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Pais de atleta: são-luizenses mudam de vida para acompanhar o filho no Juventude


Roniquel, Elisiane e o filho Riquelme. Fotos: arquivo pessoal

A vida de atleta para os jovens do interior demanda muita dedicação e até renúncia a algumas coisas que, para muitos, é parte fundamental de sua rotina. Uma dessas coisas é a presença dos pais. Por mais estruturado que um clube possa ser, nada substitui o apoio e incentivo que somente um pai e uma mãe podem dar.

Pensando sempre no melhor para o filho, os pais de Riquelme Santos, 12 anos, decidiram mudar sua rotina para acompanhar o jovem atleta do Juventude em Caxias do Sul. A reportagem da Rádio São Luiz conversou com Roniquel Souza dos Santos, pai de Riquelme, que mora em Caxias há dois meses com sua esposa Elisiane Gonçalves.

Riquelme em ação pelo Juventude

Revelação

Riquelme recebeu o convite para integrar a base do Juventude ainda em 2017. Após mais alguns testes ele foi efetivado no elenco. Zagueiro, ele despertou o interesse do time caxiense quando jogava pela Escolinha GBB de São Luiz Gonzaga, participando de competições regionais. Hoje, além de torneios esporádicos, ele também joga o Gauchão de sua categoria.

Rotina

Em Caxias do Sul Riquelme divide o tempo entre a escola, no período da manhã (das 7h30min às 12h), e os treinos, de segunda a sexta na parte da tarde (13h às 17h) e nos sábados pela manhã. Às vezes o jovem fica um ou dois dias fora de casa, quando viaja para jogar pelo clube.

Com a garantida de ajuda de custo do clube no aluguel, Roniquel e Elisiane arranjaram emprego em Caxias e hoje conseguem dar este suporte para o filho. Ele diz que o esforço está valendo a pena: “A gente veio aqui sabendo da capacidade dele e ele está bem, os treinamentos no Juventude são de altíssimo nível”, diz Roniquel, que trabalhou com seu filho na base da GBB e agora vê o resultado desse investimento.

Talentos

O filho de Roniquel e Elisiane é mais um dos altetas que, na Escolinha GBB, se destacam jogando campeonatos regionais, onde enfrentam clubes tradicionais do Estado. Por mei destes campeonatos, proporcionados pela GBB, eles são visualizados por “olheiros” e podem receber convites para fazer testes nestes clubes.

Dando destaque aos atletas locais, a GBB acaba recebendo de volta esse destaque quando os jovens conseguem se firmar em algum clube, pois, a partir daí, a comunidade pode ver que o trabalho é desenvolvido com seriedade, sem nunca deixar de lembrar que, mesmo com todos os resultados em termos de rendimento, o mais importante é o papel social que o esporte proporciona – antes de formar atletas, a Escolinha também busca formar cidadãos melhores.

Por Genaro Caetano/Rádio São Luiz

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