Tesoureiro-Geral Fetag, Agnaldo Barcelos, fala sobre a mobilização para o Grito da Terra Brasil

Foto: Divulgação/Contag

O tesoureiro-geral da Fetag, Agnaldo Barcelos, falou com a reportagem da Rádio São Luiz nesta sexta-feira, 17, sobre a mobilização para o Grito da Terra, que será realizado em Brasília na próxima segunda e terça-feira.

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Ele começou recordando que este é um movimento histórico, responsável por grande parte das políticas públicas conquistadas, citando como exemplo o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A iniciativa foi muito forte no final dos anos 1980 e 1990, mas perdeu força nos últimos anos.

Este ano, portanto, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), em conjunto com as 27 Federações dos Trabalhadores na Agricultura, se desafiou a fazer um Grito forte. A meta inicial era mobilizar pelo menos 10 mil pessoas na Capital Federal, mas, por causa da tragédia no Rio Grande do Sul, a situação mudou.

O estado enviaria 20 ônibus, totalizando aproximadamente 800 pessoas. Agora, como não há condições de deslocamento para esses trabalhadores, que também tiveram suas propriedades muito afetadas, a Federação optou por enviar uma representação. Serão sete ônibus, sendo que seis são da Macrorregião Missioneira.

A pauta de reivindicações, que está sendo construída desde o ano passado, foi enxugada, deixada mais contundente e entregue ao governo em abril, de modo que, neste movimento da próxima semana, possam ser feitos anúncios a respeito dessas propostas. Ela versa sobre questões estruturantes como questões ambientais, assistência técnica, acesso a crédito, programa de compra de terra, produção de alimentos, regras do Proagro e seguro rural. Naturalmente, também estão inseridas questões emergenciais para os produtores gaúchos por conta de toda essa tragédia. “Se antes tínhamos motivos, agora eles triplicaram de importância”, observa Agnaldo.

Fonte: Rádio São Luiz