Vaticano dá sinal verde para o reconhecimento da santidade de Sepé Tiaraju.

Sepé Tiaraju
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Ele já é santo na devoção popular – “São Sepé” – mas como guarani cristão e católico, morto na defesa do seu povo contra dois impérios, ele merece também figurar nos altares das igrejas. Já é reconhecido como herói guarani missioneiro rio-grandense e herói da pátria brasileira enquanto defensor da dignidade de um povo que é brasileiro, e defensor até a morte. Sem separar política e religião, o povo que guarda a sua memória já o chama de “santo”. Falta a Igreja Católica reconhecer oficialmente.

Mas isso já pode ser remediado. O bispo de Bagé, Dom Gílio, tendo levado a Roma as razões e as assinaturas de mais de uma centena de autoridades políticas, de padres, de intelectuais das diversas áreas, recebeu o “Nihil Obstat” do Vaticano, ou seja, via livre e sem objeções para começar o processo de reconhecimento oficial da santidade de nosso índio protogaúcho. E junto veio o esclarecimento: ele já pode ser aqui invocado como “Servo de Deus”, primeiro passo no processo que leva à “beatificação” e depois à “canonização”.

Sepé Tiaraju foi morto sob Espanha e Portugal nas terras guaranis em que hoje está a cidade de São Gabriel, portanto diocese de Bagé. Esta a razão pela qual o bispo de Bagé acolheu as assinaturas e se tornou o agente deste primeiro passo junto à Congregação para a Causa dos Santos, do Vaticano. É ainda o começo, mas é um bom começo.

Fonte: José Roberto de Oliveira.

 

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