Meteorologista destaca que mudança de ventos e chuvas são essenciais para dispersar fumaça no estado

Atmosfera carregada de fumaça faz com que o sol apareça com aspecto alaranjado. Foto: Kelvin Morais/Rádio São Luiz

A meteorologista Cátia Valente comentou nesta quarta-feira, 11, sobre a condição das fumaças das queimadas que estão atingindo o estado e o que será necessário para melhorar essa situação. Segundo ela, enquanto o Rio Grande do Sul está no inverno, com condições climáticas mais estáveis, outras regiões do Brasil, como o Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste, enfrentam períodos de seca, com temperaturas que chegam a quase 40ºC.

Receba nossas notícias pelo WhatsApp

Essa combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade do ar, ventos fortes e poucas chuvas favorece a propagação de incêndios nessas regiões. Ela explica que, apesar de ser uma situação comum nesta época, a impressão é de que o problema tem se agravado a cada ano.

Os ventos em altitude, vindos do noroeste, carregam ar quente e, juntamente com ele, a fumaça das queimadas para o Rio Grande do Sul. “É como se fosse um canal que traz essa condição para a nossa região, mesmo estando distante, já que a atmosfera não tem fronteiras”, observou Cátia.

Para que a situação melhore, será necessário que os ventos mudem de direção, o que deve ocorrer com a chegada de frentes frias. Esses ventos, provenientes dos quadrantes sul e sudeste, poderão empurrar as fumaças para fora do estado. Outro fator importante será a ocorrência de chuvas, previstas para a segunda metade da semana, que ajudarão a limpar a atmosfera. Cátia ressaltou que essas precipitações podem ser conhecidas como “chuvas pretas”, por estarem carregadas de partículas poluentes das queimadas.

A meteorologista recomendou que, enquanto a situação não melhora, as pessoas evitem atividades ao ar livre, mantenham-se em locais fechados, com janelas e portas protegidas, e bebam bastante água para se hidratar.

Fonte: Rádio São Luiz