Projeto para renegociação de dívidas rurais avança no Senado

Foto: Canva
O projeto de lei que cria uma linha especial de crédito para renegociação de dívidas rurais foi aprovado nesta quarta-feira (27/05), pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. O PL 5.122/2023 estabelece o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal e segue para votação no plenário. Entidades ligadas ao setor defendem a medida como forma de mitigar os impactos de quebras de safra e extremos climáticos na produção agrícola.
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O projeto é de autoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE) e teve como relator o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). O relatório indica que poderão ser contemplados produtores rurais e cooperativas que tenham registrado perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda agropecuária esperada.
A proposta passou pela CAE em votação simbólica, com voto contrário do líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA). O relatório do senador Renan Calheiros foi favorável ao projeto. Ele manteve parte do parecer inicial atendendo ajustes do governo, mas sem incorporar o substitutivo integral do Ministério da Fazenda.
Originalmente, a proposta previa ajuda apenas para produtores afetados por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. No Senado, o texto final foi ampliado para incluir produtores rurais com dívidas consideradas “estressadas”, categoria que engloba contratos inadimplentes, renegociados ou prorrogados.
O parecer aprovado na CAE também prevê suspensão temporária de cobranças administrativas e judiciais das dívidas enquadradas, além da possibilidade de ampliação de prazos de pagamento em casos excepcionais.
A votação estava prevista para a semana passada, mas acabou adiada após pedido da equipe econômica do governo federal. Estimativas do Ministério da Fazenda indica que o impacto fiscal do PL pode chegar a R$ 1,4 trilhão em dívidas rurais e gerar impacto fiscal de R$ 817 bilhões em 13 anos. O relator, porém, discorda dos dados do governo e afirma que o impacto deve ser de R$ 100 bilhões ao longo de dez anos.
Entidades celebram aprovação
Diferentes entidades ligadas ao agronegócio pressionavam pela aprovação do projeto. Após a aprovação na CAE, representantes do setor celebraram. “A aprovação da proposta é de suma importância para garantir a permanência dos pequenos e médios produtores na atividade e uma demonstração de alinhamento entre as entidades do agro e a Frente Parlamentar da Agropecuária”, comentou o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon.
O presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, também comemorou a aprovação. “Vai resolver os problemas do endividamento do Estado do Rio Grande do Sul sob o ponto de vista dos produtores rurais”, disse. Já o presidente da Fetag-RS, Eugênio Zanetti, lamentou a falta de consenso com o governo federal. “Nós estávamos dispostos a dialogar. Agora o projeto aprovado como foi, construído por várias mãos, por todos os setores da agricultura, atende, na íntegra, a necessidade da agricultura, tanto a familiar, como a patronal”.
Fonte: Rádio São Luiz
Crédito rural, estiagem e diversificação produtiva pautam encontro do 12º Grito de Alerta

Foto: Monize Batista – Assessora da regional Sindical Missões II
O 12º Grito de Alerta da Regional Missões II foi realizado na quarta-feira, 14 de maio 2026, na Câmara de Vereadores de São Luiz Gonzaga, reunindo lideranças políticas, entidades ligadas ao setor rural, cooperativas, representantes da agricultura familiar e agricultores da região. A mobilização integra uma série de encontros promovidos pelos sindicatos dos trabalhadores rurais nos municípios das regiões Missões, Fronteira e Noroeste, com foco em debates sobre agricultura familiar, acesso às políticas públicas, crédito rural, endividamento agrícola e alternativas de matriz produtiva para a região.
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Conforme as discussões apresentadas durante o encontro, o novo formato do Grito de Alerta busca promover debates locais e ampliar a participação das lideranças municipais e regionais na construção de propostas voltadas ao meio rural. A programação iniciou em Roque Gonzales e segue por outros municípios da regional Missões II, incluindo Santo Antônio das Missões, Itacurubi, Porto Xavier, Pirapó, São Nicolau e Dezesseis de Novembro.
Entre os principais pontos abordados esteve a situação econômica enfrentada pelos agricultores em razão das sucessivas perdas climáticas registradas nos últimos anos. Durante o encontro, foram apresentados dados relacionados à redução do crédito rural e às limitações de acesso às políticas públicas de proteção agrícola. Segundo informações debatidas no evento, São Luiz Gonzaga registrou redução de aproximadamente R$ 133 milhões em crédito rural no comparativo entre os planos safra 2023/2024 e 2025/2026, além de diminuição nas áreas cobertas pelo Proagro.
As discussões também trataram da necessidade de diversificação produtiva e da busca por alternativas econômicas para pequenas propriedades rurais diante das mudanças climáticas e da dependência de culturas voltadas à exportação. Representantes presentes defenderam a ampliação de debates regionais envolvendo universidades, entidades técnicas, cooperativas e órgãos ligados ao setor agropecuário para construção de estratégias voltadas à agricultura familiar e ao desenvolvimento regional.
Durante o encontro em São Luiz Gonzaga participaram representantes do Executivo Municipal, vereadores, entidades do setor agropecuário, cooperativas, Emater, Sindicato Rural e instituições de ensino superior. O debate também abordou questões relacionadas à saúde física e mental dos agricultores diante do cenário de endividamento e das dificuldades enfrentadas pelo setor primário nos últimos anos.
Fonte: Rádio São Luiz
12° Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste chega em São Luiz Gonzaga nesta quinta (14)

