Rural

Eventos climáticos afetam safra de trigo no Rio Grande do Sul

(Foto: FecoAgro RS/Divulgação)

Segundo a FecoAgro/RS, geada e seca prejudicaram potencial produtivo do cereal e alta na cotação defasou preço ao produtor que negociou em contrato futuro

A colheita do trigo segue em andamento no Rio Grande do Sul, em regiões de clima mais quente, como as Missões, por exemplo, cerca de 50% da área já foi colhida pelos produtores. Embora houvesse uma euforia no início da safra, problemas climáticos e de mercado trouxeram um novo cenário para a cultura, segundo o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires.

Conforme o dirigente, houve um investimento do produtor no cereal. Entretanto, a geada seguida de seca nas últimas semanas prejudicou o potencial produtivo de plantas. “Da euforia passamos para a frustração. Iniciamos um plantio com 26% de aumento de área e o Rio Grande do Sul sonhou em colher 3 milhões de toneladas de trigo. Infelizmente tivemos uma geada em 22 de agosto que levou parte deste potencial produtivo e depois a seca, somando dois eventos climáticos em uma cultura só”, destaca.

Outra questão, de acordo com Pires, é o aproveitamento dos preços de mercado atuais, pois as vendas futuras feitas pelos agricultores ficaram com valores defasados, o que comprometeu ainda mais a renda dos produtores. “Os preços excepcionais que o produtor de trigo tem hoje, mais de R$ 70,00 a saca, não serão aproveitados por muitos produtores, pois cerca de um milhão de toneladas dos 2 milhões de toneladas previstos para a colheita estão comprometidos com contratos futuros com preços bem abaixo”, observa.

O presidente da FecoAgro/RS salienta também que este será um ano bastante difícil para a triticultura gaúcha. “Se acreditou, se aumentou a área, se teve potencial produtivo, se fez a coisa certa, mas alguns problemas vão prejudicar o sonho de renda e de uma lavoura bem formada como temos em alguns casos”, completa.

Por Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

La Niña pode trazer primavera seca para o Rio Grande do Sul

Irrigação é importante instrumento para manter a produção em períodos de pouca chuva. (Foto: Fernando Dias / Seapdr)

O La Niña pode provocar anomalias de chuvas e temperaturas do ar, indicando risco de estiagem em todas as regiões do Rio Grande do Sul nesta primavera, com maior intensidade em novembro. É o que aponta o Boletim do Conselho Permanente de Meteorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), referente aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2020.

Utilizando o Modelo Regional Climatológico implementado no Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (CPPMet/UFPel), o boletim prevê uma probabilidade alta de que estas condições de La Niña se iniciem durante a primavera de 2020 e permaneçam até o verão 2020/2021.

A previsão indica para o mês de outubro redução da chuva (anomalia entre fraca e moderada) e aumento da temperatura diurna, o que produz aumento da evapotranspiração, especialmente na segunda quinzena. Para o mês de novembro, o modelo aponta para uma redução ainda maior de chuva (anomalia entre forte e muito forte), com predomínio de noites mais frias e dias mais quentes, padrão característico de períodos muito secos. Em dezembro, são esperados padrões de chuva mais próximos da média, mas com temperaturas acima do normal, o que mantém a evapotranspiração elevada.

O documento alerta para a necessidade de monitorar os recursos hídricos, mesmo em regiões onde, nos últimos meses, houve chuvas acima da média: “A indicação de um possível padrão de precipitação pluvial mais próximo do normal no final do mês de dezembro não necessariamente caracteriza uma condição de normalidade para o verão”.

O boletim do Copaaergs é elaborado a cada três meses por especialistas em Agrometeorologia de 14 entidades públicas estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima.

O documento lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período:

Culturas de outono-inverno produtoras de grãos (trigo, aveia, cevada)

– Independentemente do prognóstico climático de precipitação pluvial abaixo da média no período, monitorar a ocorrência de doenças e pragas e observar se há necessidade de aplicações de defensivos agrícolas. Não descuidar do momento da colheita, colhendo tão logo seja possível;

– Os produtores devem providenciar a revisão das colhedoras e acompanhar a previsão do tempo para colheita.

