Meio Ambiente

Dois anos depois das enchentes no RS, Estado e municípios trabalham na resiliência climática

Ações incluem programa de desassoreamento dos pequenos rios, arroios e córregos (Foto: Pedro Andrade/Ascom Sedur-RS)

Neste final de abril e início de maio completam-se dois anos da maior catástrofe climática e socioambiental da história do Rio Grande do Sul. As enchentes de 2024 deixaram cidades inteiras submersas e afetaram 478 dos 498 municípios gaúchos, impactando direta e indiretamente cerca de 2,4 milhões de pessoas. O desastre também mobilizou a sociedade civil e o poder público para a reconstrução e para investimentos em adaptação e resiliência climática.

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Segundo balanço atualizado pela Defesa Civil do RS em agosto do ano passado, 185 pessoas morreram e 23 seguiam desaparecidas em consequência das enchentes de 2024. Mais de 13,7 mil quilômetros de estradas foram afetados e estimativas indicam que 100 mil casas foram atingidas, com perdas estimadas em R$58 bilhões, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Dados divulgados pelo governo do Rio Grande do Sul na sexta-feira (24/04) apontam que já foram investidos R$ 14 bilhões em 227 projetos e ações de reconstrução. A maior parte das iniciativas faz parte do Plano Rio Grande, idealizado para a recuperação da infraestrutura do Estado, com foco na adaptação à nova realidade climática.

“São centenas de frentes em andamento e muitas entregas já concluídas, desde o maior programa de desassoreamento da história do Estado até obras de recuperação de rodovias, sistemas de proteção contra cheias, reforço da Defesa Civil e investimentos em monitoramento climático”, descreveu o governador Eduardo Leite (PSD), durante a coletiva de apresentação do balanço.

Os investimentos incluem a infraestrutura hídrica e de sistemas de proteção contra cheias, especialmente, em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, avaliados em R$ 502,9 milhões. Em termos de rodovias, o balanço indica a destinação de R$3 bilhões para recuperação de 800 quilômetros de estradas, reconstrução de nove pontes e contenção de 222 encostas.

A Defesa Civil Estadual também por uma reestruturação, com aumento no quadro de servidores de 42 militares para 131, além da incorporação de 32 técnicos especializados – como meteorologistas, geólogos e engenheiros. O Rio Grande do Sul também passou a contar com novas tecnologias de monitoramento, como uma rede de de 130 estações hidrometeorológicas, além de um Centro de Monitoramento que opera 24 horas por dia monitorando 133 municípios por meio do sistema Georisk.

O balanço de ações inclui ainda a implantação de uma plataforma de Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap), a revisão de planos de contingência de todos os municípios gaúchos, a autorização para construção de 2.723 unidades habitacionais em 56 municípios, e R$ 300 milhões investidos no desassoreamento de rios no Estado.

Audiência pública

Nesta quarta-feira (29/04), a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do RS promove uma audiência pública para discutir a situação das famílias atingidas pelas enchentes de 2024.  O objetivo é avaliar as condições de vida da população atingida e apresentar reivindicações ainda não atendidas.

Além da avaliação do cenário atual, será apresentada na audiência uma proposta de Política Estadual de Direitos das Populações Atingidas por Mudanças Climáticas. A iniciativa busca estruturar respostas mais eficazes diante do aumento da frequência e da intensidade de eventos climáticos extremos.

Fonte: Rádio São Luiz

Inspeção judicial constata morte de figueira centenária em Santo Antônio das Missões

Foto: Horácio Jacques

Após a realização de uma inspeção judicial, a figueira centenária da Avenida Florduarte José Marques, em Santo Antônio das Missões, poderá ser retirada do local. Desde 2024, uma ação popular havia solicitado uma análise técnica da saúde da árvore, reconhecida como símbolo do município. Na época, uma poda radical reduziu a figueira apenas ao tronco e alguns brotos.

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A árvore era alvo de uma disputa, em virtude da preocupação com a segurança no entorno, em uma possível queda de galhos, o que foi utilizado como justificativa pela prefeitura para realizar a poda. Diante da situação, o advogado Horácio Jacques moveu a ação contra a administração e a Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental), responsável por autorizar a poda.

Uma decisão liminar, emitida ainda em 2024, determinou a inspeção para averiguar a possibilidade de recuperação da árvore. O caso se arrastou por conta da negativa dos peritos indicados em cumprir com a vistoria. A partir disso, foi agendada a vistoria com representantes do Judiciário, Ministério Público, do Legislativo e demais envolvidos na ação popular.

Apesar de ainda restarem alguns brotos, foi constatada que a figueira está sem vida. “Infelizmente, ao meu ver, por descuido de tratamento e de cuidado, a árvore foi crescendo demais e não foi feita uma poda corretiva. Hoje, entendo que é preciso preservar uma parte do tronco para as futuras gerações verem o tamanho que era essa árvore, junto com o plantio por exemplo de uma nova muda”, comenta Horácio.

A proposta de plantio de uma nova muda de figueira no mesmo local, bem como, a possibilidade de preservação de parte do tronco, foi encaminhada para as partes envolvidas na ação, com o prazo de 10 dias para se manifestar.

Referência cultural e história, localizada próxima da Câmara Municipal de Vereadores, a figueira estava no local antes mesmo da formação do município de Santo Antônio das Missões, a partir da chamada Vila Treze. A árvore se tornou símbolo do município por ser abrigo para os tropeiros que passavam pela região, antes da construção da BR-285.

Horácio lamenta o desfecho da situação e menciona a importância da valorização dos vestígios da história missioneira. “Nós temos que fazer esse trabalho, essa conscientização, para que nossos jovens hoje aprendam a nossa história”, acrescenta.

Fonte: Rádio São Luiz

Recolhimento do lixo eletrônico acontece nesta sexta-feira (27) em São Luiz Gonzaga

Foto: Arquivo / Assessoria de Imprensa

Aparelhos eletrônicos como smartphones, telefones em geral, aparelhos de som, eletrodomésticos computadores, entre outros, podem ser descartados pela população nesta sexta-feira (27/03) em frente à prefeitura de São Luiz Gonzaga, na Rua Venâncio Aíres, número 2438. A ação teve início às 8h30 e segue até às 16h, promovida pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), em parceria com a empresa Natusomos, de Horizontina.