Foto: Fernando Dias/SEAPI-RS
São Luiz Gonzaga recebe nesta quinta-feira (14/05) um dos debates do 12° Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste. Nesta edição, a mobilização acontece em um formato diferente, com diferentes encontros nos municípios de abrangência da região. Em entrevista à Rádio São Luiz, no programa Olho Vivo, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de São Luiz Gonzaga e presidente da Sindical Missões II, Rafael Dalenogare Paz, explicou os detalhes do encontro.
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Em São Luiz Gonzaga, o encontro será realizado a partir das 14h, na Câmara de Vereadores. Segundo Rafael, um dos objetivos é apresentar dados e discutir a situação dos produtores rurais, especialmente, com relação ao endividamento no campo e aos impactos dos eventos climáticos extremos na produção agrícola.
A mobilização, organizada pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) já contou com debates semelhantes em Roque Gonzalez e Santo Antônio das Missões. A expectativa é de reunir também lideranças do setor e autoridades políticas.
Uma das preocupações citadas por Rafael é com relação ao acesso ao crédito rural, além da diminuição de produtores com possibilidade de ingressar no Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária), justamente, por conta das dívidas acumuladas em anos de quebra de safra.
“É um tema que preocupa a todos e temos que olhar que a região das Missões é diferenciada, não podemos tratar como as demais partes do estado. Nós discutimos um amplo debate de renegociação de dívida para o Estado inteiro, o que é uma coisa, mas se nós olharmos a região das Missões, é muito mais grave a situação que nós vivenciamos por causa da questão climática“, destaca o presidente da Sindical Missões II.
Rafael comentou sobre o trabalho realizado pela Fetag-RS, em conjunto com outras entidades, para pressionar o Congresso pela aprovação de medidas para apoiar o setor, como a chamada securitização com o Projeto de Lei n° 5.122/2025, em tramitação no Senado Federal.
Os encontros do 12° Grito de Alerta Missões Fronteira Noroeste também visam discutir alternativas para outras matrizes agrícolas e formas para diversificar a renda no campo, considerando a alta dos custos de produção e as questões climáticas. Rafael enfatiza que é preciso discutir políticas específicas para a agricultura familiar e os pequenos produtores, o que envolve também os municípios, o Estado e a União.
Matéria relacionada: Presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga descreve mobilização para cobrar securitização
Fonte: Rádio São Luiz
Presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga descreve mobilização para cobrar securitização

Foto: Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga
A presidente do Sindicato Rural de São Luiz Gonzaga, Margareth Costa Beber, concedeu entrevista na manhã desta terça-feira (12/05) ao programa Olho Vivo, da Rádio São Luiz. Na ocasião, ela comentou sobre reunião realizada com produtores da 12° Coordenadoria Regional da Farsul para discutir a securitização das dívidas rurais e medidas de apoio à produção agrícola na região das Missões e no Rio Grande do Sul.
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O encontro reuniu diferentes lideranças do setor e teve a participação do senador Luiz Carlos Heinze (PP), responsável por elaborar documento que pede a suspensão de dívidas rurais pelo prazo de 120 dias. A securitização de dívidas de custeio e investimentos é uma das demais centrais dos produtores, em virtude, das perdas acumuladas em anos recentes, com quebras de safra e queda na produtividade das lavouras.
O objetivo é pressionar pela aprovação do Projeto de Lei n° 5.122/2025, de autoria do deputado federal Domingos Neto (PSD/CE) e que pretende autorizar o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento destinada a produtores rurais afetados por eventos climáticos. A matéria está atualmente em análise na Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado Federal.
Margareth mencionou a diminuição dos preços dos grãos, o que impacta na rentabilidade dos produtores. Segundo ela, caso a situação não seja resolvida, muitos produtores podem desistir de seguir na atividade. “Não tendo produtividade, não tem como você pagar suas contas”, enfatiza a presidente do Sindicato Rural e também agricultora.
Outra preocupação citada por Margareth é com relação aos impactos na economia regional, decorrente da diminuição da capacidade de compra dos produtores. Ela ressaltou também a necessidade de união entre diferentes setores para cobrar medidas de apoio por parte do poder público.
“Nós precisamos desse alongamento, o pedido desses 120 dias é pra ver se, se nós ainda consigamos que o Congresso aprove a securitização”, explica Margareth. A presidente do sindicato citou ainda a necessidade de políticas de subsídio ao setor primário, com juros mais baixos para possibilitar o pagamento das dívidas.
Fonte: Rádio São Luiz
Alerta sanitário para raiva em herbívoros é emitido após confirmação de focos em municípios da região

Foto: André Witt/Divulgação Seapdr
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul emitiu, no dia 17 de abril, um alerta sanitário para a ocorrência de raiva em herbívoros nos municípios de Tiradentes do Sul e São Nicolau, após a confirmação de focos da doença nessas localidades. O comunicado considera o aumento de agressões a animais de produção na região e a ausência de identificação dos refúgios de morcegos hematófagos, principais transmissores do vírus.
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O alerta também indica a possibilidade de expansão dos focos para municípios próximos. Na área de influência de Tiradentes do Sul, estão sob monitoramento localidades como Esperança do Sul, Crissiumal e Derrubadas. Já no entorno de São Nicolau, o acompanhamento inclui municípios como Pirapó, Garruchos e Dezesseis de Novembro, em razão do risco de disseminação da doença.

Foto: IA
De acordo com a coordenação do programa estadual de controle, equipes técnicas atuam no monitoramento dos focos confirmados, no atendimento a notificações de suspeitas e na adoção de medidas sanitárias para conter a circulação do vírus. As ações envolvem a busca ativa por abrigos de morcegos hematófagos e a orientação aos produtores rurais quanto à necessidade de vacinação dos rebanhos, considerada a principal medida preventiva contra a doença.
A orientação técnica estabelece que, ao identificar possíveis refúgios de morcegos, os produtores não realizem captura por conta própria e comuniquem imediatamente os órgãos de defesa agropecuária. Os abrigos mais frequentes incluem troncos ocos, cavernas, fendas em rochas, túneis e edificações abandonadas. A captura dos morcegos é realizada exclusivamente pelos Núcleos de Controle da Raiva do Estado, compostos por equipes técnicas capacitadas e imunizadas contra a doença. O acionamento ocorre por meio das regionais da Secretaria da Agricultura, tanto em situações com confirmação laboratorial de raiva em herbívoros quanto diante da verificação de elevados índices de mordeduras em animais de produção, como bovinos, equinos, ovinos e suínos, em determinada região.
Sintomas:
Animais de produção: geralmente apresentam raiva paralítica, começando com mudança de comportamento e evoluindo para perda de apetite, andar cambaleante, dificuldade de respirar e engolir, paralisia e morte.
Cães e gatos: geralmente apresentam a raiva furiosa, tornando-se agitados, agressivos e procurando lugares escuros. Outros sintomas são salivação intensa e apetite estranho, com ingestão de objetos que não fazem parte da alimentação.
A vigilância sanitária reforça que a notificação rápida de casos suspeitos e a adoção de medidas preventivas são determinantes para evitar a ampliação dos focos e reduzir impactos na produção pecuária.
Fonte: Rádio São Luiz/Seapi
Umidade do solo gera preocupações para a colheita de soja na região

Foto: Luiz Oneide / Rádio São Luiz
A colheita das lavouras de soja na região das Missões tem avançado nas últimas semanas, atingindo cerca de 50% a 70% de área colhida em algumas localidades. Porém, as recentes chuvas levantam preocupações com relação à umidade do solo, o que pode prejudicar a entrega dos grãos e atrasar a finalização da colheita.
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Segundo o presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, a produtividade média varia de forma considerável entre diferentes áreas da região. Esse contexto, somado às dificuldades relacionadas ao endividamento dos produtores rurais, deve prejudicar os resultados da safra atual.
Pires aponta a possibilidade de redução das áreas plantadas em virtude dessas condições econômicas desfavoráveis. “A situação é muito difícil, porque além dos preços dos produtos agrícolas estarem baixos, há a questão de não ter uma política pública que trate o endividamento do produtor”, acrescenta.
Apesar da apreensão com o retorno das chuvas, o engenheiro agrônomo e coordenador técnico da Coopatrigo, Bento Buttenbender, destaca que ainda não foram registradas perdas por conta de excesso de umidade. “O que nós temos no momento são baixas produtividades em função da estiagem que ocorreu na nossa região”, pontua.
A previsão é de que, mesmo com a volta da regularidade das chuvas, os produtores consigam finalizar a colheita no tempo previsto. O presidente da Coopatrigo lembra, contudo, que os preços baixos dos grãos também geram preocupações para a rentabilidade das lavouras.
Sobre a safra de inverno, a expectativa é de um aumento da área plantada com canola na região. “A canola é uma atividade que o produtor está buscando, porque ela ainda traz renda para o produtor”, explica Bento. Em contrapartida, a área de lavouras de trigo devem diminuir cerca de 35%.
Fonte: Rádio São Luiz
Caibaté decreta situação de emergência por conta de impactos da estiagem

Foto: Divulgação / Prefeitura de Caibaté
O município de Caibaté decretou nesta terça-feira, 7 de abril, situação de emergência por conta da estiagem. O documento menciona os reflexos da falta de chuvas na redução da produção agrícola e das reservas hidrológicas locais. Outros munícipios da região já haviam adotado a mesma medida.
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O decreto nº 4916/2026 descreve a redução dos volumes de chuva desde o início do ano, com queda nos fluxos dos rios, comprometendo o abastecimento de água. Com a declaração de emergência, o município passa a poder dispensar a realização de licitações para aquisições de bens necessários ao atendimento da situação de emergência ou do estado de calamidade pública.
Em nota, a prefeitura informou que a situação já estava sendo monitorada de forma preventiva. “Com a decretação da Situação de Emergência, o Município passa a ter maior agilidade nos processos administrativos, podendo mobilizar recursos, buscar apoio dos governos estadual e federal e ampliar as medidas de enfrentamento”, acrescenta o texto.
Em todo o Rio Grande do Sul, mais de 60 municípios já decretaram situação de emergência por conta da atual estiagem. A lista inclui municípios das Missões, como São Luiz Gonzaga, Bossoroca, São Nicolau, Santo Antônio das Missões e Rolador.
Fonte: Rádio São Luiz
Entrega de máquinas agrícolas do Promaq contempla municípios das Missões

Foto Klisman Felix/Mapa
O Ministério da Agricultura e Pecuária realizou, na segunda-feira, 30 de março de 2026, em Porto Alegre/RS, a entrega técnica de máquinas e equipamentos agrícolas a municípios do Rio Grande do Sul, em ação vinculada ao Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq). Ao todo, foram repassados 158 equipamentos a 141 municípios, com previsão de ampliação para 178 unidades até o mês de abril.
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A iniciativa integra uma estratégia federal voltada à mecanização no campo, com foco na qualificação da produção agropecuária, ampliação da produtividade e redução de desigualdades regionais. Instituído em fevereiro de 2025 por meio da Portaria nº 775, o programa completa um ano com a distribuição de mais de 3 mil máquinas em aproximadamente 1.700 municípios brasileiros, alcançando cerca de 2 milhões de produtores rurais.
Os equipamentos entregues incluem caminhões basculantes, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, pás carregadeiras, caminhões-pipa, retroescavadeiras e rolos compactadores, adquiridos com recursos oriundos de emendas parlamentares. A distribuição contempla diversas regiões do estado, entre elas as Missões, onde municípios foram diretamente beneficiados com novos maquinários destinados à infraestrutura rural e ao suporte à produção agrícola.
Na região missioneira, São Luiz Gonzaga foi contemplado com um caminhão plataforma de 11 metros, um rolo compactador de solo e um caminhão caçamba basculante trucado, equipamentos que passam a integrar a estrutura de atendimento ao setor rural. Em Bossoroca, foi destinado um rolo compactador com capacidade de 12,2 toneladas, voltado à manutenção de estradas e apoio à logística agrícola. O município de Dezesseis de Novembro recebeu uma escavadeira hidráulica e um caminhão caçamba basculante trucado, ampliando a capacidade operacional dos serviços públicos.
Roque Gonzales passou a contar com uma motoniveladora, equipamento utilizado na recuperação e conservação de vias rurais. Já Ubiretama recebeu um caminhão 6×4 e um rolo compactador, destinados à Secretaria de Obras e Transportes, com aplicação em melhorias na infraestrutura urbana e rural. Também foram contemplados os municípios de São Pedro do Butiá e Entre-Ijuís, dentro da mesma política de distribuição de máquinas agrícolas.
Com a nova entrega, o volume de equipamentos repassados ao Rio Grande do Sul pelo programa ultrapassa 400 unidades, consolidando a atuação do Promaq como instrumento de apoio à estrutura produtiva dos municípios e ao desenvolvimento do setor agropecuário.
Fonte: Rádio São Luiz
Prazo para realizar a Declaração Anual de Rebanho começa em abril