Arroz

– Considerando que a disponibilidade de água nos reservatórios não está na capacidade máxima e o prognóstico aponta redução de chuvas no trimestre outubro-novembro-dezembro, dimensionar a área a ser semeada conforme a disponibilidade de água;

– Dar continuidade à adequação das áreas que ainda não estão preparadas para possibilitar a semeadura na época recomendada pelo zoneamento agrícola, de forma a aproveitar as melhores condições de radiação solar e evitar as temperaturas baixas no período reprodutivo da cultura;

– Escalonar a época de semeadura de acordo com o ciclo da cultivar, primeiro as de ciclo longo, seguidos das de ciclo médio e precoce;

– Para as semeaduras até meados de outubro, quando a temperatura do solo é baixa, atentar para que a profundidade de semeadura não seja superior a 2 cm, a fim de evitar redução no estande de plantas e a consequente desuniformidade no estabelecimento inicial da cultura.

Culturas de primavera-verão produtoras de grãos (milho, soja, feijão)

– Escalonar a época de semeadura e utilizar genótipos de diferentes ciclos ou diferentes grupos de maturação para evitar eventuais perdas em função de deficiência hídrica no período crítico, sempre respeitando o zoneamento agrícola;

– Para as culturas de milho e feijão, começar a semeadura quando a temperatura do solo, a 5 cm de profundidade, estiver acima de 16°C e houver umidade adequada do solo;

– Para cultura da soja, somente iniciar a semeadura quando houver umidade adequada do solo;

– Tratando-se de plantio direto, fazer o manejo de culturas de inverno voltadas para a proteção do solo e manutenção da umidade no solo;

– Considerando o prognóstico de baixa precipitação, irrigar sempre que necessário. Dar preferência à irrigação nos períodos críticos da cultura (florescimento – enchimento de grãos);

– Para o cultivo da soja em terras baixas é indispensável a drenagem. Entretanto, em anos de estiagem, é importante atenção quanto ao manejo da irrigação, pois os solos são rasos e argilosos.

Hortaliças

– Quando necessário, irrigar, dando preferência ao sistema de gotejamento;

– Em ambientes protegidos (túneis e estufas), proceder a abertura o mais cedo possível no lado contrário ao vento;

– Indica-se a produção de mudas em ambiente protegido no sentido de garantir a qualidade das mesmas.

Fruticultura

– Em pomares nos quais houve eventual perda de estruturas de frutificação e frutos em função da ocorrência de geadas, adotar o manejo usual do dossel vegetativo em relação a podas e aplicações de defensivos químicos, a fim de assegurar a produção da safra seguinte;

– Preservar a cobertura verde da área para conservação do solo e armazenamento de água no solo;

– Considerando que os prognósticos indicam chuva abaixo da média no trimestre outubro/novembro/dezembro, o que tende a favorecer a polinização e a frutificação efetiva, recomenda-se a prática do raleio para ajuste da carga de frutos, conforme as orientações técnicas de cada região/cultivar, para garantir o desenvolvimento adequado dos frutos neste período inicial do ciclo;

– Seguir o manejo fitossanitário recomendado para a cultura, dando atenção principalmente à incidência de pragas. Com a primavera mais seca, recomenda-se uma maior atenção no monitoramento e controle de ácaros, evitando inseticidas pouco seletivos que afetam os inimigos naturais destes insetos. Importante também o monitoramento de moscas-das-frutas, adotando o uso de iscas tóxicas;

– No estabelecimento de novos pomares, deve ser prevista irrigação para evitar a perda de mudas.

Silvicultura

– Adequar o manejo florestal, considerando a possibilidade de precipitação abaixo da média;

– Em povoamentos florestais, deve ser evitada a adubação mineral ou orgânica com elevadas concentrações de nitrogênio;

– Para a produção de mudas florestais em céu aberto, caso o viveirista tenha necessidade de aplicar fertilizantes, deve aumentar a relação potássio/nitrogênio da formulação mais indicada para cada espécie e estádio;

– Caso o produtor florestal tenha necessidade de realizar o plantio no trimestre outubro/novembro/dezembro, as mudas florestais devem apresentar um sistema radicular bem formado para garantir maior sobrevivência no campo.