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Nesta campanha, que se repetirá nos dias 12 de junho e 27 de novembro, são recolhidos, de forma gratuita, aparelhos eletrônicos diversos. Bióloga da prefeitura de São Luiz Gonzaga, Karen Limberger Perim destaca a importância do descarte correto do lixo eletrônico para evitar contaminações no solo e/ou problemas à saúde.

“O descarte inadequado pode afetar diretamente a contaminação do solo e da água. juntamente porque tem materiais metais pesados também, como chumbo, mercúrio, que acabam contaminando o meio ambiente”, explica a bióloga.

Alguns itens, no entanto, possuem custo de descarte, conforme tabela da empresa Natusomos: pilhas e baterias (R$ 20,00 o quilo); lâmpadas inteiras (R$ 3,00 a unidade); lâmpadas quebradas (R$ 20,00 o quilo); toner e cartucho (R$ 6,00 a unidade); fibra ótica (R$ 1.000,00 o metro cúbico).

Após o recolhimento dos materiais, a empresa faz uma triagem para identificar quais materiais e componentes podem ser reaproveitados ou reciclados.

Quem não tiver condições de levar os materiais até à prefeitura municipal pode entrar em contato pelo telefone 3352-9340 (WhatsApp) que os profissionais da SEMAS se deslocam até o local para recolher.

Fonte: Rádio São Luiz

COMDEMA organiza novo plano de arborização e reorganização das ações ambientais no município

Foto: Canva/Ilustrativa

A reorganização das atividades do Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMDEMA) de São Luiz Gonzaga marca o início das ações previstas para 2026 e inclui a mobilização de entidades para ampliar a participação nas decisões ambientais do município. Durante entrevista concedida nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, o presidente do conselho destacou que o órgão possui caráter consultivo, deliberativo e normativo, integrando o sistema municipal de proteção ambiental e atuando diretamente na elaboração de regras, análise de demandas e gestão do Fundo Municipal do Meio Ambiente.

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Atualmente composto por representantes do poder público e da sociedade civil, o conselho enfrenta dificuldades para alcançar quórum nas reuniões, o que tem motivado um processo de reorganização institucional previsto para ocorrer ao longo do primeiro semestre. A intenção é garantir maior participação das entidades com documentação regularizada e ampliar a capacidade deliberativa do colegiado, especialmente diante das demandas relacionadas à estruturação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, criada recentemente e ainda em processo de consolidação administrativa.

Entre as ações já deliberadas pelo COMDEMA estão aquisições de equipamentos para a secretaria, como computadores e uniformes para fiscais ambientais, além da busca por soluções para a reposição de um veículo que integrava o patrimônio do fundo municipal e deixou de operar. O conselho também acompanha a destinação de recursos oriundos de Termos de Ajuste de Conduta, que podem ser aplicados diretamente em iniciativas ambientais locais, conforme previsão legal.

Outro ponto abordado durante a entrevista foi a elaboração de um novo plano de arborização urbana, considerado prioritário diante da retirada de árvores em anos anteriores e da necessidade de reposição adequada das espécies. A proposta inclui o planejamento de replantio em áreas específicas e a organização prévia antes da implantação de ações como a coleta seletiva, que deverá ser estruturada inicialmente dentro da própria administração pública, seguindo diretrizes da Agenda Ambiental na Administração Pública.

A primeira reunião do conselho em 2026 está prevista para março, quando será iniciada a reorganização formal das entidades participantes e a definição das pautas prioritárias. A expectativa é ampliar a integração com instituições educacionais e projetos de educação ambiental, retomando iniciativas que incentivem a participação da comunidade e a gestão compartilhada das políticas ambientais no município.

Fonte: Rádio São Luiz

Dante Trindade explica detalhes da nova lei geral do licenciamento ambiental

Foto: Canva/Ilustrativa

Entrou em vigor na última quarta-feira (04/02) a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental – a Lei 15.190/2025. A norma foi aprovada pelo Congresso Nacional e passou a valer após os parlamentares derrubarem diversos vetos feitos em sua sanção. Responsável pelo escritório da Emater RS/Ascar em São Luiz Gonzaga, Dante Trindade de Ávila comenta sobre as mudanças e orientações aos produtores rurais.

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A Emater RS/Ascar não é responsável por processos de licenciamento, a entidade orienta e encaminha para o setor de meio ambiente dos municípios. Segundo Dante, a nova norma “acredita mais no produtor”, com possibilidades de autodeclaração pelos produtores.

Entre as atividades que passam a ser isentas de licenciamento estão a instalação de projetos de irrigação em áreas de até cinco hectares, a instalação de pontos de dessendentação e tanques de até dois hectares de piscicultura. A nova norma também isenta de licença os plantios de eucalipto e pinus em áreas de até 50 hectares. Todas essas atividades podem ser feitas apenas com o registro pelos produtores.

O extensionista orienta que os produtores declarem suas atividades de forma correta no Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma forma de evitar possíveis multas por irregularidades. “A nova lei não isenta o produtor de suas responsabilidades”, disse Dante.

O processo também foi modernizado e passa a ser feito de forma on-line. “O fiscal não vai mais antes da obra, mas depois. Então, tudo que foi declarado no sistema, precisa estar condizente com o campo”, pondera o extensionista da Emater RS/Ascar.

Outras informações podem ser obtidas junto ao escritório da entidade, localizado na rua João Goularte, n° 1388, no bairro Pedreira. Também é possível buscar orientação na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de São Luiz Gonzaga, na rua Treze de Maio, n° 1491, no centro da cidade.

Lei é questionada na Justiça

A norma é questionada por diversas entidades ligadas à proteção do meio ambiente por promover diversas flexibilizações em processos de licenciamento ambiental. Além disso, três Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) foram apresentadas no Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a revogação da lei.

Entre as mudanças criticadas estão: o autolicenciamento, uma regra que facilita a obtenção de licenças para empreendimentos considerados de baixo e pequeno impacto ambiental; a dispensa de licença para procedimentos para projetos ligados à mineração e transição energética, e a Licença Ambiental Especial (LAC), um instrumento para acelerar processos de licenciamento de obras consideradas “estratégicas”.

Outro ponto questionado na Justiça é a possibilidade de que municípios e estados passem a criar procedimentos próprios de licenciamento, o que gera padrões diferentes entre unidades da federação e pode gerar insegurança jurídica.

