Grito da Terra Brasil reúne trabalhadores rurais em busca de direitos e políticas públicas

Mobilização reúne milhares de agricultores em Brasília – Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz

A 24° edição do Grito da Terra Brasil teve início nesta semana em Brasília, no Distrito Federal. A mobilização reúne entidades representantes da agricultura familiar e dos trabalhadores do campo, em defesa de demandas e pautas para melhorar a vida dessas pessoas e a produção do setor. Nesta terça-feira, 21, a Rádio São Luiz FM 100.9 está realizando a cobertura direto da capital federal, acompanhando as manifestações e atividades do evento.

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Neste ano, o tema do Grito da Terra Brasil é “Agricultura Familiar é alimento saudável e conservação ambiental”. O evento conta com a participação de milhares de agricultores e agricultas familiares, inclusive, com uma comitiva da Macroregião Missioneira. Na manhã desta terça, ocorre uma caminhada na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes, além de reuniões entre os representantes do setor, parlamentares e o governo.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga, Rafael Dalenogare explicou a importância das caminhadas e discussões do evento para a formulação de políticas para a agricultura. “Sem dúvida é um dos principais fórum de debates e mobilização para o campo e meio rural”, destacou.

De acordo com Márcio Langer, representante da Sindical Regional Missões II, o número de participantes na iniciativa demonstra a pujança e a luta do setor, mesmo em meio a dificuldades. “O Grito da Terra Brasil é a ferramentas que ao longo de muitos anos conseguimos conquistas, mas é preciso mantê-las”, salientou Márcio. Segundo ele, a expectativa é que sejam feitos anúncios de demandas do setor em breve.

Vice-presidente da Fetag-RS, Eugênio Edevino Zanetti falou sobre o esforço dos trabalhadores gaúchos para participar do evento, mesmo que em menor número por conta do desastre climático que afetou o estado e muitos produtores. “Precisamos que o governo federal olhem para nossos produtores. A agricultura familiar mais que nunca está precisando desse olhar”, pontuou o Zanetti. Ele mencionou a importância de melhorias e incentivos para programas como o Proagro e Proaf, de financiamento agrícola.

A questão financeira também foi abordada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porto Xavier, Ademir Luiz Schillreff. “Viemos trazendo essa pauta já a um longo período em prol de nossos agricultores”, disse ele, que lembrou da relevância do movimento para buscar recursos para o setor.

Políticas ambientais e sociais para o setor do campo também fazem parte das reinvindicações do Grito da Terra. Vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rio dos Índios (RS), Jairo Roso mencionou a expectativa com a conquista de políticas públicas de habitação e seguros agrícolas.  “Está muito grande, superando as expectativas, estamos na luta e esperamos levar bons resultados para nossos agricultores”, afirmou Eli Francisco da Costa, presidente Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Erval Seco.

Agricultores da região das Missões compõe maioria da comitiva gaúcha na mobilização – Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz

Presença de representantes dos municípios da região

Além dos representantes de Porto Xavier e São Luiz Gonzaga, outros municípios das Missões também enviaram membros dos sindicatos para participar das atividades em Brasília. Entre elas está Nilton Preuss Rutsatz, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município de São Nicolau. “Temos que estar aqui, lutando pelos nossos direitos”, afirmou Nilton, que mencionou a importância da Regional Missões II na representação dos agricultores afetados pelas enchentes e que não puderam participar do evento.

Visão compartilhada pelo tesoureiro da Fetag-RS e representante de Santo Antônio das Missões, Aguinaldo Barcelos. “Nosso povo missioneiro está aqui, reunido, firme, com a bandeira em punho, fazendo a luta, reivindicando os nossos direitos, nossos demandas”, comentou. Segundo ele, a expectativa é que as demandas relacionadas ao Plano Safra e ao Proagro sejam atendidas.

A participação da juventude também foi um dos aspectos ressaltados por participantes de São Nicolau e São Luiz Gonzaga. Conforme explicou Rafael Dalenogare, as discussões não se encerram no Grito da Terra, mas o evento serve justamente como uma forma de pressionar e colocar as demandas do meio rural em pauta. “O Grito da Terra ganha essa importância de, de fato, fazer chegar lá no campo aquilo que nós estamos cobrando há anos, há meses. Então, a mobilização de massa é importante por isso”, complementou o presidente do STR de São Luiz Gonzaga.

Agricultores e agricultoras de outros estados

Além de gaúchos, o Grito da Terra Brasil também mobiliza trabalhadores e trabalhadoras rurais de outros estados do Brasil. Membra da diretoria do sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Gonçalo do Piauí, Maria Francisca também concedeu entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9. “Estamos reivindicando nossos direitos, pela agricultura familiar e assistência básica”, afirmou ela. A luta por direitos também foi destaca por Gabriela Rocha, que faz parte do sindicato dos Trabalhadores Rurais do Estado do Piauí.

Representante da coordenação regional do Médio Parnaíba da Fetag-Piauí, Gonçala Silva detalhou os desafios enfrentados pelos agricultores do seu estado e a expectativa com a mobilização. “Lutamos por uma agricultura melhor, uma saúde digna e uma educação do campo com respeito”, enfatizou a agricultora.

A cobertura completa do Grito da Terra Brasil pode ser conferida no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz