Luís Fernando cita MP insuficiente e convoca para Mobilização do SOS Agro RS

Foto: Arquivo Pessoal

O assessor da presidência da Farsul, Luís Fernando Cavalheiro Pires, participou do programa Olho Vivo desta quarta-feira, 7, para falar sobre o ‘tratoraço’ que será realizado em Porto Alegre nesta quinta-feira, 8, em movimento coordenado pelo grupo SOS Agro RS.

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Luís Fernando destacou que a pauta está relacionada ao equacionamento do grave problema pela falta de produção, decorrente de questões climáticas que afetam o RS nos últimos três anos, primeiro com duas grandes estiagens, passando por excesso de chuvas no inverno e, por fim, o impacto gigantesco das enchentes.

Ele citou que a medida provisória publicada pelo governo federal na última quarta-feira ficou muito aquém do que os produtores necessitam, pois não contempla juros livres, apenas juros controlados, e abrange apenas o período de abril e maio de 2024, ignorando o histórico do estado, quando o grande problema decorre de outras safras.

Luís Fernando ainda enfatizou que o RS é agrícola, com mais de 40% da economia vindo do setor, e se não resolver esse problema, a economia de todo o estado será afetada. Ele pontuou que a burocracia na MP é muito grande, pois quem teve perdas entre 30% e 60% precisa passar por aprovação de um conselho municipal, e quem teve acima de 60% precisa passar por um conselho que ainda vai ser criado, quando isso poderia, no entendimento dele, ser resolvido por um engenheiro agrônomo devidamente credenciado.

Ele citou também a preocupação com as janelas de plantio que precisam ser cumpridas, como o plantio do milho, do arroz em setembro e da soja a partir de outubro, o que exige o acesso a essa linha especial. O pedido da Farsul solicitava 15 anos de prazo, dois anos de carência e juros de 3% para que o produtor pudesse se organizar e continuar produzindo.

Luís Fernando disse que os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária, Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, e Paulo Pimenta, do Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, participaram de um encontro na Farsul e ouviram as pautas das entidades representativas. Na ocasião, houve a promessa de três medidas provisórias: uma para atender os produtores e outras duas, ainda não publicadas, para atender as cooperativas e os cerealistas. O pedido da Farsul é que a MP para os produtores, que não atendeu aos anseios, seja refeita, embora os deputados ligados à Farsul estejam trabalhando no Congresso em emendas na atual MP para dar uma resposta aos produtores.

Fonte: Rádio São Luiz