
Ações de reconstrução em Muçum, uma das cidades mais afetadas pelas enchentes no Vale do Taquari – Foto: Maurício Tonetto/Secom-RS
O Rio Grande do Sul enfrenta diferentes desafios para a reconstrução de sua infraestrutura e a adaptação para lidar com eventos climáticos extremos. Há um ano atrás, o Estado enfrentou enchentes históricas que atingiram 478 dos 497 municípios gaúchos. Na região, as cidades mais atingidas, na época, foram Jaguari e Santiago, mas diferentes locais registraram problemas relacionados a alagamentos e problemas em estradas rurais.
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Estudo feito pela Agência Nacional de Águas e Esgoto (ANA) confirmou que as inundações de 2024 foram as piores da história do RS. Cerca de 2,4 milhões de pessoas foram afetadas, com 184 mortes confirmadas e 25 pessoas ainda desaparecidas. No momento mais grave, cerca de 80 mil pessoas chegaram a ficar em abrigos.
Cidades de diferentes regiões, como Vale do Taquari, Serra Gaúcha, Região Central e Metropolitana tiveram danos severos. Muitos bairros foram destruídos e estimativas indicam que 100 mil residências foram impactadas, Além disso, 13,7 mil quilômetros de estradas sofreram estragos no Rio Grande do Sul.
Segundo dados da Defesa Civil do RS, até 30 de abril, 368 pessoas seguiam em nove abrigos, espalhados por oito diferentes municípios do Estado. Além dos impactos humanos, sociais e de infraestrutura, as enchentes causaram perdas para diversos setores da economia.
Levantamento da Emater RS/Ascar apontou que 9.158 localidades e mais de 200 mil propriedades rurais foram afetados pelo desastre. Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado em julho do último ano, estimou em R$ 58 bilhões as perdas econômicas ao Estado, com um impacto total de R$97 bilhões para a economia brasileira.
Reconstrução
O desastre socioambiental levou a uma mobilização de solidariedade, incluindo, diversas doações enviadas por entidades e pessoas da região das Missões para as áreas mais afetadas. Além disso, como resposta à situação de calamidade, o governo estadual criou o Plano Rio Grande (Programa de Reconstrução, Adaptação e Resiliência Climática do Rio Grande do Sul).
Balanço feito pelo governo federal indica que R$ 111,6 bilhões já foram investimentos no estado. No âmbito do Executivo do RS, o valor já destinado para a reconstrução está estimado em R$ 8,3 bilhões. Porém, projetos de infraestrutura e melhoria da proteção das cidades contra eventos extremos continuam pendentes.
Levantamento feito pela Agência Pública em abril, mostrou que apenas 21% dos 121 projetos do Plano Rio Grande foram concluídos. A análise mostrou que 60% estavam “em andamento” ou “em execução”, mas com poucos detalhes do que isso representa. Outros 18 projetos estão em planejamento ou em contratação e dois ainda não foram iniciados.
Fonte: Rádio São Luiz
