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Infectologista alerta para alta de doenças respiratórias e importância da vacinação

Foto: Canva

Com a proximidade do inverno e a queda nas temperaturas, os serviços de saúde acendem um alerta para o risco de crescimento nas doenças respiratórias e a importância da vacinação contra a gripe, principalmente, de grupos prioritários. Conforme o infectologista Sérgio David Jaskulski Filho, a vacina é a principal medida de prevenção para evitar casos graves e hospitalizações.

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Em maio, o governo estadual declarou situação de emergência em saúde pública devido ao aumento de casos e a crescente demandas por serviços de emergência relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causadas principalmente por vírus, como a Influenza. 

Conforme dados do Painel da Secretaria Estadual de Saúde (SES), já foram registradas 7.317 hospitalizações por SRAG e 548 mortes em 2025, a maioria idosos com mais de 60 anos e crianças com até 6 anos. Na 12° Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) de Santo Ângelo, foram 132 hospitalizações e 9 mortes. A situação levou o Executivo estadual a ampliar os investimentos no programa Inverno Gaúcho com Saúde.

De acordo com Sérgio, o atual panorama de doenças respiratórias possui relação com a sazonalidade e a época do ano, mas também com a baixa cobertura vacinal da população. A média do grupo prioritário no Rio Grande do Sul fica perto de 30%, o que inclui idosos e crianças que possuem maior chance de desenvolver um quadro grave, como uma pneumonia.

“É uma vacina já antiga e segura. Ela protege contra a H1N1, protege a influenza A, que é essa que está dominando já agora os diagnósticos aqui e tem uma cepa nova que é o Gama 32″, explica o infectologista. Segundo ele, aumentar a cobertura vacinal é essencial para prevenir o adoecimento e consequentemente diminuir o risco de superlotação de hospitais e leitos.

Entre os sintomas comuns aos diferentes vírus respiratórios estão: tosse seca, irritação na garganta e febre alta. Sérgio ressalta que pessoas imunossuprimidas e com doenças pré-existentes precisam ter cuidado redobrado, por conta da imunidade mais baixa.

No caso de pessoas com congestão nasal, o especialista salienta que a recomendação é o uso de máscaras para evitar espalhar a doença, além da higienização constante das mãos. “Levar um álcool gel no bolso e a máscara cirúrgica, já diminui bastante a carga viral em cerca de 50%, para evitar a transmissão no ambiente”, acrescenta. Quem tiver sido infectado também precisa aguardar 30 dias para receber a vacina.

Fonte: Rádio São Luiz

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