Foto: Canva
O prazo para que criadores de animais realizem a Declaração Anual de Rebanho 2026 começa na próxima quarta-feira (01/04). A entrega dos formulários com as informações acerca das características dos animais e da propriedades é uma forma de reunir informações sobre a produção pecuária gaúcha e facilitar o trabalho de defesa sanitária no Rio Grande do Sul.
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O prazo para preenchimento da declaração segue até 30 de junho. O processo pode ser feito on-line pela plataforma SDA – Produtor Online, para isso, existe um tutorial para orientar os produtores. Também é possível fazer presencialmente, levando os formulários em PDF já preenchidos ou informando verbalmente nas Inspetorias ou Escritórios de Defesa Agropecuária.
Médica veterinária e fiscal estadual agropecuária, Renata Franco Antocheviez Stacowski destaca que a entrega da declaração é obrigatória para todos os produtores que possuem cadastro ativo, independente de terem saldo. Fazem parte da lista de animais que devem ser informados: ovinos, caprinos, suínos, equinos, aves, além de peixes e abelhas -nos casos de piscicultores e apicultores.
“Existe a possibilidade de realizar de forma on-line. assim como nós continuamos com a possibilidade de realização através do atendimento presencial nas inspetorias”, reforça Renata, responsável pela Supervisão Regional de São Luiz Gonzaga. No município, a inspetoria está localizada na Rua Bento Soeiro de Souza, número 2448. A lista completa com os endereços dos escritórios na região está disponível no site da Secretaria de Agricultura do RS.
A médica veterinária destaca que a declaração possuir informações muito importantes também para os produtores. Por meio desse levantamento, as inspetorias conseguem melhorar os serviços de atendimento aos pecuaristas gaúchos, além de responder com mais agilidade à possíveis emergências sanitárias.
“Ele nos traz um panorama atualizado do sistema de criação de todo o Estado. Esse panorama vai servir como um subsídio para a implantação de políticas públicas”, complementa Renata. Nos 31 municípios da região, são esperadas cerca de 29 mil declarações e, em São Luiz Gonzaga, a expectativa é de 1.142.
Em caso de não entrega no prazo ou de alguma inconsistência, o produtor passa a ser impedido de realizar movimentações do seu rebanho. Além disso, produtores com mais de 3 anos de atividades também recebem um auto de infração e têm de pagar uma multa.
Fonte: Rádio São Luiz
FecoAgro/RS elege nova diretoria para o triênio 2026–2029

Foto: CCGL e Cotrisoja/Divulgação
A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) elegeu na terça-feira 24 de março 2026, por aclamação, a nova diretoria para o triênio 2026–2029 durante assembleia realizada em Cruz Alta. O produtor rural Adriano José Borghetti foi escolhido para a presidência da entidade, sucedendo Paulo Pires, que esteve à frente da federação por quatro mandatos consecutivos e, na nova composição, passa a ocupar o cargo de vice-presidente.
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A eleição mantém a continuidade administrativa da FecoAgro/RS, uma vez que Borghetti integrou a gestão anterior como vice-presidente no período de 2023 a 2026. A federação representa as cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul e atua na articulação institucional e na defesa das demandas do setor.
Ao assumir a presidência, Borghetti indicou que a gestão terá como diretriz a aproximação com as cooperativas e produtores, além do fortalecimento da representatividade institucional. Segundo ele, a federação atua como espaço de convergência do cooperativismo agropecuário gaúcho, com base na experiência acumulada e na participação das cooperativas filiadas.
Com 43 anos, o dirigente é produtor rural na região do Alto Jacuí, com atuação na produção de grãos. A propriedade é conduzida em conjunto com a família, com foco na gestão produtiva e operacional. Associado à Cotrisoja, com sede em Tapera, desde 2005, exerceu a presidência da cooperativa a partir de 2016 e, atualmente, ocupa os cargos de vice-presidente e diretor comercial, atuando nas áreas de negócios de grãos e insumos. Também integra o conselho fiscal do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul (Sescoop/RS) e é vice-presidente da Cooperativa Central de Serviços Agropecuários (CCSA).
A nova diretoria da FecoAgro/RS ficou composta por Adriano José Borghetti na presidência e Paulo Pires na vice-presidência. O Conselho de Administração, na condição de titulares, é formado por Alexandre Guerra, da Santa Clara, de Carlos Barbosa; Claudimir José Piccin, da Camnpal, de Nova Palma; Caio Cezar Fernandez Vianna, da CCGL, de Cruz Alta; Tiago Sartori, da Cotripal, de Panambi; Nei César Mânica, da Cotrijal, de Não-Me-Toque; e Luís Fernando Sossella, da Cotapel, de Tapejara. O Conselho Fiscal 2026, na condição de titulares, é composto por Gelson Bridi, da Cotricampo, de Campo Novo; Renato Severo de Almeida, da Agropan, de Tupanciretã; e Rudinei Luis Richter, da Coagril, de Chapada.
Fonte: Rádio São Luiz
Município de Bossoroca decreta situação de emergência devido à estiagem

Foto: Canva/Ilustrativa
O Município de Bossoroca/RS oficializou, por meio do Decreto nº 6.167, de 19 de março de 2026, a declaração de situação de emergência nas áreas afetadas pela estiagem. A medida foi adotada diante da redução das precipitações pluviométricas e da ausência de chuvas previstas para a temporada, fatores que comprometeram as reservas hídricas e impactaram diretamente o abastecimento e a produção agropecuária em todo o território municipal.
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O decreto considera relatórios técnicos elaborados por órgãos municipais e entidades como a Emater/RS, além de manifestações de setores produtivos e de entidades representativas, que apontam prejuízos econômicos e sociais decorrentes da estiagem. Também foram levados em conta registros de reuniões com representantes do setor agropecuário, nas quais houve posicionamento favorável à decretação da situação de emergência em função da abrangência dos danos.
Com a formalização da medida, o Poder Executivo autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais sob coordenação da Defesa Civil para atuação nas ações de resposta, assistência à população atingida e recuperação das áreas afetadas. O decreto também prevê a possibilidade de convocação de voluntários e realização de campanhas para arrecadação de recursos destinados ao enfrentamento da situação .
Entre as disposições, está a autorização para que autoridades administrativas adotem medidas emergenciais em casos de risco iminente, incluindo acesso a propriedades para prestação de socorro e utilização de bens particulares, mediante posterior indenização quando houver danos. O texto também permite a abertura de processos de desapropriação por utilidade pública em áreas consideradas de risco intensificado.
O decreto estabelece ainda a dispensa de licitação para aquisição de bens, contratação de serviços e execução de obras necessárias às ações de resposta e reabilitação, desde que os contratos tenham prazo máximo de 180 dias. A normativa também prevê a possibilidade de movimentação de recursos vinculados ao FGTS por parte da população atingida, condicionada ao reconhecimento federal da situação de emergência.
Além disso, a medida abre caminho para acesso a mecanismos legais e financeiros, como abertura de crédito extraordinário, flexibilização de prazos fiscais e enquadramento em programas federais de apoio ao setor agropecuário, incluindo renegociação de dívidas no âmbito do Pronaf e do Proagro. O decreto também menciona a possibilidade de exceções em processos de licenciamento ambiental para ações emergenciais.
O ato tem validade de 180 dias a partir da data de publicação.
Fonte: Rádio São Luiz
Terceira edição do Plant Show amplia debate sobre eficiência produtiva e uso de tecnologias no agro