Fonte: Rádio São Luiz

Novo equipamento amplia monitoramento ambiental na área de atuação do 2º Pelotão Ambiental em São Luiz Gonzaga

Foto: Ministério Público do Rio Grande do Sul

A Polícia Ambiental de São Luiz Gonzaga passou a contar, com um reforço tecnológico voltado ao aprimoramento das ações de fiscalização e controle ambiental, por meio da aquisição de um drone DJI Mavic 3 Enterprise, viabilizada com recursos destinados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul ao Grupo de Apoio à Polícia Ambiental. O investimento fortalece a estrutura operacional do 2º Pelotão Ambiental, responsável pelo monitoramento de uma área aproximada de 8.496 quilômetros quadrados, que abrange 14 municípios da região das Missões e atende uma população estimada em mais de 117 mil habitantes, caracterizada por atividades agropecuárias, áreas de preservação permanente, cursos d’água, remanescentes florestais e propriedades rurais que demandam fiscalização contínua.

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Os recursos utilizados na aquisição do equipamento são oriundos de acordos firmados em processos e execuções judiciais relacionados à reparação de danos ambientais ocorridos na Comarca de São Luiz Gonzaga, mecanismo que permite a aplicação direta desses valores em ações estruturantes de prevenção, controle e repressão a ilícitos ambientais. Com a incorporação do drone, a Polícia Ambiental amplia a capacidade de atuação em operações de campo, especialmente no combate a desmatamentos irregulares, supressão de vegetação nativa, intervenções em áreas de preservação, crimes contra a fauna, poluição hídrica e ocupações ilegais, além de otimizar o levantamento de informações técnicas, a produção de imagens georreferenciadas e a coleta de provas para instrução de procedimentos administrativos e judiciais.

A entrega simbólica do equipamento ocorreu na quarta-feira, 4 de fevereiro 2026, no Auditório do Ministério Público de São Luiz Gonzaga, com a presença do promotor de Justiça diretor das Promotorias do município, Sandro Loureiro Marones, do 1º Sargento PM Cristhian Cappa Cardoso, comandante do 2º Grupo de Polícia Ambiental, e da soldado Kristie Moraes Pereira. Durante o ato, foi destacado que a destinação dos recursos oriundos de acordos judiciais representa uma forma de retorno social das sanções aplicadas, ao transformar penalidades em investimentos permanentes na estrutura de fiscalização. A iniciativa está inserida no contexto das políticas públicas de proteção ambiental previstas na Constituição Federal, que reconhece o meio ambiente como bem de uso comum do povo, e reforça a integração entre Ministério Público, forças de segurança e demais órgãos de controle na preservação dos recursos naturais da região.

Fonte: Rádio São Luiz/ Ministério Público do Rio Grande do Sul

Levantamento de 2025 registra 2.637 milímetros de chuva e 75 dias com precipitação em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva/Ilustrativa

Um levantamento pluviométrico com base em registros diários ao longo de 2025, realizados pelo são-luizense Roque Nardon de Jesus residente no bairro presidente Vargas em São Luiz Gonzaga/RS, aponta que o ano encerrou com um acumulado de 2.637 milímetros de chuva, distribuídos em 75 dias com ocorrência de precipitação, evidenciando um regime marcado por irregularidade na distribuição ao longo dos meses no município.

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Os dados levantados por Roque indicam concentração significativa de volumes em determinados períodos e intervalos prolongados de estiagem em outros. Setembro apresentou o maior volume mensal, com 436 milímetros registrados em 10 dias de chuva, seguido por junho, com 377 milímetros em nove dias, e maio, com 374 milímetros em oito dias, caracterizando um período de maior intensidade pluviométrica entre o primeiro semestre e o início do segundo.

Em contraste, janeiro foi o mês menos chuvoso de 2025, com apenas 80 milímetros e quatro dias de precipitação, enquanto novembro somou 108 milímetros em três dias e julho registrou 151 milímetros também concentrados em três dias, reforçando a irregularidade observada no levantamento.

O maior volume diário ocorreu em 9 de maio, quando foram registrados 136 milímetros em um único dia, conforme os dados, caracterizando evento de alta intensidade em curto intervalo de tempo.

O levantamento também aponta que o maior período consecutivo sem precipitação foi registrado em novembro, com 22 dias seguidos de estiagem, o mais longo intervalo seco do ano.

A análise do comportamento climático de 2025, a partir dos registros de Roque Nardon de Jesus, demonstra que, apesar do elevado total anual de chuvas, a distribuição desigual ao longo dos meses impõe desafios ao planejamento agrícola, à gestão dos recursos hídricos e às estratégias de prevenção de impactos associados tanto à estiagem quanto a episódios de chuva intensa.

Roque Nardon de Jesus é ouvinte colaborador da Rádio São Luiz e mantém o registro dos volumes de chuva, informando regularmente os dados sempre que ocorrem precipitações.

Fonte: Rádio São Luiz

Coleta de lixo enfrenta críticas e Câmara cobra providências em São Luiz Gonzaga

Pontos de coleta transbordam com acúmulo de lixo – Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz

A situação do recolhimento de resíduos sólidos em São Luiz Gonzaga tem gerado reclamações de moradores, especialmente em bairros onde há registros de acúmulo de lixo nas vias públicas. Diante do cenário, a Câmara Municipal de Vereadores de São Luiz Gonzaga divulgou uma nota conjunta classificando o serviço como em “colapso” e cobrando providências imediatas do Poder Executivo.

Em resposta à reportagem da Rádio São Luiz FM 100.9, o vice-prefeito e prefeito em exercício, Paulo Cesar Trindade Garcia (MDB), afirmou que irá rescindir o contrato com a empresa responsável pela coleta de lixo no município. Ainda segundo o gestor, será feita a contratação de uma nova empresa, em caráter emergencial, para realizar um mutirão de coleta e transbordo dos resíduos acumulados.

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No documento em que pedia esclarecimentos, o Legislativo aponta que a coleta de lixo, tanto na zona urbana quanto na zona rural, tem se mostrado ineficiente e irregular nos últimos meses, ficando aquém do que foi contratado. A nota menciona transtornos à população, riscos à saúde pública e prejuízos ao interesse coletivo. Os vereadores também afirmam que, em reunião recente com representantes da empresa responsável, teriam ficado evidenciadas limitações técnicas, operacionais e administrativas para o cumprimento integral do contrato.

