Do dial ao digital: Rádio segue líder em audiência e preferência do público

Foto: Canva/Ilustrativa
O rádio segue como um dos meios de comunicação mais resilientes e relevantes no cenário midiático, mesmo diante do avanço das plataformas digitais. Dados recentes de diversas pesquisas indicam que a audiência radiofônica permanece expressiva e o setor vem se adaptando às novas formas de consumo, consolidando-se como líder entre as mídias sonoras.
Receba nossas notícias pelo WhatsApp
Pesquisas da Edison Research revelam que o rádio FM/AM segue na liderança entre as mídias sonoras, representando 37% do consumo total de áudio. O streaming de música aparece na segunda posição com 19%, seguido por plataformas como YouTube (14%) e podcasts (11%). Isso reforça a preferência do público pelo rádio como fonte de entretenimento e informação.
Além disso, segundo a Kantar IBOPE Media (2024), o rádio continua sendo um dos meios mais consumidos no Brasil, com 87% da população de Belo Horizonte ouvindo rádio regularmente, seguido de Curitiba (84%) e Fortaleza (83%). A média geral das 13 principais regiões metropolitanas pesquisadas é de 79%. Em Porto Alegre, o índice é de 83%, demonstrando a forte presença do rádio no Rio Grande do Sul.
Outro fator relevante é o tempo médio de escuta, que demonstra a fidelidade dos ouvintes ao meio. De acordo com a Kantar IBOPE Media (2024), o Rio de Janeiro lidera com 4h22 diárias de consumo de rádio, seguido por Recife e Vitória, ambas com 3h57. A média geral das 13 praças pesquisadas é 3h54, evidenciando um engajamento expressivo dos ouvintes. Em Porto Alegre, o tempo médio de escuta é de 3h54, igualando-se à média nacional e reforçando a forte adesão ao meio na região.
A mobilidade é um fator crucial para a popularidade do rádio. Segundo a Edison Research, o rádio FM/AM domina o consumo de áudio dentro dos carros, com 46% do tempo de escuta. Outras plataformas, como SiriusXM (19%) e streaming de música (18%), aparecem bem atrás. Além disso, o consumo de rádio em veículos cresceu significativamente nos últimos anos.
O crescimento das plataformas digitais ampliou o alcance do rádio. De acordo com a Edison Research, 68% dos ouvintes consomem rádio tanto pelo dial quanto pelo streaming, enquanto 32% escutam exclusivamente via plataformas digitais. Essa tendência reforça que a migração para o digital não enfraqueceu o meio, mas ampliou suas possibilidades de distribuição.
O Rádio ainda é preferência – Os investimentos publicitários no rádio continuam fortes. Segundo a Kantar IBOPE Media, os setores que mais anunciam no rádio brasileiro são serviços ao consumidor (26%) e comércio (23%), seguidos por administração pública e social (8%). Esse dado demonstra que anunciantes reconhecem a força do rádio para impactar um público amplo e diversificado.
O consumo de rádio está diretamente ligado à programação oferecida. Dados do Target Group Index apontam que 94% dos ouvintes preferem música, enquanto 32% buscam noticiários locais e 26% consomem notícias nacionais. O futebol, com 24% de preferência, também se mantém relevante.
Outra característica do rádio é seu alcance diversificado. A pesquisa da Kantar IBOPE Media aponta que dois terços dos ouvintes de rádio têm até 49 anos, mostrando que a audiência não está restrita ao público mais velho. Além disso, 44% da classe AB escuta rádio diariamente, indicando que o meio tem penetração em diferentes estratos sociais.
O crescimento do áudio digital complementa o rádio tradicional. Segundo o eMarketer, o número de ouvintes de áudio digital nos Estados Unidos crescerá de 222,7 milhões em 2022 para 234,2 milhões em 2026. Além disso, a venda de publicidade em áudio digital e podcasts mais do que dobrou desde 2020, conforme dados da iHeartMedia.
Os dados mostram que o rádio continua sendo um meio sólido e essencial no consumo de mídia. Sua capacidade de adaptação às novas tecnologias, o crescimento do streaming e a relevância no cenário publicitário reforçam que o rádio ainda tem um papel central no dia a dia das pessoas. Enquanto muitos previam seu declínio, o rádio segue como uma das principais fontes de informação e entretenimento, provando que sua influência e credibilidade continuam intactas.
Fonte: Rádio São Luiz




