Cavalgada da Trilha dos Santos Mártires percorre roteiros históricos em preparação aos 400 anos da chegada dos jesuítas ao Rio Grande do Sul

Foto: Canva/Ilustrativa

De 27 de abril a 4 de maio de 2025 será realizada a 13ª edição da Cavalgada na Trilha dos Santos Mártires das Missões, evento que integra o calendário das principais manifestações culturais da região missioneira do Rio Grande do Sul. A atividade é coordenada pelo professor e historiador Charlei Knebel Willers e reúne cavalarianos de diferentes localidades em um percurso que resgata elementos históricos, culturais e espirituais vinculados à presença jesuítica na região.

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A cavalgada percorre locais estratégicos relacionados à trajetória dos padres jesuítas, com destaque para o legado do padre Roque González de Santa Cruz, cuja atuação foi decisiva na fundação das primeiras reduções nas Missões. A saída está prevista para o dia 27 de abril, a partir do Paço do Padre, em Santo Isidro município de São Nicolau, local por onde passou Roque González em 1626. Ao longo dos dias seguintes, os cavalarianos passarão pelos municípios de Dezesseis de Novembro, Pirapó, São Nicolau, São Pedro do Butiá, Rolador, Mato Queimado e Caibaté, finalizando o trajeto no Santuário do Caaró, no dia 4 de maio, local que rememora o martírio do missionário jesuíta.

Segundo Charlei Willers, a edição deste ano integra os preparativos para a celebração dos 400 anos da chegada dos jesuítas à região, marco que será oficialmente comemorado em 2026. A proposta é reforçar o papel dos missionários na construção da identidade cultural da região, destacando a herança material e imaterial deixada por eles, incluindo a introdução de práticas agrícolas, técnicas construtivas, arquitetura, música, escultura e o modelo organizacional das reduções, baseadas em princípios cooperativistas.

Durante os deslocamentos, a programação inclui momentos de recepção nas comunidades locais, com atividades culturais, palestras e ações de valorização da memória jesuítica. As paradas em escolas e centros comunitários servem como espaços de difusão de conhecimento sobre a história missioneira e de conscientização sobre a importância da preservação desse legado. Em São Nicolau, por exemplo, haverá um momento cultural na noite de domingo(27), e ações semelhantes estão previstas em outras localidades do trajeto.

A cavalgada não exige inscrição prévia, o que permite uma adesão espontânea ao longo do percurso. Os participantes devem apenas garantir que os exames de seus animais estejam atualizados. Os custos são individuais, concentrados na alimentação e logística de transporte. A organização estima a presença de 20 a 30 cavalarianos em média por dia, número que pode variar conforme o trecho. Para a edição de 2026, a expectativa é reunir 400 cavalarianos, simbolizando os quatro séculos da presença jesuítica no território gaúcho.

Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (55) 9 9631 7802. A recepção aos participantes está programada para o sábado, 26 de abril, na propriedade do senhor José Moraes, em Santo Isidro São Nicolau, onde será realizado um jantar coletivo antecedendo o início da cavalgada.

Fonte: Rádio São Luiz