Foto: Luiz Oneide Nonemacher
A Coopatrigo realizou na quarta-feira, 18 de março 2026, a terceira edição do Plant Show, evento técnico voltado ao associado e estruturado como dia de campo de culturas de verão, desenvolvido na área experimental mantida pela cooperativa junto à Escola Técnica Estadual Cruzeiro do Sul. A proposta do encontro foi apresentar, de forma direcionada, práticas, tecnologias e estratégias de manejo aplicadas à realidade regional, com foco na tomada de decisão dentro das propriedades.
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A programação foi organizada em estações temáticas, abrangendo desde a qualidade de sementes e escolha de cultivares até manejo de solos, irrigação, pecuária, sistemas de produção e ferramentas digitais de gestão. O evento contou ainda com a participação de 26 parceiros do setor de insumos, que apresentaram soluções voltadas ao desempenho produtivo das lavouras, integradas ao conteúdo técnico apresentado pela cooperativa.
De acordo com a condução técnica do evento, a estrutura foi planejada para priorizar a transferência de conhecimento, com abordagem objetiva e alinhada aos desafios enfrentados pelos produtores da região, especialmente relacionados ao estresse hídrico, à variabilidade de produtividade e à necessidade de planejamento das safras. A organização destacou que o formato busca diferenciar-se de dias de campo comerciais, concentrando-se em conteúdo técnico e na qualificação das decisões produtivas.
O presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, afirmou que a iniciativa está direcionada à adaptação do produtor diante do cenário atual. Segundo ele, “o nosso dia de campo é um dia de campo de engajamento, de mostrar para o produtor o que a cooperativa está fazendo, para tentar fazer com que o produtor use o que tem de tecnologia para mitigar problema de clima, problema de preço baixo e conseguir usar melhor o solo”.
Entre os temas centrais, a irrigação foi tratada como alternativa para mitigação de perdas, embora ainda com alcance limitado em área. O manejo de solos recebeu ênfase, incluindo iniciativas em parceria com instituições de pesquisa para aprofundamento do perfil produtivo e melhoria da fertilidade. Também foram abordados sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, como estratégias para ampliar eficiência e diversificação da renda nas propriedades.
A digitalização da gestão rural foi apresentada por meio da plataforma SmartCoop, ferramenta desenvolvida em ambiente de intercooperação e disponibilizada aos associados, permitindo organização de dados produtivos, emissão de documentos fiscais e geração de relatórios gerenciais. O sistema inclui recursos de inteligência artificial voltados ao suporte operacional e à análise de informações, com aplicação direta no planejamento e acompanhamento das atividades agrícolas.
O Plant Show foi dividido em dois períodos, com participação organizada por unidades de atuação da cooperativa, abrangendo municípios da região missioneira. A iniciativa também foi aberta a estudantes e interessados no setor, ampliando o acesso ao conteúdo técnico apresentado.
A realização do evento ocorre em um contexto de desafios para o setor agropecuário, marcado por recorrência de estiagens, custos elevados e limitações de crédito, fatores que impactam a renda do produtor e exigem maior eficiência no uso de tecnologias e na gestão das propriedades. Nesse cenário, a cooperativa direciona suas ações para a qualificação técnica e a organização produtiva como instrumentos de enfrentamento das condições atuais.
Fonte: Rádio São Luiz
Plant Show 2026 reúne associados e parceiros em evento técnico sobre produção agrícola

Foto: Divulgação/Coopatrigo
A Coopatrigo realiza na quarta-feira, 18 de março 2026, a terceira edição do Plant Show, evento técnico voltado às culturas de verão e direcionado aos associados da cooperativa. A atividade ocorre na área experimental mantida em parceria com a Escola Técnica Estadual Cruzeiro do Sul, onde são conduzidos trabalhos de pesquisa e validação de tecnologias aplicadas à produção agrícola.
O Plant Show tem como objetivo apresentar, em formato de dia de campo, os resultados obtidos nas lavouras experimentais, além de difundir práticas agronômicas, inovações tecnológicas e estratégias de manejo voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência nas propriedades rurais. A programação está organizada em estações técnicas, estruturadas para abordar diferentes áreas da produção.
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Entre os conteúdos previstos estão a utilização de sementes certificadas e o tratamento industrial de sementes, o desempenho de cultivares adaptadas à região, sistemas de irrigação voltados à segurança hídrica, além da aplicação de agricultura de precisão no manejo do solo. Também serão apresentados dados de um projeto desenvolvido em parceria com a Embrapa, com foco na melhoria do perfil do solo e na sustentabilidade produtiva.
A programação inclui ainda abordagens sobre sistemas de produção com rotação de culturas, indicadores técnicos aplicados à pecuária e ferramentas digitais de gestão, como o uso de plataformas voltadas ao monitoramento e administração da propriedade rural.
O evento contará com a participação de 26 empresas parceiras do setor de insumos, que apresentarão tecnologias e soluções direcionadas ao desempenho das lavouras. A realização foi dividida em dois períodos, com o objetivo de organizar o fluxo de participantes.
No turno da manhã, a partir das 8h30, participam associados vinculados às unidades de Capão do Cipó, Florida, Santiago, Itacurubi, Garruchos, Santo Antônio das Missões, São Gregório, São José, São Borja, Pirapó, Rincão do Meio e São Nicolau. Já no período da tarde, com início às 15h30, a programação é destinada aos associados das unidades de Caibaté, Mato Queimado, Vista Alegre, Rolador, Roque Gonzales, Dezesseis de Novembro, Rincão Vermelho, Bossoroca, São Luiz Gonzaga e São Lourenço.
A iniciativa integra o calendário técnico da cooperativa e busca alinhar pesquisa, assistência técnica e aplicação prática no campo, com foco na tomada de decisão dos produtores associados.
Fonte: Rádio São Luiz
Prefeitura de São Luiz Gonzaga decreta situação de emergência devido à estiagem

Foto: Canva/Ilustrativa
A Prefeitura de São Luiz Gonzaga/RS decretou situação de emergência em razão da estiagem que atinge o município. O Decreto nº 7.896 foi assinado nesta segunda-feira, 9 de março, pelo prefeito de São Luiz Gonzaga José Antônio Flach Werle (Piti Werle) (MDB), estabelecendo prazo de validade de 180 dias, com possibilidade de prorrogação caso as condições climáticas permaneçam.
A medida foi adotada diante da redução das chuvas nos últimos meses, cenário que tem provocado a diminuição das reservas hídricas, impactos no abastecimento de água e reflexos nas atividades econômicas e sociais do município. A decisão havia sido anunciada anteriormente após reunião realizada com entidades representativas locais para avaliar os efeitos da estiagem na região.
Levantamento técnico apresentado pela Emater/RS-Ascar indica perdas em diferentes cadeias da produção agropecuária. As estimativas apontam prejuízos de 10% na bovinocultura de leite, 8% na bovinocultura de corte, 30% na produção de soja, 32% no milho grão, 50% no milho destinado à silagem, 50% na produção de alfafa, 30% nas hortaliças e 50% nos cultivos de subsistência. O impacto econômico total é estimado em mais de R$ 150 milhões.
Além das perdas na produção rural, também foram considerados os efeitos socioeconômicos decorrentes da estiagem, conforme levantamento realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação.
Com a publicação do decreto, o município inicia o encaminhamento do processo para reconhecimento da situação de emergência pelos órgãos competentes. O documento será enviado inicialmente à Defesa Civil regional (Deprec 5), posteriormente ao Governo do Estado para homologação e, na sequência, à União para reconhecimento federal. O reconhecimento possibilita ao município acessar programas de apoio, recursos emergenciais e medidas de auxílio à população atingida e aos produtores rurais.
Paulo Pires recebe Troféu Brasil Expodireto 2026 na categoria Liderança Cooperativa

Foto: You Tube TV Pampa
A cerimônia de entrega do Troféu Brasil Expodireto 2026, realizada no domingo, 8 de março 2026, no Centro de Eventos BierSite, em Carazinho/RS, marcou a abertura do calendário da 26ª edição da Expodireto Cotrijal. O evento reuniu autoridades, lideranças e representantes do agronegócio brasileiro e integra a programação que antecede a feira, programada para ocorrer de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque. A premiação reconhece trajetórias e iniciativas vinculadas à produção rural, à pesquisa, à gestão e à atuação institucional no setor agropecuário.
Entre os agraciados da edição de 2026 esteve Paulo Pires, da Fecoagro/RS, reconhecido na categoria Liderança Cooperativa, distinção concedida a dirigentes que atuam na organização e no fortalecimento do sistema cooperativo ligado ao agronegócio. Paulo também atua como presidente da Coopatrigo, cooperativa com sede em São Luiz Gonzaga e atuação em municípios da região das Missões.
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A lista de homenageados do Troféu Brasil Expodireto 2026 contemplou diferentes áreas de atuação do setor agropecuário, incluindo agroindústria familiar, jovem produtor rural, produção animal, pesquisa, sustentabilidade, proteção de cultivos, indústria de máquinas agrícolas, gestão ambiental, cooperativismo, liderança empresarial e liderança parlamentar. Também foram reconhecidas instituições financeiras, representantes do setor público e personalidades nacionais vinculadas à atividade agropecuária.
A lista de homenageados da premiação contemplou representantes de diferentes segmentos do setor. Na categoria Agroindústria Familiar, o reconhecimento foi concedido aos Apiários Paulinelli, representados por Alisson Paulinelli. Na categoria Jovem Produtor Rural, o agraciado foi Thiago Luiz Wiedhauper, da Fazenda Cruzinha. Em Produtor Rural, a distinção foi concedida a Hélio Ângelo Lodi, da Fazenda Guairacá. Na área de Produção Animal, o prêmio foi entregue à Dakar, representada por Igor Quirrenbach. Em Pesquisa, o reconhecimento foi destinado a Evaristo Eduardo Miranda.
Na categoria Intercooperação, o troféu foi concedido à iniciativa Soli 3, representada por Nei César Mânica, da Cotrijal, Walter Vontobel, da Cotrisal, e Tiago Sartori, da Cotripal. Em Sustentabilidade, o reconhecimento foi destinado à Biotrop, representada por Carlos Alberto Baptista. Na área de Proteção de Cultivos, o prêmio foi entregue à Syngenta, representada por André Savino. Em Gestão Ambiental, o destaque foi para a Be8, representada por Erasmo Carlos Batistella.
Na categoria Indústria de Máquinas e Implementos Agrícolas, a distinção foi concedida a Ingrid Saur. Em Cooperativismo, o reconhecimento foi destinado à Casa Cooperativa, representada por Heloisa Helena Lopes. O prêmio de Destaque Internacional foi concedido à IFW Expo, representada por Irene Sofie Ziegler. Em Destaque Regional, o agraciado foi Flávio Luiz Lammel, do Badesul. Na categoria Instituição Financeira, o reconhecimento foi concedido ao BNDES, representado por Marcelo Porteiro.
A premiação também contemplou Gilmar Veloz, na categoria Liderança Empresarial, e Carlos Augusto Melke, da Ulbra, em Atividade Empresarial. Na área pública, o troféu de Atividade Pública foi entregue a Artur Lemos, da Casa Civil. O prêmio de Liderança do Agro Gaúcho foi concedido a Edivilson Brum, da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, enquanto a distinção de Liderança Parlamentar Gaúcha foi destinada a Sérgio Peres, da Assembleia Legislativa do Estado.
Entre as homenagens nacionais, o troféu de Personalidade do Agro Nacional foi concedido ao ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi. O reconhecimento de Destaque Especial foi entregue a Luis Cláudio de Mattos Basto, comandante militar do Sul. Já a distinção de Personalidade Nacional foi concedida ao ex-presidente da República Michel Temer.
A iniciativa contou ainda com apoio institucional e participação de entidades do setor financeiro e cooperativo, além da presença de autoridades estaduais. A escultura que simboliza o troféu é uma obra assinada pela artista plástica Gloria Corbetta e foi concebida para representar elementos associados ao campo e à identidade cultural do agronegócio.
A premiação antecede oficialmente a programação da Expodireto Cotrijal, feira voltada à difusão de tecnologias, debates técnicos e apresentação de soluções voltadas à produção agrícola. O evento é realizado anualmente e reúne produtores, empresas, cooperativas, pesquisadores e agentes públicos ligados ao agronegócio brasileiro.
Fonte: Rádio São Luiz
Assembleia da Coopatrigo apresenta resultados e debate cenário do agronegócio

