Paulo Pires comenta cenário do mercado da soja em 2019

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(Foto: divulgação)

Ocorre desde segunda-feira (11), em Não-Me-Toque, a 20ª Expodireto Cotrijal. Uma das grandes atrações do evento é o Fórum Nacional da Soja, o qual está na 30ª edição e é promovido pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS).

Conforme Paulo Pires, presidente da FecoAgro, o fórum era realizado em Porto Alegre, mas há 17 edições está inserido na programação da Expodireto, com palestras técnicas e palestras comerciais, as quais contextualizam o mercado da soja no Brasil e no mundo. Em cima disso, ele falou com nossa reportagem sobre o cenário da safra em 2019.

“Não há números, mas a previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e dos institutos é de que a safra esteja 10% acima do ano passado. Devemos fechar no Rio Grande do Sul, se não houver nenhum contratempo, entre 18,5 a 19 milhões de toneladas”, explica. O cenário desfavorável para o estado Paraná, que sofreu com a falta de chuva, deve deixar o Rio Grande em segundo lugar em produção, perdendo apenas para o Mato Grosso.

Apesar do momento positivo para os gaúchos, Paulo comenta que o setor vai ter que batalhar em várias frentes, destacando pontos como o tabelamento do frete, ICMS dos insumos, entre outros. “É uma questão que precisa ser resolvida urgentemente. A Lei Kandir é outro ponto que precisa ter atenção, pois pode haver retrocesso. O setor público está com dificuldade e começa olhar em todos os lugares que estão andando bem. Eles precisam olhar para dentro de si, com arranjo interno. Não podem buscar na essência dos outros”, comenta.

Questionado se a recuperação da safra Argentina pode afetar o Brasil, Pires explica que, mesmo com as 20 milhões de toneladas a mais, a característica da safra vizinha é de ser vendida como farelo, não concorrendo, portanto, com a nossa. “Nosso grande mercado é a China e é grão, eles estão mais no segmento do óleo e farelo”, finaliza.

Fonte: Rádio São Luiz