Ainda segundo a manifestação oficial, a permanência do atual cenário compromete a qualidade de um serviço essencial e contraria princípios que devem orientar a administração pública, como eficiência, legalidade e interesse público. Diante disso, o Legislativo incita o Executivo a adotar medidas legais imediatas para restabelecer a regularidade da coleta de resíduos, incluindo eventual rescisão contratual, sem prejuízo da apuração de responsabilidades administrativas pela falha na execução do serviço.

Na manhã deste domingo (4/01), a reportagem da Rádio São Luiz FM 100.9 percorreu diferentes pontos da cidade. No centro, foi possível constatar a realização do recolhimento de lixo. Já em diversos bairros, foram observados pontos com acúmulo significativo de resíduos, conforme registros fotográficos.

No local de transbordo, onde o material deveria receber encaminhamento adequado, o lixo permanece acumulado a céu aberto. Moradores das proximidades relatam convivência diária com o problema.

De acordo com informações levantadas pela emissora, no dia 8 de dezembro foi feito contato com Thayson Karlinski, então representante da empresa TK Ambiental, detentora do contrato à época. Em áudio, ele informou que a empresa havia sido vendida para a Recicladora Caibaté.

Na mesma data, a reportagem ouviu o representante da nova empresa, que afirmou que o serviço seria normalizado. No entanto, conforme acompanhamento realizado, a coleta não chegou a operar plenamente e, nos últimos dias, a situação se agravou.

Local de depósito do lixo recolhido no município – Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz

Foto: Luiz Oneide/Rádio São Luiz

Fonte: Rádio São Luiz

O que fazer em casos de acidentes com enxames de abelhas?

Foto: Paulo Marcelo Adamek

No período de primavera e verão é comum a ocorrências de acidentes envolvendo abelhas, devido à floração que estimula o metabolismo desses insetos e aumento nos enxames. Professor da UERGS e pesquisador das áreas de meliponicultura e apicultura, Rafael Meirelles explica o que fazer em casos de ataques de abelhas e quais serviços devem ser acionados.

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Segundo Rafael, o período de setembro à janeiro é caracterizado pela maior reprodução de abelhas, devido à floração e às temperaturas mais elevadas. Por isso, as pessoas precisam ter cuidados ao se aproximar de enxames e procurar ajuda médica em casos de acidentes.

Diferente de ataques de animais, a recomendação para situações com abelhas é de correr e se afastar o mais breve possível do enxame, se possível, buscar abrigo em um local fechado. “No momento que a primeira abelha lhe atacar, ela deixa um feromônio de marcação indicando que você é um invasor e um perigo, então todas todas as as irmãs delas vão lhe atacar também”, descreve o professor.

Em caso de picadas, também é necessário buscar atendimento médico, especialmente, para pessoas alérgicas ou que não conhecem se possuem alergia à abelha. Nessas situações, a população deve acionar os bombeiros para a eliminação do enxame.

No caso de enxames que não oferecem perigo iminente de ataque, a orientação é buscar um apicultor que irá fazer a remoção do enxame, mediante valor acordado previamente.

Rafael ressalta que a maioria das espécies de abelhas nativas não possuem ferrão e não representam nenhum perigo à população. As responsáveis pelos ataques são as chamadas abelhas africanizadas, provenientes de espécies invasoras trazidas de outros continentes pelo homem.

Esses insetos também exercem um papel crucial nos ecossistemas naturais e alimentares, por isso, é necessário sua preservação. “Sem abelhas, a gente tem uma queda muito grande na produtividade de alimentos, de sementes. A gente tem colapso dos ecossistemas naturais. Então, por tudo isso, é importante preservar esses insetos”, complementa o docente da UERGS.

Fonte: Rádio São Luiz

Projeto de Unidade de Conservação prevê combinar preservação e atividades econômicas sustentáveis

Campos com capim barba-de-bode (Foto: Eduardo Velez/Instituto Curicaca

A proposta para criação de uma Unidade de Conservação (UC) na região tem como foco à preservação dos campos missioneiros e das matas de pau-ferro. Ainda em fase inicial, o projeto está sendo elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e não prevê a desapropriação forçada de produtores, mas combinar a preservação com atividades econômicas sustentáveis, como a pecuária e o turismo ecológico.

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Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o agrônomo e coordenador técnico do Instituto Curicaca, Alexandre Krob, explicou detalhes sobre a proposta e desmentiu informações equivocadas que associam a criação da UC com processos antigos de desapropriação de terras e com o impedimento de atividades econômicas. A entidade sem fins lucrativas é uma das parceiras do ICMBio na elaboração de estudos técnicos do projeto.

Alexandre lembrou que o Pampa é um dos biomas menos protegidos do Brasil. Dados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) confirmam que apenas 3% da área do bioma é protegida por unidades de conservação. A proposta da UC visa estimular a pecuária missioneira, o turismo ecológico e a pesquisa científica, além de preservação de espécies endêmicas do Pampa.

“As matas de pau-ferro passaram por um período muito forte de uso de exploração para a produção de carvão e compõem essas estratégias de conectividade que acompanham os grandes rios formadores de todo o Rio Grande do Sul. Nesse caso, especialmente da região missioneira, temos algumas espécies mais emblemáticas para a proposta dessa Unidade de Conservação, principalmente, o capim-barba-de-bode“, explica o agrônomo.

A proposta de elaborar estudos sobre a UC nasceu após oficina nacional em Brasília, que priorizou áreas para novas Unidades de Conservação federais em todos os biomas. O processo está em fase inicial e prevê diversas etapas de diálogo com as comunidades locais. O ICMBio já iniciou a primeira fase de contato com as prefeituras dos municípios da região, além de reuniões com especialistas.

O coordenador técnico do Instituto Curicaca ressaltou que a construção de uma área dedicada à preservação do Pampa inclui a participação e presença de atividades tradicionais do bioma, como a pecuária. Para isso, uma das possibilidades é a criação de uma Área de Preservação Permanente (APA), como já ocorre em outros locais do bioma.

“É um erro usar como referência situações que foram usadas lá na década de 1970. Em que algumas unidades de conservação que foram criadas buscavam que as pessoas fossem retiradas das suas áreas. Hoje em dia, principalmente pro Pampa, não se trabalha mais com essa estratégia. É uma estratégia de convivência das pessoas e das atividades sustentáveis tradicionais”, complementa Alexandre.

Ainda em relação às áreas que seriam destinadas para a Unidade de Conservação, o especialista destaca que são territórios com solos impróprios para a mecanização agrícola, ou seja, a criação da UC não iria trazer impactos negativos para a produção agrícola regional.

