Futuros da soja caem levemente em Chicago em meio a incertezas climáticas no Brasil

Foto: Canva

Os futuros da soja foram encerrados na segunda-feira em leve queda na Bolsa de Chicago. O contrato de novembro fechou com desvalorização de R$ 0,03 por bushel, influenciado pela pressão nos futuros do farelo de soja. No entanto, o avanço nos preços do petróleo impulsionou o óleo de soja, amenizando parte das perdas da oleaginosa no final do pregão.

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Além disso, a demanda chinesa deu sinais de recuperação após a reabertura do mercado com o término da Golden Week. Uma grande compra de soja americana pela China, relatada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), também ajudou a limitar as perdas da commodity.

Na China, o foco dos compradores está em três fatores principais: a reabertura do mercado de Dalian e os preços dos óleos, a definição da margem de esmagamento e o clima no Brasil, que continua desafiador para o plantio.

No Brasil, a escassez de chuvas na região central tem atrasado o plantio da safra de soja 2024/2025. Até o início de outubro, apenas 2,1% da área prevista no Mato Grosso havia sido plantada, muito abaixo dos 14,25% do mesmo período no ano passado. Este é um dos desempenhos já registrados para o estado, que enfrenta a seca mais prolongada desde 2011, com algumas áreas sem chuva há mais de 150 dias.

A transição climática do El Niño para o La Niña estendeu-se o período seco, gerando preocupação tanto para a soja quanto para o milho safrinha. O atraso no plantio da soja pode limitar a janela de plantio do milho, aumentando o risco climático para a produção do cereal, que depende das chuvas regulares até abril.

Apesar das incertezas, os modelos climáticos começam a apontar para o retorno de chuvas generalizadas na região central do Brasil a partir de 10 de outubro. No entanto, o impacto desse atraso sobre a produtividade e a área plantada ainda depende do volume acumulado de precipitações em outubro e novembro.

Já o milho teve alta de R$ 0,01 por bushel, enquanto o trigo registrou valorização de R$ 0,03 por bushel, em um dia de volatilidade moderada nas commodities agrícolas.

 

Fonte: Rádio São Luiz