Forrageiras

– Considerando o prognóstico de precipitação abaixo da média climatológica, promover a manutenção da cobertura de solo e de boa disponibilidade de forragem, adequando a lotação animal ao crescimento do pasto;

– Indica-se manter a lotação animal reduzida nas pastagens de azevém, para garantir boa ressemeadura natural no próximo ano;

– Escalonar os períodos de plantio/semeadura das pastagens cultivadas no verão utilizando mudas/sementes de alto vigor;

– Indica-se fazer silagem/feno de cultivos e pastagens de inverno/primavera, visando garantir maior disponibilidade de alimento no verão para as categorias de rebanhos mais exigentes, tendo em vista que o prognóstico de precipitação abaixo da média climatológica pode afetar o desenvolvimento das pastagens.

Piscicultura

– O produtor de peixes deve procurar manter o nível de água dos viveiros.

Fonte: Governo do Estado do RS

Presidente da Coopatrigo participou do ato inaugural da sede própria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Garruchos

(Foto: Divulgação)

Ato foi realizado com público reduzido e com os devidos cuidados de prevenção ao coronavírus

Na sexta-feira, dia 09 de outubro, foi realizado um ato para marcar a inauguração da sede própria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais em Garruchos, consolidando um projeto iniciado em 2009, quando o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio das Missões assumiu a atuação no município de Garruchos.

A inauguração, que tinha data para ser realizada no final do mês de março, em uma grande festa, acabou sendo transferida em virtude da pandemia do Covid-19 e, neste ato de sexta-feira, pequeno grupo de 8 pessoas participaram da inauguração, entre as quais o presidente da Coopatrigo, Ivo Batista.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio das Missões e Garruchos, Valdemari Marques, disse que a presença da Coopatrigo no ato foi muito importante, por todo o apoio que é dado aos Sindicatos pela Cooperativa e em especial a este projeto de construção da sede própria do Sindicato em Garruchos. A presidente disse ainda que a sede própria é a concretização de um projeto de 10 anos de trabalho e que certamente vai fortalecer a atuação sindical junto aos trabalhadores rurais de Garruchos.

O ato também contou com a presença do tesoureiro da Fetag, Aguinaldo Barcelos, que iniciou este projeto quando ainda presidia o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antônio das Missões e Garruchos e agora vê ele concretizado.

O presidente Ivo Batista parabenizou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Antonio das Missões e Garruchos por esta conquista da sede própria no município de Garruchos, dizendo que a agricultura familiar tem uma importância muito grande para a Coopatrigo e por isso ele procura sempre manter um bom relacionamento com os Sindicatos que atuam organizando e representando os trabalhadores rurais.

Por Roberto Marques – Assessor de Comunicação da Coopatrigo

Coopatrigo disponibiliza retorno do trigo safra 2019 aos seus associados

(Imagem: Divulgação)

Os recursos a que cada associado terá direito está disponível no conta corrente

Nesta semana, a Coopatrigo esteve mais uma vez cumprindo com o compromisso assumido com os seus associados e destinou o “retorno” da safra de trigo 2019. O montante distribuído ficou em R$ 3 milhões, sendo que cada associado recebeu R$ 1,10 por cada saca de trigo entregue e comercializada na Coopatrigo.

“No final de 2019 e início de 2020, período em que se concentra a comercialização do trigo, os preços não foram tão bons como os que estão sendo praticados neste momento, mas mesmo assim conseguimos boas negociações e estamos destinando uma parte para os nossos associados valorizando a sua entrega de produção na Cooperativa”, afirmou o presidente da Coopatrigo Ivo Batista.

Os recursos a que cada um associado terá direito está disponível no conta corrente e pode ser utilizado para compras na Cooperativa em qualquer setor: insumos, supermercados, consumo, agropecuárias e Postos de Combustíveis.

O “retorno” do trigo está sendo disponibilizado neste momento em que uma nova colheita está iniciando e a Coopatrigo demonstra o seu diferencial valorizando a entrega de produção. “Infelizmente a geada nos castigou mais uma vez nas culturas de inverno trazendo perdas consideráveis nas lavouras plantadas mais no cedo, mas temos boas perspectivas de qualidade nas lavouras do tarde, trazendo boas expectativas para a comercialização deste produto de qualidade, já que os preços estão bastante aquecidos”, disse Ivo Batista.