Matas de pau-ferro (Foto: Eduardo Velez/Instituto Curicaca)

Fonte: Rádio São Luiz

Luís Fernando Pires comenta preocupação e posição contrária à unidade de conservação na região

Foto: Evelise Oliveira/Rádio São Luiz

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está discutindo uma proposta para criar a Unidade de Conservação (UC) do Pau-Ferro. A proposta visa a proteção dos campos missioneiros e das matas de pau-ferro, no noroeste do Rio Grande do Sul. O tema foi abordado em entrevista, nesta sexta-feira (05/12), pelo advogado e assessor da assessor da presidência da Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul), Luís Fernando Cavalheiro Pires, que manifestou posição contrária à proposta.

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A proposta da nova UC, ainda em fase preliminar, prevê a destinação de 117 mil hectares assegurar a conservação dos remanescentes de vegetação nativa. A intenção do ICMBio e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) é valorizar a pecuária missioneira, além de fomentar atividades de turismo ecológico e pesquisa científica.

Segundo dados do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), o Pampa possui apenas 3% de sua área protegida por unidades de conservação, menor proporção entre todos os biomas brasileiros. As matas de pau-ferro abrigam algumas espécies endêmicas do Pampa, como a barba-de-bode e o espinilho.

De acordo com Luís Fernando, já existem legislações para proteger às matas de pau-ferro, além de áreas de proteção ambiental permanente (APP) que devem ser respeitadas pelos produtores. Entre os municípios que teriam áreas destinadas para a UC estão: Santiago, Unistalda, Bossoroca, Itacurubi e Santo Antônio das Missões.

O advogado explicou detalhes sobre os diferentes tipos de UC e citou os impactos econômicos da destinação dessas áreas, atuais propriedades privadas, para a conservação ambiental. No caso das desapropriações, os produtores recebem uma indenização, porém, Luís Fernando mencionou a preocupação com o andamento desse processo e os valores.

O assessor da Farsul alegou que a nova UC iria prejudicar a economia regional e trazer incerteza para os produtores. “Estamos nos colocando fortemente contra isso”, afirmou. Como alternativa, o advogado citou a possibilidade do governo pagar por serviços ambientais para os produtores, visando a preservação das matas de pau-ferro.

Luís Fernando descreveu a mobilização das prefeituras e sindicatos rurais para pressionar o governo federal contra a proposta. Segundo ele, a região perderia investimentos e oportunidades econômicas com a instalação da nova UC.

Confira a entrevista na íntegra no Facebook da Rádio São Luiz.

Fonte: Rádio São Luiz

Vigilância Ambiental de São Luiz Gonzaga intensifica ações de combate à dengue e amplia monitoramento do Aedes aegypti

Foto: Canva/Ilustrativa

O coordenador da Vigilância Ambiental de São Luiz Gonzaga, Joel dos Santos Pessoa, em entrevista a Rádio São Luiz nesta sexta-feira, 21 de novembro de 2025 que destacou as ações desenvolvidas no município para o enfrentamento da dengue e o controle do mosquito Aedes aegypti, destacando o reforço nas estratégias de prevenção e monitoramento diante do aumento de casos no Rio Grande do Sul e da circulação de um novo sorotipo considerado mais virulento.

Durante a entrevista, foi informado que o município atua com uma equipe de nove agentes de combate a endemias, número reduzido em função de demandas internas e afastamentos, mas que mantém as atividades de campo em todos os bairros e regiões da cidade. Entre as principais medidas em execução está a intensificação do monitoramento por meio da instalação de armadilhas conhecidas como ovitrampas, metodologia adotada pelo Estado e incorporada em São Luiz Gonzaga para identificação precoce da presença do vetor. Esses dispositivos, constituídos por recipientes escuros com palhetas e atrativo específico, permitem a coleta de ovos da fêmea do mosquito, possibilitando o acompanhamento técnico da infestação em áreas estratégicas.

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As armadilhas já foram instaladas em pontos dos bairros Paz, Duque, Floresta, Agrícola, Mário, Monsenhor Wolski, Presidente Vargas, Trinta, Pedreira e Harmonia, com apoio de moradores que autorizaram o uso de suas residências para a colocação dos dispositivos. O procedimento prioriza um imóvel por quarteirão, desde que disponha de espaço adequado, permitindo maior abrangência no controle vetorial e no mapeamento da infestação.

Joel alertou para a importância da colaboração da comunidade, especialmente no cuidado com pátios, fundos das residências, descarte correto de resíduos e atenção permanente a locais que possam acumular água parada, com destaque para piscinas, que permanecem com água durante o período de temperaturas mais elevadas. De acordo com os dados apresentados, o município registrou em 2024 um total de 945 casos confirmados de dengue, sendo 631 autóctones, enquanto em 2025 já foram contabilizados oito casos provenientes do ano anterior, cenário que reforça a necessidade de vigilância contínua.

O coordenador também ressaltou a preocupação com a chegada ao Estado do sorotipo três da dengue, que não havia sido identificado anteriormente em São Luiz Gonzaga, mas que já se espalha por municípios vizinhos, sendo associado a formas mais graves da doença. Diante desse quadro, a Vigilância Ambiental orienta que a população busque atendimento médico imediatamente ao apresentar sintomas como dor de cabeça e dor retro-orbital, evitando a automedicação e priorizando o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.

A Vigilância Ambiental segue disponível para atendimento e orientações junto à Secretaria Municipal de Saúde, mantendo ações permanentes de conscientização, visitas domiciliares e monitoramento técnico em todo o território municipal, com apoio institucional e divulgação das informações por meio da imprensa local, ampliando o alcance das orientações preventivas à população.

Fonte: Rádio São Luiz 

Mobilização dos Escoteiros Caetés reforça a necessidade de gestão sustentável de resíduos

Foto: Canva/Ilustrativa

A realização do Drive-Thru Scout Eco Caetés, no dia 23 de novembro 2025, na Praça Cícero Cavalheiro, ocorre em um momento em que o debate internacional sobre o aquecimento global é intensificado pela COP30 realizada de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém do Pará, que discute metas de redução de impactos ambientais e políticas de sustentabilidade. A iniciativa do Grupo Escoteiro Caetés de São Luiz Gonzaga/RS, presidido por Cláudia Golz, insere-se nesse contexto ao promover a coleta organizada de óleo de cozinha usado, um resíduo que, quando descartado de forma incorreta, amplia danos ambientais.

