Flexibilização do horário do comércio: Na Tribuna Popular, Ademir de Melo relata sua experiência em abrir o mercado aos domingos e os benefícios aos funcionários e à cidade

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O empresário Ademir Matos de Melo, proprietário do Supermercado Ponto Certo, utilizou a Tribuna Popular da Câmara de Vereadores na Sessão desta quarta-feira, onde destacou a necessidade de alterações na lei que versa sobre o horário de funcionamento do comércio.

Em entrevista à Rádio São Luiz, Ademir destacou que “viemos debater porque é uma coisa que estamos determinados há muito tempo. Estamos acompanhado da comunidade de ter essa mudança e também de fazer a cidade se desenvolver. Somos um micro polo rodeado por pequenos municípios, e nós precisamos trazer esse pessoal para cá para desenvolver nosso comércio, mas o horário tranca tudo: não se pode trabalhar sábado de tarde, domingo de manhã. Como a lei é ultrapassada, temos a intensão de trazer um projeto de alterar a lei município”.

CIDADES À FRENTE DE SÃO LUIZ – Conforme o empresário, “ficamos sabendo que em São Borja foi aprovada a alteração na lei do horário em fevereiro. Lá, o horário do comércio é livre. Também tem essa flexibilização em Santiago, Santo Ângelo, Ijuí e Santa Rosa, todas cidades que estão à nossa frente e nós continuamos parados no tempo. Vamos mudar essa lei e dar liberdade a quem quer trabalhar, pois isso vai gerar mais empregos e mais impostos. Eu, por exemplo, estou com a experiência nova de trabalhar no domingo pela manhã e está dando resultados. Não sei se todos os mercados de São Luiz teriam resultados, mas caberia a cada um avaliar. O importante é proporcionar um horário flexível para isso”.

FALTA DE EMPREENDEDORES E O TERMO “SENZALA” – Em seu pronunciamento na Tribuna, Ademir relatou ter constatado diversos pontos comerciais vazios, com placas de aluguel: “Recebi uma mensagem de WhatsApp que diz que os patrões querem escravizar seus funcionários e transformar São Luiz numa senzala. Aí eu vejo 22 pontos vagos que poderiam ter algum empreendimento gerando empregos, e eu quis colocar pra eles isso: Será que não é por causa desse pensamento ultrapassado de dizer que os empreendedores querem escravizar seus funcionários e não querem pagar que a cidade não vai pra frente? A mensagem encaminhada, pra mim, com certeza, não é, pois eu cumpro as leis e com minhas obrigações. Será que não é por isso que está faltando empreendedores na cidade?”, indagou o empresário.

Ainda em seu relato, Ademir disse ter constatado que a abertura do seu empreendimento nos domingos pela manhã está fazendo com que clientes de outras cidades venham a São Luiz comprar: “Isso é geração de impostos. E logicamente que, se temos um faturamento maior, o funcionário também terá uma remuneração maior. Meus funcionários, além de horas-extras, também ganham dias de folga, e eles estão felizes. Além disso, gera a satisfação dos clientes em poder comprar em um horário diferenciado”.

Para Ademir, “o debate tem os dois lados. Os funcionários não podem sair perdendo e os patrões também não. Eu acredito que vai ter um debate bem acalorado, mas acho que há possibilidade da flexibilização ho horário ser aprovada. Creio que a lei, se bem elaborada, tem condições de passar e vai ajudar muito os patrões, funcionários e a própria cidade a crescer”, finalizou.

Emerson Scheis/Rádio São Luiz

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