Pelas estimativas da área técnica da Coopatrigo, a quebra na safra de trigo ocasionada pela geada deve ficar na casa do 50%. “Era um ano muito bom para o trigo e o potencial da lavoura era um dos melhores dos últimos anos, mas infelizmente a ocorrência de uma geada forte nos trouxe todo este problema, mas vamos fazer a nossa parte e colher tentando separar as áreas mais afetadas daqueles que vão ter uma boa qualidade”, finalizou o presidente da Coopatrigo Ivo Batista.

Por Roberto Marques – Assessor de Comunicação da Coopatrigo

Modelo de comercialização por drive-thru pode ser expandido para outras regiões do estado, destaca presidente da Fetag

(Foto: Ilustrativa/Divinews)

Agricultura familiar vem sofrendo com a ausência das feiras. Formato adotado na Expointer pode ganhar espaço

O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, falou nesta semana sobre a adaptação das feiras da agricultura familiar para participarem da Expointer, que neste ano ocorre de forma atípica e com a maioria dos acontecimentos de forma digital. Ele explicou que foi elaborado um modelo de drive-thru, que permitirá aos frequentadores fazerem suas compras passando pelos estandes com o carro.

O modelo será avaliado e há possibilidade que possa ser estendido para outras regiões do estado. Outra novidade que surge a partir dessa parceria com a Secretaria de Agricultura do Estado – e com chance de expansão – é o ambiente virtual de negócios, que permitirá vendas pelo WhatsApp e entregas a domicílio.

Joel destaca que a ausência de feiras por conta da pandemia vem prejudicando muito as agroindústrias, especialmente aquelas que comercializam produtos mais perecíveis como gêneros de panificação e embutidos, pois com a menor duração fica mais difícil encontrar mercado fora da sua localidade. Por outro lado, o presidente comentou que algumas têm mais facilidade como as que trabalham com sucos, cachaça, vinhos e mel, cujo mercado é mais consolidado.

Reforma

Na oportunidade, Joel falou sobre a retirada da proposta de reforma apresentada pelo Estado, argumentando que no entendimento da Fetag o texto se resumia ao aumento de impostos e que é preciso corrigir outros problemas como a sonegação antes de encaminhar novas taxações. Outro ponto abordado pelo presidente, em tom crítico, foi o retorno das agências do INSS. Ele lamentou que poucos peritos tenham voltado e exigiu respeito com o contribuinte. Por fim, orientou que o agricultor familiar, antes de se dirigir a uma agência do INSS, procure o sindicato.

Fonte: Rádio São Luiz

Paulo Pires é reeleito presidente da FecoAgro/RS para o período 2020/2023

(Foto: Luiza do Prado/Jornal do Comércio)

Ele foi reconduzido de forma unânime

Em assembleia realizada nesta terça-feira, 22 de setembro, na sede da CCGL em Cruz Alta (RS), a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) elegeu sua diretoria para o período 2020/2023. Por aclamação, o atual presidente, Paulo Pires, foi reconduzido ao cargo, tendo como vice Darci Hartmann, de Cruz Alta.

Natural de São Luiz Gonzaga, o engenheiro agrônomo Paulo Pires, 59 anos, já foi presidente da Coopatrigo. Pires vai para seu terceiro mandato frente à entidade representativa das cooperativas agropecuárias gaúchas.

Confira a nominata

Presidente: Paulo Pires

Vice-presidente: Darci Pedro Hartmann

Conselho de Administração

Região 1

Titular: Dirceu Bayer – Coolan (Teutônia)

Suplente: Jefferson Smaniotto – Piá (Nova Petrópolis)

Região 2

Titular: José Paulo Kraemer Salerno – Cotrisel (São Sepé)

Suplente: José Alberto Pacheco Ramos – CAAL (Alegrete)

Região 3

Titular: Caio Cezar Fernandez Vianna – CCGL (Cruz Alta)

Suplente: Eduino Wilkomm – Cotrirosa (Santa Rosa)

Região 4

Titular: Nei César Mânica – Cotrijal (Não-Me-Toque)

Suplente: Leocézar Nicolini – Cotriel (Espumoso)

Região 5

Titular: Orildo Germano Belegante – Coasa (Água Santa)

Suplente: Rodoaldo Posser – Cotapel (Tapejara)

Conselho Fiscal

Titulares

Germano Dowich – Cotripal (Panambi)