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O descarte inadequado do óleo apresenta consequências diretas para os ecossistemas. Um litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água, comprometendo a vida aquática e afetando o solo. Em redes de esgoto, o resíduo se solidifica e provoca entupimentos significativos, gerando custos adicionais de manutenção. Quando lançado no solo, forma uma camada impermeável que dificulta a infiltração da água e pode agravar enchentes em períodos de chuva. Na decomposição ambiental, sua liberação de gás metano (CH₄) contribui para o efeito estufa, tema amplamente discutido em conferências climáticas internacionais.

A orientação de manejo adequado reforça práticas alinhadas às diretrizes de sustentabilidade defendidas globalmente. O óleo deve ser armazenado após esfriar, filtrado quando necessário e colocado em garrafas PET ou recipientes com tampa. O passo seguinte é encaminhar o material para pontos de coleta seletiva. No caso da ação promovida pelos escoteiros, o drive-thru será o ponto de entrega, com posterior envio do óleo para uma empresa de Horizontina, responsável pela reciclagem e transformação em produtos como sabão e biodiesel.

A campanha também possui relevância social. O valor arrecadado com a venda do óleo será integralmente destinado ao Lar Escola de São Luiz Gonzaga, integrando a mobilização ambiental ao apoio institucional local. Para os jovens escoteiros, a participação no processo fortalece conhecimentos sobre práticas sustentáveis e estimula a atuação cidadã. Com isso, o Drive-Thru Scout Eco Caetés se posiciona como ação convergente às discussões da COP30, articulando responsabilidade ambiental, gestão correta de resíduos e compromisso comunitário.

Fonte: Rádio São Luiz

5° Ciclotrilha da Integração Guarani-Jesuítica promove turismo missioneiro neste domingo (2)

Foto: Divulgação/Trilha da Integração Guarani-Jesuítica

História, natureza e ciclismo, estas são as bases da 5° Ciclotrilha da Integração Guarani-Jesuítica. O evento reúne ciclistas da região em cinco percursos que percorrem pontos turísticos e históricos de Roque Gonzales. A atividade acontece neste domingo, 2 de novembro, com saída da Prainha de Roque Gonzales.

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Neste ano, a iniciativa da Trilha da Integração Guarani-Jesuítica celebra os 400 anos das Missões Jesuíticas-Guaranis no Rio Grande do Sul. Desde 2018, o projeto promove percursos pela paisagem da região, em três modalidades: caminhada, ciclismo e cavalgada.

Idealizador da trilha e diretor do Departamento de Turismo de Roque Gonzales, Iraci Luft explica que a intenção é promover a integração entre as comunidades, estimular o contato com a natureza, bem como a saúde física e mental. “Nós somos herdeiros de uma parte do primeiro ciclo Guarani-Jesuítico.  Temos dois pontos marcantes dessa história, que são o Cerro do Inhacurutum, representando os guaranis, e o Santuário de Assunção do Ijuí, representando os jesuítas”, acrescenta.

Na edição deste ano, serão cinco diferentes percursos, incluindo uma trilha de cicloturismo kids, para incentivar a participação de crianças. Os outros quatro percursos possuem trajetos diferentes que variam de 10km a 47km, com paradas e apoio logístico.

A recepção dos participantes está marcada para 7h, na Prainha, com início dos percursos. O ponto de encontro comum será no Santuário de Assunção do Ijuí, para o almoço. Segundo Iraci, o número de inscrições já passa de 100 pessoas e o prazo foi estendido até o final desta quinta-feira (30/10), por meio de formulário on-line.

As cinco opções de percurso são:

  • Cicloturismo Kids (2 km);
  • Cicloturismo Passeio (10 km);
  • Cicloturismo Sport 01 (31 km);
  • Cicloturismo Sport 02 (42 km);
  • Cicloturismo Pró (47 km)

“Estamos num trabalho de evolução e qualificação dos nossos pontos turísticos. E o ciclismo permite juntar saúde física e mental, com a integração e natureza”, destaca o coordenador da trilha.  Mais informações podem ser obtidas com Iraci Luft pelo telefone (55) 99974-4652 ou na página oficial da trilha no Instagram: @trilhaguaranijesuitica.

Fonte: Rádio São Luiz

Iniciativa convida população a escolher ave símbolo de São Luiz Gonzaga

Foto: Divulgação/UERGS

Até a próxima sexta-feira, 10 de outubro, a população de São Luiz Gonzaga pode participar de votação para a escolha da ave símbolo do município. A iniciativa foi idealizada pelo projeto de extensão universitária Observatório de Aves Missioneiras, da UERGS. Entre as candidatas, estão quatro espécies: João-de-barro, Caturrita, Quero-quero e Sanhaço-papa-laranja.

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A votação surgiu a partir de experiência do projeto com crianças de escolas de ensino fundamental, liderado pela estudante de Agronomia Delmira Sandra de Moura. Inicialmente, os estudantes identificaram 53 diferentes espécies em São Luiz Gonzaga e, a partir disso, fizeram a seleção de quatro delas para concorrer ao título. Após a escolha, um projeto de lei será encaminhado ao Legislativo para formalizar a iniciativa e tornar a espécie em ave símbolo local.

Segundo o professor Rafael Meirelles, o objetivo principal é estimular a educação ambiental, a partir da identificação das pessoas com as espécies. “Chamando a atenção para as aves, as pessoas acabam percebendo algumas práticas dentro do município, como preservação de árvores e a importância de trabalhar mais com a questão dos animais”, explica Rafael.

A votação é feita de forma on-line, em formulário. A divulgação do resultado está prevista para o dia 13 de outubro. O docente da UERGS destaca o envolvimento da comunidade na iniciativa e a ligação com a memória afetiva das pessoas que já tiveram contato com o João-de-barro, a Caturrita, o Quero-quero ou a Sanhaço-papa-laranja.

“As aves são bem presentes na cultura gaúcha, ainda mais algumas dessas que estão na votação. Acho que todas as quatro já foram cantadas em músicas”, complementa Rafael.

