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Em nota oficial, Fetag pede fim de paralisação em favor da agricultura familiar


Focos locais de protesto seguem firmes no trevo da CESA e no entroncamento da BR 285 com a ERS 168. Foto: Rádio São Luiz

Passados nove dias do movimento dos caminhoneiros em todo o Brasil, a Fetag emitiu nova nota oficial. Desta vez, ao invés de apoio ao movimento, o conteúdo do texto traz a preocupação da entidade com os prejuízos causados à agricultura familiar e orienta um novo rumo para as tratativas.

Confira na íntegra:

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG), desde o início da mobilização dos caminhoneiros manifestou apoio à pauta, por entender que essa era a mesma dos agricultores. O êxito obtido na reivindicação do diesel, por exemplo, atende a reivindicação da agricultura familiar.

No entanto, decorridos nove dias de paralisações, constatamos que a greve tomou um rumo que traz a perda de controle das mobilizações, passando a ter um foco político-ideológico. Mais de 100 mil famílias, que produzem leite, suíno, frango e hortifrutigranjeiros estão perdendo toda a produção.

Diante deste contexto, a FETAG-RS não pode mais concordar com uma manifestação que traz prejuízos desta magnitude para os agricultores. Assim, a ORIENTAÇÃO da FETAG-RS, neste momento, é que haja serenidade e que os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais retirem o apoio das mobilizações.

A FETAG-RS conclama ao comando das mobilizações para desobstruir a passagem de caminhões com produtos dos agricultores, além de insumos e rações para que a indústria possa retomar a produção.

A FETAG-RS entende que não pode colocar produtor contra produtor e o prejuízo para a agricultura familiar está muito grande e sem precedentes.

Então, a partir de agora, a FETAG-RS orienta para a retirada de apoio à greve dos caminhoneiros, enquanto não for normalizada a passagem da produção dos agricultores.

Os agricultores não podem pagar a conta da incompetência dos nossos governos e de uma mobilização sem controle.

A DIREÇÃO

Porto Alegre, 29/05/2018

Fonte: Fetag

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