Foto: Alcides Figueiredo
A Coopatrigo realizou na sexta-feira, 6 de março de 2026, a Assembleia Geral Ordinária reunindo associados na Associação dos Funcionários da Coopatrigo, em São Luiz Gonzaga/RS. O encontro ocorreu após a conclusão do roteiro de reuniões regionais promovidas nas unidades da cooperativa, etapa em que foram apresentados aos associados dados sobre a gestão e os resultados do exercício anterior.
Durante as reuniões regionais, aproximadamente mil associados participaram dos encontros de prestação de contas, nos quais foram apresentados os números da cooperativa, as propostas relacionadas à destinação das sobras e as perspectivas para os próximos períodos. Esses encontros ocorreram nas comunidades onde a cooperativa mantém unidades, permitindo que os associados acompanhassem as informações sobre a administração e apresentassem sugestões, críticas e posicionamentos.
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O presidente da Coopatrigo, Paulo Cezar Vieira Pires, destacou que o modelo adotado pela cooperativa busca ampliar a participação dos associados no processo de tomada de decisões. Segundo ele, as reuniões regionais permitem o diálogo direto com os produtores antes da assembleia formal. “Nós fizemos 11 reuniões regionais, um modelo democrático em que vamos até as unidades dos produtores para discutir os problemas da cooperativa, ouvir opiniões, ideias e críticas. A assembleia é um ato obrigatório por lei, mas esse processo anterior ajuda a amadurecer as decisões que são tomadas aqui”, afirmou.
O dirigente também mencionou o desempenho econômico da cooperativa em um período considerado desafiador para a agricultura do Rio Grande do Sul. Conforme Paulo, a Coopatrigo registrou faturamento próximo de dois bilhões de reais no período analisado e realizou a destinação de aproximadamente R$ 24 milhões em sobras aos associados. Ele observou que o resultado ocorreu em um contexto marcado por dificuldades climáticas e redução da renda no campo. “Num ano de extrema dificuldade para o produtor, a cooperativa conseguiu manter desempenho, distribuir recursos e planejar novos investimentos, mesmo com o cenário preocupante para a agricultura”, declarou.
Entre os fatores apontados como desafios recentes para o setor, o presidente mencionou a ocorrência de eventos climáticos, o endividamento de produtores e as dificuldades de renda enfrentadas no meio rural. Segundo ele, quando o produtor enfrenta dificuldades financeiras, os reflexos também são sentidos pelas cooperativas que atuam no apoio à atividade agrícola.
O vice-presidente da Coopatrigo, Marcos Pilecco, ressaltou que o processo de prestação de contas nas unidades busca aproximar a cooperativa de seus associados. De acordo com ele, as reuniões regionais permitem que os produtores acompanhem diretamente a administração da instituição. “As reuniões nas regionais são momentos de prestação de contas para que o associado, na sua comunidade, veja o que a cooperativa está fazendo e como está administrando o seu patrimônio, porque o associado é o dono da cooperativa”, explicou.
Pilecco também destacou que a Assembleia Geral Ordinária representa o momento de aprovação dos resultados apresentados e das propostas administrativas da cooperativa. Conforme ele, o encontro é o espaço em que os associados podem se manifestar e participar das decisões institucionais. “A assembleia é a oportunidade em que o associado tem vez e voz para se manifestar sobre os resultados e sobre os encaminhamentos da cooperativa”, afirmou.
A assembleia ocorreu conforme as determinações da Lei nº 5.764, que regulamenta o funcionamento das cooperativas no Brasil, e marcou o encerramento do processo anual de prestação de contas da Coopatrigo junto aos seus associados. O encontro consolidou as deliberações referentes aos resultados do exercício analisado e às propostas administrativas para o próximo período.
Fonte: Rádio São Luiz
Coopatrigo conclui reuniões preparatórias e convoca associados para assembleia geral

Foto: Assessoria de Comunicação e Marketing
Na última terça-feira, 3 de março de 2026, a Coopatrigo concluiu o roteiro de Reuniões Regionais de prestação de contas aos associados. Ao todo, foram realizados 11 encontros em diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo cerca de mil associados. As reuniões ocorreram nas localidades de Garruxo, Rolador, Bossoroca, Santiago — incluindo encontros nas comunidades da Florida e Capão dos Cipós — além de São Nicolau, Roque Gonzales, Pirapó, Mato Queimado, Santo Antônio das Missões e São Luiz Gonzaga.
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Os encontros foram coordenados pelo presidente da Coopatrigo, Paulo Pires, que apresentou aos participantes um relatório de gestão com o desempenho da cooperativa nos últimos cinco anos. Durante a apresentação, foram abordados os principais desafios enfrentados no período, especialmente os impactos provocados por três estiagens severas que atingiram a região e influenciaram diretamente a produção agrícola.
Os associados também tiveram acesso ao demonstrativo financeiro referente ao exercício de 2025, com informações sobre os resultados da cooperativa e a destinação das sobras. A proposta apresentada pelo Conselho de Administração para essa destinação foi submetida à apreciação dos participantes e aprovada por unanimidade em todos os encontros realizados.
Durante as reuniões, o presidente destacou a importância da participação dos associados no acompanhamento das atividades da cooperativa e na avaliação das ações de gestão adotadas nos últimos anos. Segundo ele, os encontros regionais possibilitam ampliar o diálogo com os cooperados e apresentar informações detalhadas sobre a condução administrativa e econômica da instituição.
Com o encerramento do roteiro regional, os associados foram convocados para participar da Assembleia Geral Ordinária da Coopatrigo, marcada para esta sexta-feira, 6 de março, a partir das 14 horas, na Associação dos Funcionários, em São Luiz Gonzaga. Conforme destacou o presidente, a assembleia é o órgão soberano da cooperativa, momento em que os associados se reúnem para deliberar sobre os encaminhamentos institucionais e aprovar oficialmente a prestação de contas apresentada pela gestão.
Fonte: Rádio São Luiz
Cavalgada 4 Cantos do Rolador terá roteiro por comunidades rurais e valorização das tradições gaúchas

