada no dia 22 de novembro, completa nesta quarta-feira, dia 18, 22 dias. Conforme Gelson Marian, técnico agrícola e um dos líderes da paralisação no município, as reivindicações são praticamente as mesmas dos professores e policiais militares e civis, que são contra o pacote do Governo do Estado.

Entre os pontos específicos da categoria, Gelson cita a redução de gratificações como a insalubridade, retirada dos avanços temporais, que são vantagens adquiridas ao longo do tempo de serviço na soma de 1% ao ano, e o aumento nas alíquotas do Ipe,  que prevê ainda a possibilidade de inativos voltarem a contribuir. Ontem, por meio de liminar de uma deputada, os grevistas conseguiram suspender o Projeto de Lei 503, que trata das alíquotas previdenciárias, mas, segundo Gelson, é preciso ficar atento, pois o Governador também tem buscado recursos judiciais para avançar com suas propostas.

Sobre a manifestação do Tribunal de Justiça, embasada pela Procuradoria-Geral do Estado, que julgou abusiva a paralisação dos fiscais agropecuários e exigiu que 30% da categoria continue trabalhando, o técnico agrícola disse que comando da greve, em Porto Alegre, está tratando da operacionalização desse funcionamento. “Uma das principais questões no momento é o 2,4 – D. Sabemos que são questões importantes para o produtor e temos conversado e orientado sobre o gabinete de crise, que tem fornecido documentação em casos de urgência. Mas estamos com dificuldades, salários atrasados e não há alternativa senão a greve”, conclui.

Fonte: Rádio São Luiz

Sementes Giovelli registra aumento na comercialização de grãos em 2019

Régis Giovelli também comemora quebra de recordes na colheita da soja. (Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz)

O empresário Régis Augusto Giovelli avaliou, nesta sexta-feira (13), o ano do ponto de vista dos seus negócios. Conforme o produtor rural, cresceu o número de sementes comercializadas, especialmente na região sul do país, local onde está concentrada 70% de sua receita.

Ele comentou que pelo segundo ano consecutivo, apesar de não terem ocorrido vendavais, quedas de granizo e trombas d’água, o Estado passou por período chuvoso, que atrapalhou o trigo. Contudo, “isso revelou que as cultivares da empresa estão muito boas, pois foi possível retirar trigo com pouca quebra, resultando em uma safra razoável”, avaliou.

Neste ano, a Sementes Giovelli quebrou recordes. Na colheita da soja, foi premiada por rendimento de até 93 sacas por hectare. “Não é só cultivar. Existe o manejo, época do plantio, a gente quer que o produtor mantenha alta produtividade. Em virtude das dificuldades do tempo, a semente certificada, de alto vigor, mostrou sua importância. Recebemos vídeos de todo o Estado, com sucesso na implantação da lavoura. Tivemos zero replante”, comemorou o empresário.

Régis adiantou que o Dia de Campo da empresa, um momento de aprendizagem para o produtor, está marcado para 28 de fevereiro de 2020, última sexta-feira antes da Expodireto, de Não Me Toque. “É o dia que abrimos as portas para apresentar as culturas que serão lançadas na próxima safra, apresentamos novidades na área de tratamento e tecnologia da produção da semente de soja e trazemos palestrantes. Neste ano, estamos buscando profissional que é referência no segmento de comercialização de grãos”, explicou Giovelli.

Por fim, Régis Augusto Giovelli, padrinho da migração da Rádio São Luiz da AM para FM, parabenizou a emissora pela nova fase. “Tenho andado por aí e ouvido direto a emissora. Outro dia estava na região de Santa Rosa e o som chegando com qualidade. Está de parabéns a São Luiz e a comunidade, que ganha com o fortalecimento da emissora”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz

Secretaria da Agricultura suspende aplicação do herbicida 2.4-D até o fim do ano

Químico é utilizado pelos sojicultores e vêm causando prejuízos em produções de frutas. (Foto: divulgação)

Em reunião do grupo de trabalho criado pelo Estado para tratar das questões e promover ações relativas à utilização do agrotóxico 2,4-D, foi decidido na manhã desta terça-feira (3/12) pela suspensão de uso do produto, em caráter excepcional, até 31 de dezembro.

A partir do entendimento do grupo, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Sepadr) irá editar nova instrução normativa (IN), que deve entrar em vigor na quarta-feira (4/12), após publicação no Diário Oficial do Estado. A decisão também atende a recomendação do Ministério Público (MP) e foi tomada após a divulgação dos resultados de novas análises químicas de amostras coletadas em propriedades com suspeita de deriva do 2,4-D.

No encontro na sede da Seapdr, a Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários (Disa) apresentou os resultados dos novos laudos emitidos pelo Laboratório de Análises de Resíduos de Pesticidas (Larp). No total, incluindo os dados divulgados na semana passada, foram analisadas 143 amostras, com resultado positivo para 2,4-D em 132 delas (92,3%). Todas as amostras foram coletadas após denúncias feitas por produtores rurais em canais criados pela Seadr para atender exclusivamente casos de suspeita de ocorrência de derivas do 2,4-D e outros agrotóxicos hormonais em culturas sensíveis como macieira, videira, oliveira, nogueira-pecã, erva-mate, tomate e hortaliças.

Os laudos positivos abrangem 16 dos 24 municípios contemplados por INs publicadas este ano, que estabeleceram normas como cadastro de aplicadores de agrotóxicos hormonais e venda orientada do produto.

Os municípios com maior número de laudos positivos para 2,4-D foram Jaguari (27), Dom Pedrito (7), Santiago (6), Santana do Livramento (5), São Sepé (4), São Borja (4) e Bagé (4). No total, 103 propriedades foram afetadas pela deriva de 2,4-D.

Participaram da reunião do GT o secretário da Agricultura, Covatti Filho; o adjunto, Luiz Fernando Rodriguez Junior; os promotores Alexandre Saltz e Felipe Teixeira Neto; representantes da Fetag/RS, Emater, Fecoagro/RS, Andav, Corteva, Ibraoliva e técnicos e diretores da Seapdr.

Municípios com laudo positivo para 2,4-D

Bagé, Bom Jesus, Cacequi, Cachoeira do Sul, Candiota, Caseiros, Dilermando de Aguiar, Dom Pedrito, Entre Ijuís, Hulha Negra, Itaqui, Ibiaçá, Jaguari, Jari, Lavras do Sul, Maçambará, Mata, Minas do Leão, Nova Esperança do Sul, Paulo Bento, Pirapó, Pinhal da Serra, Pinheiro Machado, Piratini, Protásio Alves, Rodeio Bonito, Ronda Alta, Santa Maria, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões, São Borja, São João do Polêsine, São Sepé, Sarandi, Silveira Martins, Sobradinho, Toropi, Vacaria e Viadutos.

Municípios com laudo positivo para 2,4-D compreendidos pelas INs

Bagé, Candiota, Dom Pedrito, Hulha Negra, Jaguari, Jari, Lavras do Sul, Maçambará, Mata, Santana do Livramento, Santiago, São Borja, São João do Polêsine, Silveira Martins, Sobradinho e Vacaria.

Fonte:  Ascom Seapdr