Gelson Bridi – Cotricampo (Campo Novo)

Celso Leomar Krug – Cotribá (Ibirubá)

Suplentes

José Luis Leite dos Santos – Coagrisol (Soledade)

Dercio Sturmer – Coagril (Chapada)

Élio Luiz Duarte Pacheco – Cotrifred (Frederico Westphalen)

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da FecoAgro/RS

Fiscal Agropecuário alerta sobre como proceder em caso de recebimento de sementes não solicitadas do exterior

Amostras de sementes não solicitadas vindas do exterior foram recebidas no Rio Grande do Sul. (Foto: Divulgação/Seapdr)

Autoridades gaúchas estão preocupadas com o que pode estar por trás deste envio ainda não esclarecido

O Fiscal Agropecuário e engenheiro agrônomo, Alonso Duarte, falou na semana passada sobre a preocupação que o envio de sementes não solicitadas do exterior está causando nas autoridades brasileiras. Existem relatos de recebimento de grãos das formas mais inusitadas. Um dos casos, por exemplo, é de uma pessoa que comprou um tênis pela internet e recebeu junto, embaixo da palmilha, um pacote com os grãos.

Ainda não está esclarecido o que está pro trás da situação e, por isso, as autoridades consideram várias possibilidades, que podem ser desde uma brincadeira, algo pouco provável, até um cenário mais grave, que envolveria um agente biológico para causar danos ao agronegócio brasileiro.

A origem das sementes também é incerta, mas já foram encontradas emissões da Suécia, Hong Kong, Pequim e Taiwan. A China, inclusive, emitiu nota informando que o selo usado na exportação de lá era falso, por isso ainda não é possível ter ideia de onde veio e qual a intenção.

Alonso alerta que se a pessoa receber este pacote deve imediatamente entrar em contato com a Inspetoria Veterinária sem violar a embalagem, sob o risco de disseminar pragas ou patógenos que trariam prejuízos de grande importância para o Brasil. Como exemplo, o agrônomo lembrou um episódio na Bahia, quando um fungo chamado de “vassoura-de-bruxa” – que ninguém sabe como entrou – praticamente dizimou a cadeia produtiva de cacau. A recuperação levou quase trinta anos.

A orientação, portanto, é que caso percebam alguma embalagem semelhante entrem em contato com as autoridades. O telefone da 17ª Supervisão Regional, em São Luiz Gonzaga, é (55) 3352-1790. Nos demais municípios o contato pode ser feito diretamente com as inspetorias veterinárias.

Fonte: Rádio São Luiz

Ivo de Souza Batista destaca programação da semana de aniversário da Coopatrigo

(Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz)

Eventos foram adaptados para atenderem aos protocolos sanitários

O presidente da Coopatrigo, Ivo de Souza Batista, falou hoje (21/9) sobre o início da semana de comemorações do aniversário da cooperativa. Na próxima sexta-feira, 25 de setembro, serão comemorados 63 anos.

Por conta da pandemia, as comemorações foram adaptadas para atenderem aos protocolos sanitários. O Dia de Campo, por exemplo, está sendo filmado para que depois as gravações com os especialistas sejam enviadas para os associados.

Amanhã, às 19h, em parceria com a Basf, no parque do Sindicato Rural, tem o lançamento das sementes de soja. O ato, que terá presença de convidados da cooperativa e da Basf, ocorrerá no formato Drive-In, ou seja, a assistência estará dentro do seu próprio veículo e assistirá a programação no palco ouvindo pelo rádio FM. Após o lançamento, terá um show com o Grupo Rodeio, no mesmo formato.

Na sexta-feira, dia do aniversário, a programação contará com três grandes shows com artistas missioneiros. Segundo o presidente Ivo Batista, as atrações serão transmitidas pelas redes sociais da Coopatrigo e também pela Rádio São Luiz, diretamente da Casa Coopatrigo, no Parque do Sindicato Rural. As atrações confirmadas são Pedro Ortaça e Família, Xirú Missioneiro e Jorge Guedes e Família. A live inicia às 19h30min.

No ano de muitos desafios, com frustrações na safra de soja, geadas prejudicando o trigo e de uma pandemia que assola o mundo, Ivo comentou que a história da Coopatrigo sempre foi marcada por desafios e dessa vez não é diferente. “É um ano problemático e com o desafio do coronavírus. Difícil de vencer, mas estamos vencendo. Vamos vencer”, concluiu.

