Combate à tuberculose exige mais investigação e diagnóstico precoce, afirma infectologista

Foto: Freepik

Nesta segunda-feira, 24, é lembrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A data chama a atenção para uma preocupação crescente no Rio Grande do Sul: o número de casos da doença no estado é significativamente superior ao restante do país. Em 2023, foram registrados 5.327 novos casos, uma incidência de 46 casos para cada 100 mil habitantes — número 40% acima da média nacional, que é de 32 casos.

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O médico infectologista Sérgio David Jaskulski Filho, em entrevista ao Expressão Livre, destacou que a tuberculose é uma doença infecciosa, transmissível e potencialmente fatal. Embora atinja principalmente os pulmões, também pode afetar outros órgãos. “Todos são vulneráveis, mas pacientes com imunidade comprometida, como pessoas com câncer ou HIV, têm maior risco”, alertou.

Entre os principais desafios no combate à doença estão a subnotificação e o diagnóstico tardio. Segundo o infectologista, muitas vezes os sintomas — como emagrecimento, sudorese noturna e tosse crônica com duração superior a três meses — passam despercebidos. “É fundamental que quem teve contato com pessoas diagnosticadas procure uma unidade de saúde e realize exames. Os testes estão disponíveis pelo SUS e são de baixo custo”, explicou.

O dr. Sérgio também ressaltou que o tratamento da tuberculose tem cura e é oferecido na rede básica de saúde. No entanto, enfatiza que é preciso ampliar a investigação, principalmente em grupos de risco. “Precisamos incluir a possibilidade de tuberculose no diagnóstico desde os primeiros sintomas, principalmente em pacientes com HIV ou em tratamento contra o câncer”.

Em São Luiz Gonzaga, o médico observa que ainda há casos subnotificados, e que é necessário reforçar a vigilância e o rastreio para garantir um diagnóstico precoce e reduzir os índices da doença.

Fonte: Rádio São Luiz