Fonte: Rádio São Luiz

Período de piracema exige atenção às restrições de pesca

Foto: Canva/Ilustrativa

A Eletrobras CGT Eletrosul, responsável pela operação da Hidrelétrica Passo São João, localizada no rio Ijuí, entre os municípios de Roque Gonzales e Dezesseis de Novembro/RS, divulgou orientações sobre o período de piracema 2025/2026. A reprodução dos peixes ocorre entre 1º de outubro 2025 e 31 de janeiro 2026, período em que a pesca sofre restrições em todo o Rio Grande do Sul, incluindo proibições específicas em áreas próximas a corredeiras e barragens de empreendimentos hidrelétricos.

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As medidas seguem a Instrução Normativa nº 193/2008 do Ibama, que estabelece limitações à prática da pesca. Entre as proibições estão a atividade a montante e a jusante de barragens, cachoeiras e corredeiras, incluindo a saída das casas de força das usinas, em um raio de 1.500 metros. Também não é permitido pescar a montante e a jusante das confluências dos afluentes do rio Ijuí, em uma distância de 500 metros. Além disso, há vedação ao uso de embarcações motorizadas, molinetes, carretilhas, redes, tarrafas, espinhéis e similares, assim como à promoção e participação em competições de pesca.

A norma autoriza apenas a pesca desembarcada ou com embarcações não motorizadas, utilizando linha de mão, vara e anzol, desde que observados os tamanhos mínimos permitidos e o limite máximo de captura e transporte de cinco quilos de peixe por pescador. Também é admitida a pesca científica, mediante autorização dos órgãos competentes.

Piracema é o nome dado ao processo de migração dos peixes rio acima para a reprodução. Em determinada época do ano, os peixes que estão fisiologicamente preparados sobem os cursos d’água em busca de locais com características físico-químicas adequadas, como maior oxigenação, que garantem a fecundação dos óvulos e a sobrevivência das larvas. Algumas espécies necessitam de ambientes específicos para realizar a desova, favorecendo a preservação das futuras populações. Durante esse deslocamento, os peixes ficam mais vulneráveis à captura, motivo pelo qual a legislação estabelece restrições à pesca no período, assegurando a continuidade das espécies e o equilíbrio ambiental.

Para esclarecimentos sobre o período, a Eletrobras disponibiliza atendimento pelo telefone (55) 3314-6140.

Fonte: Rádio São Luiz

Aparp promove ação de educação ambiental em alusão ao Dia da Árvore

Foto: Divulgação/Aparp

A Associação de Proteção Ambiental Amigos do Rio Piratini (Aparp) promoveu uma ação de educação ambiental em alusão ao Dia da Árvore, em São Luiz Gonzaga. A atividade foi realizada em parceria com o Comdema (Conselho Municipal de Meio Ambiente) e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Luiz Gonzaga que doou duas mudas de Ipê, um roxa e outro amarelo. As mudas foram plantadas na segunda-feira, 22 de setembro, por crianças da Escola Municipal Centenário.

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Presidente do Comdema e da Aparp, João Luiz Gonçalves ressalta a importância de trabalhar a educação ambiental com as crianças, como uma forma de incentivo ao cuidado com o meio ambiente. Segundo ele, a intenção da Aparp é aumentar o número de atividades voltadas a esse público, inclusive, com a organização de um passeio pelo Rio Piratini, além de palestras e outras ações em escolas do município.

Atualmente, a Aparp está passando por um processo de reestruturação e conta com cerca de 16 associados ativos. João Luiz ressalta que a associação está aberta para receber novos membros e voluntários interessados em contribuir com as atividades de preservação ambiental da entidade.

“O meio ambiente nunca tem um fim, tem um ciclo e vai se renovando e é essa parte que nós queremos deixar mais vivo para as pessoas”, destaca o presidente da Aparp e do Comdema. Ele recorda também que a educação ambiental é um elemento para garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.

Fonte: Rádio São Luiz

Concurso fotográfico estimula valorização do Pampa gaúcho

Tropilha de Cavalos – Estância Santa Rita do Jarau – Quaraí- RS (Foto: Jorge Guerino Lansarin/Olhares sobre o Pampa)

Em sua 2°edição, o concurso “Olhares sobre o Pampa” premia fotografias que mostrem aspectos ambientais e culturais do bioma Pampa. Podem participar fotógrafos profissionais e amadores. A iniciativa busca valorizar a biodiversidade deste território e possui financiamento da Lei de Incentivo à Cultura, do Pró-Cultura RS.

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As inscrições seguem abertas até o dia 30 de setembro pelo site do projeto. Ao final, serão selecionadas 20 fotografias, sendo 10 de fotógrafos amadores, e 10 de fotógrafos profissionais. Os ganhadores também receberão premiação em dinheiro e a curadoria será feita por três fotógrafos, Egberto Dutra, Leandro Abreu eLuis Felipe Ulbrich.

“Trabalhamos com os fotógrafos que têm como isso profissão, mas também para os amantes da fotografia. Todas aquelas pessoas que tiverem um celular ou uma câmera digital, qualquer aparelho que possa registrar aquele momento, que a pessoa ache que seja importante”, explica Guilherme Heck, representante da Foco Arte e Cultura, responsável pela realização do concurso, com apoio de outras entidades e empresas.

As obras serão expostas em evento, previsto para 9 de novembro, em Santana do Livramento (RS), que contarão com shows e uma oficina de fotografia. Segundo Guilherme, a iniciativa surgiu a partir de outro projeto semelhantes, o Olhares sobre o Rio Uruguai, concurso voltado à valorizar a beleza e a cultura que se desenvolve em relação com esse curso de água.

Na primeira edição do “Olhares sobre o Pampa”, realizada em 2024, o concurso teve a inscrição de 513 fotos de amadores e 228 de profissionais.  Os detalhes sobre o regulamento e como participar também estão disponíveis na página do projeto. O projeto conta com o Financiamento: Pró-Cultura RS. Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: Rádio São Luiz

Primavera: floração das plantas estimula atividade das abelhas e safra de mel

Foto: Freepik/Ilustrativa

A primavera inicia oficialmente nesta segunda-feira, 22 de setembro, e é reconhecida pela floração das plantas e aumento das temperaturas. Essas condições, em conjunto com o aumento da incidência solar, beneficiam as atividades das abelhas e, consequentemente, a apicultura e meliponicultura. Em entrevista à Rádio São Luiz, o professor da UERGS Rafael Meirelles explicou detalhes sobre esses processos.

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Doutor e mestre em Fitotecnia, Rafael realiza diversas pesquisas sobre abelhas e a importância de seus serviços ecossistêmicos para o desenvolvimento das plantas e da agricultura. Segundo ele, durante a primavera também é comum o aumento dos enxames dos insetos e sua reprodução, por conta do aumento nas temperaturas médias em relação ao inverno.