Foto: Divulgação
A Cavalgada 4 Cantos do Rolador vai reunir diferentes pessoas em um roteiro pelas comunidades rurais do município. A iniciativa está sendo organizada pelo CTG Tropeiro das Missões, com o objetivo de valorizar as paisagens naturais de Rolador e as tradições gaúchas. A cavalgada terá início na quinta-feira (19/03) e seguirá até o domingo (22/03).
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Coordenador da cavalgada, Sérgio Nei explica que a ideia para o evento nasceu nos diálogos entre os membros do CTG Tropeiro das Missões e do desejo de promover uma iniciativa para valorizar a tradição, a cultura e o espírito campeiro. “É um momento de lazer, de encontro entre amigos para admirar as belezas que têm no nosso Rolador”, complementa.
O roteiro inclui a passagem por diferentes pontos limítrofes do município, com previsão de almoço e pernoite em diferentes localidades. Nesta primeira edição, as inscrições foram por meio de convite, com a maioria dos participantes de Rolador e algumas pessoas de outros municípios. A iniciativa conta também com apoio da Administração Municipal.
Confira o cronograma da Cavalgada 4 Cantos de Rolador:
- Dia 19/03 (quinta-feira)
- Dia 20/03 (sexta-feira)
- Dia 21/03 (sábado)
- Dia 22/03 (domingo)
Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone: (55) 99663-9255.
Fonte: Rádio São Luiz
Novo presidente da Fetag-RS descreve pautas prioritárias para agricultura familiar no RS

Foto: Divulgação/Fetag-RS
Após 12 anos, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) tem um novo presidente. Eugênio Zanetti assumiu o cargo na última sexta-feira (27/02) no lugar de Carlos Joel da Silva. Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, Eugênio comentou sobre os principais desafios da agricultura familiar no Estado e as pautas prioritárias para a nova gestão da Federação.
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Produtor rural em Veranópolis, na Serra Gaúcha, Eugênio atuava como vice-presidente da entidade na gestão de Carlos Joel desde 2020. Antes disso, também atuou no sindicato rural do município. Sobre o convite para assumir a presidência da Federação, ele destacou a importância de honrar o trabalho da entidade e dar continuidade à defesa de pautas para a agricultura familiar no RS.
O presidente da Fetag-RS lembrou das consecutivas estiagens e do endividamento dos produtores, como dois desafios e fatores que pressionam a atividade rural. “Os principais produtos agrícolas estão com um preço muito baixo, abaixo do próprio custo de produção”, acrescentou, sobre outro tema que preocupa os produtores.
Eugênio citou a necessidade de diálogo e sensibilização dos governos estadual e federal para buscar medidas para aliviar a crise de crédito no campo, como o PL 5122/2023, em tramitação no Senado Federal. A proposta visa liberar o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para criar uma linha especial de financiamento destinada a produtores rurais afetados por eventos climáticos.
Outras pautas prioritárias envolvem medidas de suporte aos produtores de leite e a discussão em torno da cobrança de royalties da soja. O novo presidente da Fetag-RS abordou ainda o diálogo com os sindicatos das Missões para organizar o Grito da Terra e cobrar por políticas de mitigação de riscos climáticos, especialmente, em um contexto de agravamento de eventos extremos de clima no Estado.
“As estiagens, os picos de calor e as chuvas torrenciais em curto período estão evidentes e cada vez mais recorrentes. Então, não tem como todo esse risco ficar nas costas do agricultor. Precisamos de uma política de mitigação de risco”, enfatizou Eugênio, citando a necessidade de reformulações no Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária).
Fonte: Rádio São Luiz
Santo Antônio das Missões decreta Situação de Emergência após prejuízos de R$ 215,3 milhões com a estiagem

Foto: Canva/Ilustrativa
O Município de Santo Antônio das Missões decretou, na segunda-feira, 2 de março de 2026, Situação de Emergência em razão da estiagem que atinge todo o território municipal. O Decreto nº 5988/2026 foi assinado pelo prefeito Felisberto dos Santos Ferreira e encaminhado à Defesa Civil Estadual para fins de homologação.
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O ato administrativo tem como base levantamento técnico elaborado pela Emater/RS-Ascar, que aponta prejuízos econômicos estimados em R$ 215,3 milhões. Os impactos mais expressivos concentram-se na cultura da soja, com perdas estimadas em R$ 169,6 milhões. Também foram registrados prejuízos no milho, calculados em R$ 13,3 milhões, na pecuária de corte, com R$ 31,8 milhões, na pecuária de leite, com R$ 64,5 mil, e na produção de subsistência, estimada em R$ 486,3 mil.
O decreto tem validade de 180 dias, podendo ser prorrogado conforme a necessidade e mediante nova avaliação técnica. Com a formalização da Situação de Emergência, o município passa a ter respaldo legal para encaminhar demandas e pleitear apoio junto aos governos estadual e federal.
A Administração Municipal, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, informou já ter destinado R$ 68.571,60 em ações emergenciais voltadas à mitigação dos efeitos da estiagem. Paralelamente, o grupo de trabalho GT Estiagem mantém reuniões periódicas para acompanhar a evolução das lavouras e avaliar a adoção de novas medidas, conforme o comportamento das condições climáticas.
Fonte: Rádio São Luiz



