
Foto: Alcides Figueiredo
No dia 12 de março, é comemorado o Dia do Bibliotecário, uma data que destaca a relevância desses profissionais na organização, preservação e disseminação do conhecimento. A profissão de bibliotecário desempenha um papel fundamental na sociedade, indo muito além do simples empréstimo de livros. A Biblioteca Pública Municipal de São Luiz Gonzaga/RS, é um exemplo de como esses espaços continuam sendo indispensáveis mesmo diante da era digital.
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A bibliotecária Luisa Vilanova de Oliveira, que atua na instituição, apresenta sua trajetória e reflexões sobre a profissão. “O que me motivou, na verdade, foi que eu sempre gostei muito de ler. Então, eu sempre tive esse contato com os livros”, explicou. Sua escolha profissional foi influenciada por testes vocacionais na escola, que indicaram a biblioteconomia como uma opção. “Era uma faculdade que eu nem sabia que existia, mas me interessei.” Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1998, iniciou sua experiência profissional como estagiária na biblioteca da enfermagem da mesma universidade.
O papel do bibliotecário envolve a valorização e disseminação da informação. “No momento que o usuário vem aqui na biblioteca e pede uma referência, a gente tem que providenciar essa referência para ele”, destacou Luisa. Além disso, enfatizou que a presença das bibliotecas físicas continua essencial, pois, além de serem centros de acesso ao conhecimento, oferecem um ambiente seguro para estudo e pesquisa. “A tecnologia é muito boa, mas pode falhar. O livro está sempre ali.”
Mesmo com o avanço da tecnologia e a popularização dos livros digitais, as bibliotecas permanecem relevantes. “Nos meios digitais, há muitas notícias falsas. Tu tens que procurar, e eu acredito que a biblioteca tem essa importância de oferecer informação verdadeira”, afirmou. A bibliotecária reforçou também o papel das bibliotecas escolares, que servem como porta de entrada para o universo da leitura. “Eu, por exemplo, comecei a ler na biblioteca da escola. Então, acho muito importante que esses espaços tenham livros, especialmente os clássicos.”
O incentivo à leitura entre os jovens é um dos desafios enfrentados pelos bibliotecários. Para atrair novos leitores, é necessário disponibilizar não apenas os clássicos exigidos por vestibulares e exames, mas também obras contemporâneas de autores populares. “Se o jovem vem aqui e pede um livro de Colleen Hoover, do Nicholas Sparks, ou do Fabrício Carpinejar, isso já é um estímulo. Ele lê, indica para outros, e assim a biblioteca recebe mais leitores”, explicou.
Os gêneros mais procurados na Biblioteca de São Luiz Gonzaga incluem romances, autoajuda e literatura espírita. “Esses são os que mais saem”, revelou Luisa. Em relação ao futuro das bibliotecas, ela acredita que a adaptação será essencial. “Temos que oferecer tanto os meios digitais quanto os impressos. É uma combinação dos dois.”
Luisa reforçou a importância do contato físico com os livros e encontrou a comunidade para frequentar a biblioteca. “Continue pensando em ler um livro físico, porque é muito bom. Eu acho muito importante manusear um livro. No celular ou no computador, eu, acho muito cansativo”, comentou. Além disso, ressaltou a facilidade de acesso à biblioteca. “Basta trazer um documento de identidade e um comprovante de residência para fazer a carteirinha e retirar livros.”
As bibliotecas públicas, como a de São Luiz Gonzaga, continuam sendo espaços fundamentais para o acesso ao conhecimento, promovendo a educação e o pensamento crítico em um mundo cada vez mais digitalizado.
Fonte: Rádio São Luiz