O professor recorda que as abelhas são como arquitetas do ecossistema que envolve as plantas e a produção agrícola. “Como boa parte das plantas dependem das abelhas para se reproduzir, é válido dizer que as abelhas garantem a reprodução da base da cadeia alimentar. Elas são responsáveis pela produção de boa parte dos alimentos que a gente consome”, explica Rafael.

Entre as frutas e demais plantas que dependem totalmente das abelhas, estão morango, abóbora, melão, melancia, entre outras. Esse período de floração das plantas também demanda cuidados e ações de manejo por parte de apicultores e meliponicultures. “Começa a abrir, limpar as caixas, reforçar as estruturas. Colocar as melgueiras. Os enxames novos que forem capturados vão ter a oportunidade de se estabelecer e se reforçarem”, exemplifica o docente da UERGS.

Segundo Rafael, no Rio Grande do Sul existem cerca de 25 espécies de abelhas, sendo a maioria delas nativas e sem ferrão. “Em São Luíz, temos uma abundância grande de jataí, tubuna, canudo. São abelhas que, eventualmente, até mordem, mas mordem com a boca. Elas não possuem ferrão, não possuem peçonha ou veneno. Às vezes, elas se enrolam no cabelo, é forma que elas têm para se defender”, descreve.

No caso de retirada de enxames de abelhas, o professor da UERGS recorda que esse processo deve ser feito por apicultores. Informações e dúvidas sobre a retirada podem ser tiradas junto ao Laboratório de Pesquisas com Insetos Benéficos (Lapib).

Fonte: Rádio São Luiz

6° edição da Trilha dos Santos Mártires de Bike terá percurso por comunidades e intervenções culturais

Foto: Divulgação/Trilha dos Santos Mártires de Bike

A 6° edição da Trilha dos Santos Mártires de Bike terá um roteiro com visita a diferentes comunidades da região das Missões e intervenções culturais. A atividade é organizada pela Associação Amigos da Trilha dos Santos Mártires das Missões e será realizada nos dias 26, 27 e 28 de setembro. O percurso possui cerca de 200km por diversos pontos turísticos da região e tem como objetivo proporcionar o contato com a história, o meio ambiente e a espiritualidade.

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Coordenador da trilha de bike, Cléber Tobias pontua que a trilha proporciona a experiência de uma peregrinação de bicicleta. Segundo ele, um dos principais elementos chave da atividade, que teve início em 2017, é o contato com as comunidades locais. “Reencontrar aquelas pessoas que estão esperando que a trilha aconteça, para trocar uma palavra de amizade, de incentivo de conhecimento as pessoas já nos esperam, isso é o mais gratificante”, destaca.

O percurso inclui diferentes lugares importantes para a história regional, como o Passo do Padre, em Santo Isidro, no interior de Santo Nicolau, a Cruz do Martírio e o Cerro do Inhacurutum, em Roque Gonzalez e o Santuário do Caaró, em Caibaté. Ao longo dos três dias de trilha, também estão previstas diversas intervenções culturais com especialistas, pesquisadores e lideranças comunitárias.

“Ao longo da trilha, em cada local de parada, buscamos trazer para a comunidade uma palestra de algo relacionado ou ao meio ambiente, a questão histórica ou a questão da espiritualidade”, explica Cléber. Na maior parte do tempo, o percurso é feito por estradas vicinais, sendo pelo menos 65km em cada dia, com paradas para hidratação. Segundo o coordenador, não existe limite de inscrição e a participação é gratuita, em geral, costumam participar de 10 a 20 pessoas.

É possível participar também de apenas um dos dias da trilha e, durante o percurso, os ciclistas são acompanhados por um carro de apoio que oferece assistência e a possibilidade de descanso. “Até mesmo crianças participam da trilha, não ao longo dos 200 km, mas fazem uma pedalada no turno da manhã e depois uma pedalada no turno da tarde”, exemplifica.

Confira a programação completa:

26/09 – Sexta-feira – 60KM

6h30 – Ponto de encontro Pousada dos Jesuítas em São Nicolau. 

  • Café compartilhado.
  • Cadastro dos trilheiros e entrega dos passaportes.

7h – Saída do comboio em direção ao Passo do Padre.

8h30 – Abertura oficial da 6ª Trilha de Bike no Passo do Padre.

11h30 – Visitação ao Sobrado Silva e recepção da Sec. de Turismo de São Nicolau.

12h – Almoço no Restaurante Tembi’u Porã.

  • Intervenção cultural com Edison Lisbôa – “Trilha dos Santos Mártires, 25 anos de história”.

14h – Visitação ao Sítio Arqueológico de São Nicolau.

15h30 – Recepção no município de Pirapó.

18h30 – Visitação à Cruz do Martírio de João de Castilhos. 

19h – Jantar e pernoite no Santuário Assunção do Ijuí.

  • Intervenção cultural com Josnei Machry Weber – “Terra de Nnheçu – Integração guarani-jesuítica”


27/09– Sábado – 70KM

7h – Início do 2º dia de pedal.

8h – Visitação com intervenção histórica no Cerro do Inhacurutum.

  • Intervenção cultural com Iraci Luft – “Nnheçu”

12h – Almoço Comunidade Boa Esperança.

15h30 – Registro fotográfico no Pórtico de São Pedro do Butiá

19h – Jantar e pernoite na residência do Sr. José Luiz  e Dona Júlia na Figueira/Rolador.

  • Intervenção espiritual  com Irmão Celso Schneider
  • Intervenção cultural com Artur Bernardo.

 

28/09– Domingo – 60 KM 

7h – Início do 3º dia de pedal.

8h – Intervenção histórica no Sítio Arqueológico Candelária do Caaçapamini.

9h15 – Registro na Praça Municipal do Rolador

10h30 – Visitação à Casa de Pedra da Família Kliemann.

12h – Almoço no Esporte Clube São Luiz em Mato Queimado.

15h – Intervenção histórica: Monumento aos Santos Mártires – Praça Municipal de Caibaté.

17h – Santuário do Caaró – Encerramento oficial da 6ª Trilha de Bike.

As inscrições podem ser feitas pelo Instagram da Trilha dos Santos Mártires ou pelo telefone (55) 9815-7954.

Fonte: Rádio São Luiz