Fonte: Rádio São Luiz

Cartilha elaborada pelo MTG para retorno das atividades campeiras foi aprovada

(Foto: Divulgação)

Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural deu parecer favorável. Protocolo vale para regiões em bandeira amarela ou laranja

Conforme o Vice-presidente Campeiro do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Adriano Pacheco, o ofício encaminhado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural solicitando a retomada das atividades campeiras teve parecer favorável da pasta. A previsão era que esse documento ficasse pronto no dia 1º de outubro, mas a contribuição das 30 regiões tradicionalistas permitiu que a cartilha fosse concluída com bastante antecedência.

No fim de semana passado, em Santa Maria, já ocorreu o primeiro evento baseado nas orientações da cartilha. Foi uma laçada em trio, com 110 inscritos e com uma programação que atendeu as recomendações elencadas no documento, como verificação da temperatura, distanciamento, uso de máscara, não compartilhamento de objetos como copos e semelhantes, entre outros.

Para entidades interessadas em realizar as atividades, a orientação é que procurem organizar o evento com base nas orientações do documento elaborado pelo MTG. A cartilha está disponível no site da entidade, no portal da secretaria de Agricultura e nas regiões tradicionalistas. Adriano destaca que o documento precisa ser seguido e respeitado, pois é ele que vai nortear aqueles que tiverem intenção de realizar atividades semelhantes.

Deve ser feito pedido formal ao gestor do município para que este proceda com a liberação e depois de juntada a documentação, já com aval do gestor, apresentada na inspetoria que vai avaliar as condições. Antes, em média, a resposta levava cerca de 30 dias, mas, conforme o vice-presidente campeiro, o processo tem tramitado com bastante celeridade por conta do natural diminuição de eventos.

Passo a passo
Para a liberação de atividade campeira, o promotor e/ou realizador deve seguir os seguintes passos:
1. Elaborar o projeto com procedimentos a serem seguidos na realização do evento;
2. Protocolar na Secretaria Municipal de Saúde ou Comitê Municipal de Gestão da Pandemia o projeto e o pedido de autorização para realização do evento;
3. Após aprovado, apresentar as autorizações na Inspetoria Veterinária local, para cadastramento do evento

Por Kelvin Morais

Fonte: Rádio São Luiz

Agricultura alerta sobre recebimento de sementes não solicitadas do exterior

(Foto: Gabriel Zapella/Cidasc)

Em Santa Catarina, agricultores têm recebido sementes não solicitadas do exterior

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) alerta para o recebimento de sementes vindas do exterior sem encomenda ou solicitação do destinatário.

Casos relatados à Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) dão conta de que agricultores daquele estado estão recebendo pequenos pacotes contendo sementes diversas, não identificadas, como brindes acompanhando compra de outros produtos, ou até mesmo sem ter feito qualquer tipo de encomenda. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento também já havia alertado sobre situações similares ocorridas nos Estados Unidos, que estão sob investigação pelo órgão oficial de defesa agropecuária americano (APHIS-USDA).

“A importação de vegetais é regulamentada para evitar que pragas venham a atingir as áreas de produção e o meio ambiente do Rio Grande do Sul, com grande risco de prejuízos à economia agropecuária e impactos ambientais”, elucida Ricardo Felicetti, chefe da divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapdr.

Ainda não há relato de casos deste tipo no Rio Grande do Sul, mas a Secretaria da Agricultura orienta a população – principalmente os agricultores – que, caso recebam pacotes de sementes não encomendados, entreguem o material à inspetoria de defesa agropecuária ou escritório de defesa agropecuária mais próximo do seu município. “O pacote não deve ser aberto ou descartado no lixo, nem o material ou as sementes devem ser cultivados ou descartados no solo sob nenhuma hipótese, a fim de evitar que estas sementes atinjam o meio ambiente e áreas agrícolas do Estado”, alerta Ricardo.

Outros canais para comunicação de recebimento de sementes não solicitadas do exterior são os telefones da divisão de Defesa Sanitária Vegetal, (51) 3288-6289 e 3288-6294, WhatsApp (51) 98412-9961 ou o e-mail [email protected].

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural