Saúde

Janeiro branco: campanha estimula cuidado com saúde mental desde o início do ano

Foto: Freepik

A campanha do Janeiro Branco faz parte do calendário de iniciativas para mobilizar a sociedade em torno dos cuidados com a saúde mental. Médico neurologista, José Renato Guimarães Grisolia explica que o objetivo é estimular o autocuidado e a atenção com sinais de sofrimento mental desde o início do ano. Em 2026, o lema da campanha do janeiro branco é “Paz, Equilíbrio e Saúde Mental”.

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A campanha existe no Brasil desde 2014, mobilizando instituições, profissionais da área e voluntários. ” Uma consideração geral desse tema – paz, equilíbrio e saúde mental – convida a sociedade a desacelerar e refletir sobre a forma como se relaciona com o tempo, as emoções e a vida cotidiana”, destaca José Renato.

O médico recorda que os sintomas de adoecimento mental podem ser percebidos no ambiente familiar e também no trabalho, neste último caso, alguns sinais incluem queda de produtividade, estresse elevado e a possibilidade de crises de burnout.

Em São Luiz Gonzaga, a campanha do janeiro branco está no terceiro ano e a previsão é de que sejam realizadas publicações sobre o tema nas redes sociais e uma nova edição da “mateada de conscientização”, prevista para o dia 24 de janeiro, na Praça Cícero Cavalheiro.

Segundo José Renato, o ano de 2025 apresentou uma alta no número de atendimentos relacionados à saúde mental nas unidades do município. “O plantão do hospital teve muitos atendimentos de pacientes com doenças graves”, comenta. Diferente de épocas anteriores, a demanda que costumava reduzir em dezembro, aumentou, o que gerou filas de espera para atendimento.

Além do Hospital São Luiz Gonzaga que atende casos graves, o município conta com o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Saúde Mental, que atende diversas doenças mentais, e o CAPS AD, para pessoas em situação de dependência química.

A busca por atendimento para problemas de saúde mental também pode ser feita diretamente nas demais unidades básicas de saúde que fazem o encaminhamento para o serviço de psicologia e outras áreas relacionadas.

Fonte: Rádio São Luiz

Agendamento de exames passa a ser feito logo após consultas em Dezesseis de Novembro

Foto: Canva/Ilustrativa

A Secretaria de Saúde de Dezesseis de Novembro anunciou uma mudança na forma de agendamento de exames a partir desta terça-feira, 6 de janeiro. Agora, os pacientes poderão marcar os exames logo após a consulta médica, direto na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. Antes, os agendamentos eram realizados apenas no primeiro dia útil de cada mês.

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Segundo o Felipe Saul Campos, secretário de saúde de Dezesseis de Novembro, a medida visa facilitar o agendamento e evitar a formação de filas. A medida vale para exames via Sistema Único de Saúde (SUS) e, em casos de urgência e emergência, encaminhados via consórcios de saúde.

Atualmente, o município participa de três consórcios de saúde, entre eles, o Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cois) da Microrregião de São Luiz Gonzaga. Felipe ressalta que essas parcerias entre os municípios são essenciais para reduzir filas de espera e também para compra de medicamentos.

Em 2025, foram destinados cerca de R$411 mil para agendamento de consultas via COIS em Dezesseis de Novembro. Além disso, o município investiu R$32 mil em próteses dentárias e outros R$411 em compras de medicamento, este último via CISA (Consórcio Intermunicipal do Noroeste do RS).

O secretário também comenta sobre o trabalho feito para reduzir filas de cirurgias, como de catarata. No último ano, foram 16 procedimentos e para 2026, já estão agendadas mais dez. Ele ainda citou a parceria com o Hospital São Luiz Gonzaga (HSLG), referência para os municípios da região.

Fonte: Rádio São Luiz

Vacina contra o vírus sincicial respiratório está disponível para gestantes em São Luiz Gonzaga

Foto: Canva

Gestantes a partir da 28° semana de gravidez podem buscar as unidades de saúde de São Luiz Gonzaga para realizar a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A imunização é a principal forma de prevenção da infecção que afeta principalmente recém-nascidos e crianças menores de dois anos. 

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O VRS atinge principalmente bebês ou pessoas com o sistema imunológico fraco, sendo responsável por até 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias durante certas épocas do ano, segundo informações do Ministério da Saúde.

No Brasil, em 2023, o VSR foi responsável por 26% dos 247 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
(SRAG).  Cerca de 10% das crianças que têm a primeira infecção pelo vírus precisam ser hospitalizadas, e metade delas vai para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O risco de hospitalização é maior em bebês com até cinco meses de idade.

Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, a enfermeira Agueda Martins Balbé reforçou a importância da imunização das gestantes, como forma de aumentar a proteção das crianças. Segundo ela, o município já teve diversos casos de bebês hospitalizados por conta da infecção. “Teve casos aqui de São Luís Gonzaga que as crianças acabaram tendo que ser transferidas para uma UTI pediátrica”, acrescentou.

A vacina pode ser feita em qualquer unidade de saúde do município, das 7h às 13h. Para receber o imunizante, além da carteira de vacinação, é preciso apresentar um atestado médico que comprove já terem sido passadas as 28 semanas de gravidez ou a carteira de gestante.

A enfermeira destacou que a vacina contra o VSR foi incluída no calendário vacinal das gestantes, podendo ser realizada em qualquer época do ano. Em São Luiz Gonzaga, o imunizante começou a ser aplicado no dia 16 de dezembro.

“Qualquer tipo de vacina é fundamental para desenvolver anticorpos e, no momento que a pessoa entrar em contato com o vírus, o organismo vai reagir e a pessoa não vai ficar doente. esse é o maior objetivo das vacinas. Agora, nós estamos falando especificamente da gestante, mas todas têm esse objetivo de funcionar como uma barreira contra os vírus causadores da doença”, enfatizou Agueda.

Fonte: Rádio São Luiz

Johnni Bocacio é reeleito presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde

Foto: Divulgação/COIS

O Consórcio Intermunicipal de Saúde (COIS) da Microrregião de São Luiz Gonzaga realizou na última sexta-feira, 19 de dezembro, a reunião de definição da diretoria para o ano de 2026. Na ocasião, o prefeito de Dezesseis de Novembro, Johnni Bocacio (PP), foi reconduzido ao cargo. Outro ponto abordado no encontro foi assinatura de convênio com o governo estadual para realização de exames.

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Johnni assumiu a presidência do COIS no início de 2025 e seguirá no cargo até o final de 2026. Os demais membros da diretoria do consórcio também foram reconduzidos aos seus cargos.

Em entrevista à Rádio São Luiz FM 100.9, o gestor comentou sobre o trabalho desenvolvido em parceria entre os municípios da microrregião para qualificar os serviços de saúde e ajudar na manutenção do Hospital de São Luiz Gonzaga (HSLG), referência para as cidades do consórcio.

Por meio do COIS, os municípios fazem a contratação de prestadores de serviço em diferentes áreas da saúde, ajudando a desafogar a demanda por atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde). “Hoje, o consórcio também tem uma parceria com a ACISA, que é um consórcio que atua na área de compra de medicamentos”, explicou Johnni.

Em parceria com a AGCONP (Agrupamento de Municípios para a Gestão Consorciada da Saúde no Rio Grande do Sul), o COIS irá assinar em breve um contrato com o governo estadual para compra de exames em áreas como tomografia, ressonância, colonoscopia e endoscopia. 

Pelo contrato, cada municípios receberia o valor de R$494 mil. Segundo Johnni, o convênio com o governo estadual deve ser assinado até o início do próximo ano.

Fazem parte do consórcio doze municípios, são eles: Bossoroca, Dezesseis de Novembro, Garruchos, Mato Queimado, Rolador, Roque Gonzales, Santo Antônio das Missões, Pirapó, São Luiz Gonzaga, São Nicolau, São Pedro do Butiá e Vitória das Missões.

Fonte: Rádio São Luiz

Dois casos de meningite bacteriana são identificados em Santo Ângelo

Foto: Canva/Ilustrativa

Dois casos de meningite bacteriana foram confirmados na última semana em duas crianças de Santo Ângelo. Os casos ocorreram em uma turma escolar com 21 alunos com idades entre três e quatro anos. Ambas as crianças precisaram ficar internadas, mas já tiveram alta hospitalar. Por conta das duas notificações, as equipes de saúde seguem monitorando a situação pelos próximos 30 dias.

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Existem dois tipos de meningite: bacteriana e viral. No caso da bacteriana, o diagnóstico é geralmente feito por punção pulmonar. No caso das duas crianças infectadas, o exame confirmou a presença da bactéria Haemophilus. Os principais sintomas incluem febre alta, dor de cabeça e rigidez na nuca, náuseas, vômito, podendo evoluir para convulsões e coma, em casos graves.

Segundo informações repassadas pelo responsável da 12° Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) de Santo Ângelo, Rodrigo Reis, apenas uma das crianças teve convulsões, sendo transferida para uma UTI pediátrica de hospital em Santa Rosa. A segunda criança ficou internada no Hospital de Santo Ângelo. Alunos, funcionários e familiares da escola seguem sendo monitorados.

Rodrigo mencionou a preocupação em relação à demora do diagnóstico. “Essa notificação foi tardia, estamos acertando com os serviços para que não haja mais esse tipo de situação”, acrescentou. Ainda assim, a expectativa é de que não sejam notificados mais casos.

Ainda em termos de prevenção, o coordenador da 12° CRS citou a importância da vacinação, principalmente, para prevenir casos graves de meningite. Atualmente, existem diferentes vacinas meningocócicas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). “A preocupação dos pais deve ser sempre em manter as vacinas de rotina das crianças atualizadas”, enfatizou Rodrigo.

Fonte: Rádio São Luiz

SAMU de São Luiz Gonzaga completa 15 anos de atuação

Foto: SAMU/Divulgação

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de São Luiz Gonzaga/RS completa neste sábado, 6 de dezembro de 2025, quinze anos de atividades no município. Desde o início das operações, o serviço se consolidou como estrutura permanente de atendimento pré-hospitalar, operando de forma ininterrupta e integrando ações municipais, estaduais e federais no setor de urgência e emergência.

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A base local conta atualmente com treze profissionais, entre seis condutores socorristas, seis técnicos de enfermagem e uma enfermeira responsável técnica. A equipe realiza atendimentos clínicos, obstétricos, psiquiátricos e traumáticos. As ocorrências mais frequentes envolvem episódios de hipoglicemia, desmaios, alterações de pressão arterial, dor torácica e casos respiratórios. A regulação das chamadas ocorre pela Central de Porto Alegre, por meio do número 192 ou pelo aplicativo “Chamar 192”.

Ao longo dos anos, o serviço passou por processos contínuos de qualificação. As capacitações internas são mensais, com atualização de protocolos e treinamentos regulares. Também são promovidas atividades externas voltadas à comunidade, realizadas em parceria com escolas, empresas e instituições, ampliando a difusão de informações sobre primeiros socorros e o uso adequado do serviço.

Em referência ao marco de 15 anos, a enfermeira e responsável técnica Daiane Brigo destacou a trajetória do serviço e o compromisso da equipe: “Chegamos a esta data com uma estrutura consolidada e com profissionais que atuam com responsabilidade em cada ocorrência. O serviço evoluiu ao longo dos anos, com atualização constante de protocolos e integração com a comunidade. Seguimos empenhados em manter a eficiência do atendimento e em reforçar o uso correto do serviço pela população.”

A orientação principal ao público permanece centrada no acionamento do SAMU exclusivamente para situações de urgência e emergência, quando há risco imediato à saúde. O repasse correto do endereço, incluindo pontos de referência, é apontado como fator determinante para a agilidade no deslocamento da equipe. Outro procedimento essencial é a permanência na linha telefônica até a finalização do contato com o médico regulador, etapa indispensável para a liberação da ambulância. Também é reforçada a necessidade de facilitar a passagem das viaturas no trânsito, considerando que atrasos podem comprometer o atendimento.

Neste marco de 15 anos, o serviço registra o funcionamento contínuo e a articulação com diferentes setores da rede de segurança e saúde, incluindo Corpo de Bombeiros e demais órgãos parceiros, mantendo o compromisso de atendimento à população e fortalecendo a estrutura municipal de urgência.

Fonte: Rádio São Luiz

Assinado convênio para aquisição de novo mamógrafo para o Hospital São Luiz Gonzaga

Foto: Joel Vargas/Ascom GVG

O município de São Luiz Gonzaga recebeu, no sábado, 8 de novembro 2025, a visita do vice-governador Gabriel Souza, em roteiro pelo interior do Rio Grande do Sul. A agenda contemplou o Hospital São Luiz Gonzaga, onde foi assinado o convênio que autoriza a liberação de recursos estaduais para a compra de um novo mamógrafo, equipamento avaliado em R$ 1,1 milhão. A aquisição integra o Programa Avançar, política da Secretaria Estadual da Saúde que vem direcionando investimentos à modernização de hospitais regionais e ao fortalecimento da rede pública de atendimento.

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O novo aparelho deverá ampliar a capacidade de realização de exames de mamografia no município e na região das Missões. Com previsão de entrar em operação em fevereiro de 2026, o equipamento terá capacidade anual estimada em cinco mil exames e permitirá a oferta de diagnóstico por imagem com maior precisão. O hospital projeta atingir o status de referência regional nesse tipo de atendimento, atendendo demanda própria e de municípios vizinhos.

Foto: Joel Vargas/Ascom GVG

A agenda do vice-governador também incluiu vistoria às obras de reforma e ampliação do Centro Cirúrgico da instituição. O projeto conta com R$ 1,7 milhão do governo estadual e R$ 300 mil de contrapartida do hospital. A intervenção prevê a entrega de quatro salas cirúrgicas até o final de 2026. Segundo a instituição, 20% do cronograma já foi executado, com foco na melhoria das condições estruturais e na ampliação da capacidade de atendimento em média e alta complexidade.

O Hospital São Luiz Gonzaga, com 123 leitos — 105 deles destinados ao Sistema Único de Saúde —, é referência em traumatologia e ortopedia na região, com média mensal de 140 cirurgias e atendimento aproximado de 90 mil pessoas de oito municípios. Nos últimos anos, a instituição vem recebendo reforço financeiro por meio de programas estaduais, como o Assistir, que ampliou em 165% o valor anual de repasses, alcançando R$ 5,3 milhões em 2025. Esses recursos integram o conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da rede hospitalar regional, que inclui modernização de equipamentos, expansão de serviços e qualificação da infraestrutura.

Fonte: Rádio São Luiz

Prefeitura de São Luiz Gonzaga prorroga intervenção no Hospital por mais dois anos

Foto: Emerson Scheis

O prefeito de São Luiz Gonzaga, José Antônio Flach Werle (Piti Werle) (MDB), assinou na tarde de 6 de novembro de 2025 o Decreto nº 7.792/2025, que prorroga, em caráter excepcional, a requisição de bens e serviços do Hospital São Luiz Gonzaga (HSLG) por mais dois anos, a contar de 10 de novembro de 2025. A medida visa garantir a continuidade dos serviços públicos de saúde prestados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar estabilidade administrativa à instituição.

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A decisão de manter a intervenção foi debatida ao longo dos últimos meses e ratificada em 14 de outubro, durante reunião do Conselho de Administração do Hospital São Luiz Gonzaga, que se manifestou de forma unânime pela prorrogação. O grupo destacou que o encerramento do decreto anterior poderia gerar insegurança jurídica e comprometer obras e projetos em andamento, incluindo as reformas estruturais do bloco cirúrgico, a instalação da UTI e da hemodiálise, e a substituição do telhado danificado por eventos climáticos.

Durante entrevista à Rádio São Luiz, o prefeito Piti Werle afirmou que a prorrogação foi resultado de um processo amadurecido desde o primeiro semestre, com apoio do Conselho Municipal de Saúde, Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Associação Comercial e Industrial (ACI), Sindilojas e Comissão Pró-Saúde. Segundo ele, a manutenção da intervenção representa a melhor alternativa no momento, até que a sociedade local esteja plenamente organizada para assumir a gestão da casa hospitalar.

O prefeito explicou ainda que a prorrogação tem duração de dois anos, com possibilidade de nova extensão após análise técnica, e que o período servirá para consolidar um modelo de governança que viabilize a transição futura da administração à comunidade. Piti Werle comentou a hipótese da parceria com Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) para a implantação dos serviços de alta complexidade.

A fiscalização e o acompanhamento da gestão permanecem sob responsabilidade do Conselho de Administração e Fiscalização, composto por representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Consórcio Intermunicipal de Saúde, ACI, Sindilojas e Associação Hospitalar São Luiz Gonzaga.

A decisão foi tomada em um momento de importantes investimentos. Entre os aportes recentes estão R$ 1,75 milhão do Governo do Estado para a reforma do bloco cirúrgico e R$ 500 mil destinados ao conserto do telhado, além da aquisição de um mamógrafo no valor de R$ 1,14 milhão, recurso do programa estadual Avançar na Saúde. As obras e melhorias devem ser concluídas até março de 2026.

O cronograma prevê a inauguração oficial das obras do Hospital São Luiz Gonzaga no início do próximo ano, após a finalização das reformas do bloco cirúrgico, da nova recepção e da estrutura de UTI e hemodiálise. A inauguração ocorrerá por etapas, com conclusão total estimada até março de 2026, consolidando um dos maiores investimentos públicos recentes na área da saúde municipal.

Ainda na mesma semana, São Luiz Gonzaga sediará o encontro regional do MDB “Pelo Rio Grande”, reunindo lideranças estaduais e municipais no auditório da URI – São Luiz Gonzaga. O evento, previsto para a manhã do dia 7 de novembro, contará com a presença do vice-governador Gabriel Souza, do presidente estadual do partido, de deputados federais e estaduais, além de prefeitos, vereadores e militantes das regiões Missões e Grande Santa Rosa. O objetivo é fortalecer a articulação política do partido e promover debates sobre o desenvolvimento regional e as próximas etapas do projeto eleitoral do MDB para o Estado.

Fonte: Rádio São Luiz

Avaliação técnica favorável recomenda implantação do Curso de Medicina da UFFS em Cerro Largo

Foto: UFFS

A Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas (CAMEM), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), emitiu parecer técnico favorável à implantação do Curso de Graduação em Medicina no Campus Cerro Largo da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). O documento, resultado da visita técnica realizada nos dias 6 e 7 de outubro, reconhece a viabilidade da proposta e valida o conceito de “estrutura regional de saúde como campo de prática profissional”, integrando a formação médica à rede de atenção da Macrorregião.

O relatório, assinado pela coordenadora da CAMEM, Profa. Dra. Michelle Alves Vasconcelos Ponte, e pelo Prof. Dr. Luis Fernando Fernandes Adan, aponta que o campus reúne as condições necessárias para iniciar as atividades do curso, destacando sua relevância diante da carência de médicos e da necessidade de fortalecimento da atenção básica na região. O parecer recomenda monitoramento contínuo do cumprimento das metas acadêmicas e administrativas e da destinação de recursos financeiros adequados.

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O processo de criação do curso iniciou em 2023, com o relatório de viabilidade elaborado pelo Conselho de Campus e posterior aprovação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) pelo Conselho Universitário da UFFS, conforme Decisão nº 1/CONSUNI/UFFS/2025. A proposta foi protocolada no MEC em fevereiro de 2025 e entregue em Brasília no mês seguinte por uma comitiva de representantes da universidade, prefeitos, vereadores e parlamentares federais.

Durante a visita da CAMEM, realizada em outubro, foram mobilizadas autoridades de 21 municípios, entre elas prefeitos, secretários de saúde e administradores hospitalares. A equipe técnica inspecionou o campus da UFFS e instituições parceiras, como o Hospital Vida & Saúde de Santa Rosa e o Hospital AHCASA de Cerro Largo, além da Unidade Básica de Saúde local.

O relatório apresentou recomendações em quatro dimensões. Na área de recursos humanos e financeiros, destaca-se a necessidade de priorizar a contratação de docentes médicos e técnicos administrativos, com planejamento orçamentário e cronograma de vagas. Quanto à infraestrutura, o campus dispõe de estrutura inicial adequada, mas deverá investir em laboratórios de habilidades médicas e espaços para metodologias ativas. O Projeto Pedagógico deve ser ajustado às novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Medicina, homologadas pelo MEC em setembro de 2025. Na relação ensino-serviço, o parecer reforça a importância dos convênios entre as Secretarias Municipais de Saúde e a UFFS, bem como da consolidação dos comitês de acompanhamento pedagógico e de estágio supervisionado.

O diretor do Campus Cerro Largo e presidente da Comissão de Implantação, professor Bruno München Wenzel, afirmou que o parecer representa uma etapa importante do processo, resultado da união de lideranças regionais, comissões técnicas e instituições de saúde. Ele salientou, contudo, que a autorização final depende da disponibilização de recursos humanos e financeiros pelo MEC.

Com a avaliação favorável, a UFFS elabora um cronograma de investimentos que inclui a contratação de docentes e técnicos e a ampliação da infraestrutura. A universidade também deve manter reuniões mensais com a CAMEM, com nova visita técnica prevista para o primeiro semestre de 2026.

A iniciativa conta com apoio de prefeituras, câmaras de vereadores e hospitais vinculados à Associação dos Municípios das Missões (AMM) e à Associação dos Municípios da Fronteira Noroeste (AMUFRON). Desde a criação do campus em 2010, o movimento regional defende a implantação do curso de Medicina como estratégia de desenvolvimento e fixação de profissionais no território missioneiro.

Fonte: Rádio São Luiz

Liga Feminina de Combate ao Câncer de São Luiz Gonzaga encaminha exames de PSA durante novembro azul

Foto: Freepik/Ilustrativa

A Liga Feminina de Combate ao Câncer de São Luiz Gonzaga está realizando o encaminhamento do exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) para detecção de problemas na próstata, entre outras doenças que afetam a saúde dos homens. A ação faz parte da campanha do novembro azul de conscientização para prevenção do câncer de próstata.

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A iniciativa é uma parceria da liga com laboratórios locais. No momento da solicitação, é preciso apresentar documento de identificação com foto. O exame é feito pela coleta de sangue do paciente e, em geral, leva de 2 a 5 dias úteis para ficar pronto. O PSA pode identificar o câncer de próstata e de outras doenças, como hiperplasia prostática benigna (HPB) e prostatite.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum em homens no Brasil, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. A estimativa é de 70 mil novos casos por ano no país. A idade é o principal fator de risco para a doença, que afeta principalmente homens acima de 60 anos, além de histórico familiar e outras comorbidades.

Presidente da Liga, Adalgiza Miranda destaca a importância do cuidado com a saúde. Segundo ela, a entidade está organizando um calendário de atividades para o novembro azul. Em relação ao encaminhamento para os exames, o processo segue até o dia 30 de novembro. “Esse ano nós queremos multiplicar essas buscas pelo exame”, ressalta.

Para a realização do exame, é necessário observar algumas restrições, como: abstinência sexual nas 48 horas anteriores; evitar atividades que comprimam a região do períneo como andar de bicicleta, moto ou à cavalo (nas 48-72 horas prévias); evitar o consumo de álcool 72 antes do procedimento, não ter feito o exame de toque retal nas últimas 48 horas, entre outros cuidados.

Para mais informações, é possível entrar em contato pelo telefone (55) 3352-6820 ou visitar a sede, que fica no Hospital de Caridade, na Rua General Portinho 1425, das 14h às 17h.

Fonte: Rádio São Luiz

Enfermeira Águeda Balbé orienta sobre importância da imunização durante a Campanha Nacional de Multivacinação

Foto: Canva/Ilustrativa

A Campanha Nacional de Multivacinação 2025 teve início nesta semana em todo o território brasileiro, com o objetivo de atualizar as cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação, que segue até 31 de outubro, integra um esforço conjunto do Ministério da Saúde, das secretarias estaduais e municipais de saúde e das coordenações regionais, buscando ampliar as coberturas vacinais e reduzir o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis.

Em São Luiz Gonzaga, a mobilização é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) e do Centro de Saúde, que disponibilizam todas as 15 vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. De acordo com o Ministério da Saúde, foram distribuídas 6,8 milhões de doses para o país e R$ 150 milhões repassados às gestões locais para o fortalecimento das ações em cada município.

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Em entrevista a Rádio São Luiz, a enfermeira-chefe Águeda Martins Balbé destacou a relevância da campanha, especialmente para crianças e adolescentes que não completaram o esquema vacinal. Segundo ela, o principal desafio está na adesão das famílias, que muitas vezes esquecem doses intermediárias aplicadas aos quatro, nove ou onze anos. “É essencial que os pais, mães e responsáveis verifiquem a carteira vacinal e procurem o ESF mais próximo para atualizar as doses. Isso evita que doenças como o sarampo, que já têm casos confirmados em países fronteiriços, voltem a circular na nossa região”, explicou.

Águeda também ressaltou o impacto preventivo da vacinação no sistema público de saúde. “É muito mais simples e econômico vacinar do que tratar uma doença. Além de proteger a pessoa imunizada, a vacinação protege toda a comunidade, funcionando como uma barreira coletiva contra a disseminação de vírus e bactérias”, afirmou.

Durante o período da campanha, estarão disponíveis vacinas como BCG, hepatite B, Penta, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C e ACWY, influenza, covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A e HPV. O objetivo é garantir a proteção integral de crianças e adolescentes, conforme as faixas etárias e o histórico de vacinação.

Para ampliar o acesso, será promovido o “Dia D” da Multivacinação no sábado, 18 de outubro, quando todas as unidades de saúde de São Luiz Gonzaga funcionarão das 8h às 17h. A data foi escolhida para facilitar o comparecimento das famílias e oferecer um dia exclusivo de atendimento à população que não pode se deslocar durante a semana.

Além do atendimento presencial, o Ministério da Saúde está utilizando o aplicativo “Meu SUS Digital” como ferramenta de apoio à campanha. O sistema permite consultar a Caderneta Digital de Saúde da Criança, acompanhar a situação vacinal, receber alertas sobre próximas doses e verificar pendências de imunização. O aplicativo está disponível gratuitamente nas versões web, iOS e Android, mediante login com conta Gov.br.

A campanha integra o plano nacional de recuperação da cobertura vacinal, iniciado em 2023, após a redução dos índices de imunização observada nos últimos anos. A meta do governo federal é retomar níveis superiores a 95% de cobertura em todas as vacinas do calendário infantil e adolescente, garantindo a proteção coletiva e a erradicação de doenças evitáveis.

Em São Luiz Gonzaga, a Secretaria de Saúde reforça o chamado à população para verificar a situação vacinal e manter a carteira em dia, especialmente antes do período de férias, quando há maior circulação de pessoas entre os países da fronteira sul.

Fonte: Rádio São Luiz

Praça Cicero Cavalheiro recebe evento alusivo ao Dia da Pessoa Idosa em São Luiz Gonzaga

Foto: Freepik/Ilustrativa

O Dia Internacional e ao Dia Nacional da Pessoa Idosa, celebrados em 1° de outubro, serão tema de evento nesta quarta-feira, 8 de outubro, na Praça Cícero Cavalheiro, em São Luiz Gonzaga. A iniciativa é uma parceria entre o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e o SESC e terá diversas atividades esportivas, dinâmicas e momentos de interação entre os participantes.

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O evento terá início às 13h30 e segue até às 16h. O objetivo principal é promover a inclusão e a valorização das pessoas idosas. Coordenadora do CRAS de São Luiz Gonzaga, Luciane Espíndola ressalta que a ação faz parte das atividades do grupo da Terceira Idade e estimula também o envelhecimento saudável a participação ativa dessa população na sociedade.

“Isso ajuda muito a prevenir doenças, como a depressão e a combater o próprio isolamento”, explica Luciane. A atividade também é uma sequência do baile de integração entre pessoas idosas realizado durante a Expo São Luiz 2025, 

A coordenadora do CRAS também destacou a importância do trabalho contínuo nos grupos com pessoas idosas, tanto para reforçar orientações acerca de direitos e serviços quanto para trabalhar a inclusão e as relações sociais desse público. O evento conta com o apoio de empresas locais e das secretarias de Desenvolvimento Social e Habitação, Esporte, Juventude e Lazer, do Conselho Municipal do Idoso e da Câmara Municipal de São Luiz Gonzaga.

Fonte: Rádio São Luiz

Sindicato dos Trabalhadores da Saúde manifesta preocupação com possível encerramento da intervenção no Hospital de Caridade de São Luiz Gonzaga

Foto: Rádio São Luiz

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Santo Ângelo e Região encaminhou, em 22 de setembro de 2025, um ofício ao prefeito José Antônio Flach Werle (Piti Werle), manifestando preocupação com rumores sobre o encerramento da intervenção municipal no Hospital de Caridade de São Luiz Gonzaga ainda neste ano.

O documento destaca que as informações que circulam na comunidade geraram apreensão entre os trabalhadores da instituição e a direção sindical, tendo em vista o histórico de dificuldades financeiras enfrentadas pelo hospital antes da intervenção. O texto relembra que a medida adotada pela Prefeitura ocorreu por solicitação direta do sindicato e de outras entidades locais, em razão da gravidade financeira da época, quando a instituição esteve próxima do fechamento.

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O sindicato salienta que, desde o início da intervenção, foram implementadas ações voltadas ao pagamento de dívidas trabalhistas e débitos de outras naturezas, o que contribuiu para restabelecer o funcionamento regular do hospital e garantir a continuidade dos atendimentos à população regional. O ofício ressalta que a interrupção da intervenção poderia comprometer as melhorias estruturais e de equipamentos que estão em andamento na unidade, além de colocar em risco o equilíbrio administrativo alcançado.

Durante entrevista à Rádio São Luiz, o presidente do sindicato Idair Machado reforçou as razões do posicionamento da entidade, lembrando que, no início dos anos 2000, a instituição enfrentava atrasos salariais e endividamento expressivo, situação revertida após a adoção da intervenção municipal. Idair informou que a dívida atual não chega a três milhões de reais, em contraste com os cerca de quarenta milhões do período anterior, e defendeu que qualquer decisão sobre o futuro do hospital seja amplamente discutida com o Ministério Público e o Tribunal de Contas, considerando a realidade local.

O sindicalista também relatou que a reunião com o prefeito Piti Werle estava marcada para o dia 7 de outubro, às 11h, para tratar do tema.

Fonte: Rádio São Luiz

Surto de doença meningocócica acende alerta de vigilância no RS

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O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) emitiu alerta epidemiológico nesta quarta-feira, 1º de outubro 2025, em razão da confirmação de um surto de doença meningocócica em Pelotas, na região Sul do Rio Grande do Sul. O município registrou cinco casos neste ano: três pelo sorogrupo Y da bactéria Neisseria meningitidis e dois pelo sorogrupo C, sem evolução para óbitos. Já em Canguçu, pertencente à mesma Coordenadoria Regional de Saúde, foram notificados dois casos adicionais, ambos pelo sorogrupo Y, incluindo a morte de um homem de 38 anos. Com isso, a regional contabiliza sete casos em 2025, número superior ao registrado em 2023 (dois casos) e 2024 (cinco casos).

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A definição de surto comunitário foi confirmada em Pelotas pelo critério de ocorrência de três ou mais casos sem vínculo entre si, dentro de um intervalo de até três meses na mesma localidade. A caracterização contou com avaliação conjunta do município, Estado e Ministério da Saúde. Além de Pelotas, outro surto foi identificado em Bento Gonçalves, em setembro, com três casos entre julho e agosto, desta vez relacionados ao sorogrupo B, sem ligação com os episódios registrados na região Sul.

Entre as medidas de resposta, o Cevs destaca a necessidade de detecção precoce, manejo clínico adequado e administração de quimioprofilaxia para contatos próximos nas primeiras 24 horas após a confirmação de cada caso. A população deve ficar atenta a sintomas de início súbito, como febre alta repentina, dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, náuseas persistentes, sonolência, confusão mental e manchas vermelhas ou arroxeadas na pele que não desaparecem à pressão. Em crianças menores de dois anos, sinais como irritabilidade, choro persistente e abaulamento da moleira exigem atenção imediata.

A vacinação segue sendo a principal medida preventiva. Pelo Calendário Nacional de Vacinação, o Sistema Único de Saúde oferece vacinas específicas contra os sorogrupos C e ACWY. Estão previstas doses aos 3 e 5 meses (meningocócica C), aos 12 meses (meningocócica ACWY, reforço) e dose única para adolescentes de 11 a 14 anos (meningocócica ACWY).

A doença meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis e pode se manifestar como meningite ou meningococcemia, transmitida por secreções respiratórias. O período de incubação varia de dois a dez dias. Em 2025, até a semana epidemiológica 37, o Rio Grande do Sul confirmou 57 casos, ultrapassando os 53 de 2024. Foram registrados dois surtos distintos, sem óbitos associados, mas sete mortes relacionadas à doença ocorreram no Estado ao longo do ano. O sorogrupo B, que representa 43,9% dos casos, tornou-se o mais frequente, seguido pelo Y (21,1%). O C, predominante em anos anteriores, apresentou redução.

A situação epidemiológica, embora de baixa magnitude, exige atenção contínua dos serviços de saúde e reforço nas ações de vigilância, considerando a presença de casos em 14 das 18 Coordenadorias Regionais de Saúde do Estado.

Fonte: Rádio São Luiz

Aumento de casos de covid-19 exige reforço em medidas preventivas e vacinação

Foto: Canva/Ilustrativa

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) emitiu nota informativa recomendando maior atenção dos municípios diante da tendência de crescimento dos casos de covid-19 no Rio Grande do Sul. O alerta considera o aumento de registros em atendimentos ambulatoriais, o padrão de hospitalizações observado em anos anteriores e a recente confirmação da circulação da variante XFG do coronavírus, identificada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

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Em São Luiz Gonzaga/RS, a enfermeira Águeda Balbé, destacou durante entrevistava Rádio São Luiz que a testagem tem diminuído, o que dificulta o monitoramento real da circulação viral. Segundo ela, em abril foi registrado apenas um caso confirmado no município, e em agosto dois novos casos, mas o número pode ser maior em razão da baixa procura por exames. Para Águeda, é essencial que pessoas com sintomas gripais façam a testagem e evitem frequentar locais fechados, a fim de conter a transmissão.

O município mantém um ambulatório exclusivo para atendimento de infecções respiratórias de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 21h30, no Centro de Saúde. A profissional reforçou que o espaço é voltado exclusivamente para quadros respiratórios, onde os pacientes recebem orientação sobre testagem e tratamento adequado.

No cenário estadual, a SES recomenda a vacinação de todos os grupos previstos no Calendário Nacional. Crianças de seis meses a menores de cinco anos devem receber três doses da Pfizer (Comirnaty), idosos têm indicação de dose a cada seis meses, gestantes devem se vacinar em cada gestação e imunocomprometidos devem manter esquema de três doses, com reforço semestral. Para a população geral de cinco a 59 anos sem histórico vacinal, a recomendação é de dose única

Além da covid-19, Águeda Balbé alertou para a importância de manter em dia a vacinação contra a gripe e outras doenças, como o sarampo, que já apresenta casos em países vizinhos. Ela reforçou que a baixa cobertura vacinal infantil aumenta o risco de surtos locais. O objetivo é reduzir complicações e hospitalizações.

Assim, as autoridades de saúde reforçam a necessidade de retomar cuidados básicos, como o uso de máscara em caso de sintomas, evitar aglomerações e buscar a imunização disponível nas unidades de saúde, considerada a principal forma de prevenir casos graves e óbitos.

Fonte: Rádio São Luiz

Setembro Amarelo: especialista lista sinais de alerta e ações de cuidado com a saúde mental

Foto: Freepik/Ilustrativa

“Se precisar, peça ajuda!”, este é o lema da campanha do Setembro Amarelo 2025, voltada à conscientização sobre o cuidado com a saúde mental e a prevenção ao suicídio. Terapeuta Ocupacional, com pós-graduação em Reabilitação com Ênfase em Ações Comunitárias, Ionara Comparsi de Morais ressalta a importância do pedido de apoio e do diálogo sobre o tema, como formas de ajuda para pessoas em sofrimento psicológico.

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Segundo Ionara, a busca por apoio pode ser tanto de profissionais da área, quanto de pessoas de confiança, como amigos e familiares. “Quando a gente estiver pensando coisas ruins, é importante buscar uma pessoa disposta a nos ouvir”, destaca. Ao mesmo tempo, a orientação é de manter vigilância com as pessoas do entorno, principalmente, quando se tratam de pessoas com fatores de risco para o suicídio.

Fatores como depressão, ansiedade, dependência química e questões do contexto, como a perda de um familiar ou uma separação, podem ser fatores de risco para o desenvolvimento de ideações suicidas. Dados de 2019 da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam a ocorrência de mais de 700 mil suicídios em todo o mundo. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou, em 2023, 11.502 internações relacionadas a lesões em que houve intenção deliberada de infligir dano a si mesmo.

Para a terapeuta ocupacional, uma das estratégias de prevenção está ligada a forma de lidar com situações traumáticas e com questões da própria personalidade. “Precisamos ser mais permissivos conosco, tolerar a nossa personalidade, o nosso jeito de ser. Não ser tão exigente com os defeitos que temos”, explica.

Fortalecer laços sociais e adotar um ritmo de vida equilibrado, com boa alimentação, exercícios físicos e controle de horários de sono, também são ações que auxiliam no cuidado com a saúde mental. “Fortalecer as nossas relações familiares, ter uma rede de amigos e de pessoas que a gente possa confiar. Exercitar a espiritualidade, seja qual for a religião e diminuir o consumo das telas e das redes sociais”, acrescenta Ionara.

As estatísticas apontam um crescimento dos casos de lesão intencional, principalmente, entre adolescentes e jovens. Ionara pontua que essa alta demanda também acaba por sobrecarregar os serviços de atendimento e demanda mais atenção ao tema. Outra alternativa é o contato com a Central de Valorização da Vida (CVV), pelo número 188 – que conta com profissionais habilitados para dialogar com pessoas em sofrimento psicológico.

Fonte: Rádio São Luiz

Região tem primeira morte por dengue no ano confirmada; número de casos está estável

Foto: Pixabay

Foi confirmada nesta segunda-feira, 25 de agosto, a primeira morte por dengue na região das Missões em 2025. A vítima é um homem de 84 anos, portador de comorbidades, que faleceu no dia 25 de junho, em Santo Ângelo. A causa da morte foi confirmada após a conclusão dos exames laboratoriais. Em entrevista à Rádio São Luiz, Rodrigo Reis, responsável pela 12° Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), comentou sobre a situação epidemiológica da dengue na região.

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“Nos preocupa ainda, porque óbitos por dengue deveriam ser evitáveis”, aponta Rodrigo Reis, sobre a confirmação da morte em Santo Ângelo. Segundo ele, nas últimas semanas tem sido registrados poucos casos, devido ao clima frio. Ainda assim, Rodrigo reforçou a importância de medidas de prevenção por parte da população, principalmente, o monitoramento do pátio para evitar focos do mosquito transmissor, o Aedes Aegypti. 

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do RS, a macro-região missioneira já teve 4.420 casos confirmados de dengue no ano. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas foram identificados 29 casos prováveis. Na 12° CRS de Santo Ângelo são 287 casos confirmados e 1.131 notificações em 2025. No mesmo período do ano passado, a coordenadoria havia registrado cerca de 12 mil casos e 19 óbitos.

Segundo o painel de casos, São Miguel das Missões lidera o ranking entre os municípios, com 119 casos confirmados, seguido por Santo Ângelo com 59, e Entre-Ijuís e São Borja, ambos com 21 casos confirmados no ano. Em todo o Rio Grande do Sul, foram confirmados 41.382 casos de dengue e 51 mortes pela doença, em 2025.

Influenza

Na entrevista, Rodrigo também comentou sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na 12° CRS. Segundo ele, até o momento já foram 242 hospitalizações e 20 óbitos confirmados, sendo a maioria dos casos em pessoas idosas, com mais de 60 anos, e com diagnóstico de Influenza A, a H1N1.

O coordenador destacou a importância da vacinação como principal estratégia de combate à gripe por Influenza A outras viroses, principalmente devido à sequência de dias frios na região.

Fonte: Rádio São Luiz

Infectologista explica chamada pública sobre uso de doxiciclina para prevenção de ISTs

Foto: Canva/Ilustrativa

O Ministério da Saúde (MS) abriu uma chamada pública sobre o uso de doxiciclina de 100 mg para prevenção pós-exposição às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), principalmente as causadas por bactérias, como clamídia, sífilis e gonorreia. O médico infectologista Sérgio David Jaskulski Filho explica que se trata de uma consulta à população sobre o uso desse antibiótico como profilaxia pós-exposição (PEP). A consulta é uma etapa necessária para incorporação desse tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

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A chamada, disponível na Plataforma Brasil Participativo, é baseada em estudos científicos que apontam a eficácia do uso de comprimidos de doxiciclina de 100 mg para prevenção de ISTs bacterianas. Segundo Sérgio, existe uma grande subnotificação dessas infecções que afetam tanto homens quanto mulheres, podendo causar complicações cardíacas e neurológica – no caso da sífilis – e infertilidade – no caso da clamídia.

“É um antibiótico para ambas as duas bactérias, com pouco efeito colateral e fácil uso, porque é só um comprimido e não é um conjunto de comprimidos, comparado com os antirretrovirais HIV”, destaca o infectologista. Sérgio alerta para o risco do avanço, principalmente da sífilis, com alta de casos na região e no Rio Grande do Sul.

Dados do Observatório de HIV/Aids do RS, apontam que a taxa de sífilis adquirida no estado era de 116 casos por 100 mil habitantes, em 2021. Essa taxa representa a segundo maior do Brasil e preocupa também pelo número de casos congênitos, quando a infecção é transmitida por gestantes para os filhos. Em 2021, o dados apontavam uma média de 14,2 diagnósticos a cada 1 mil nascidos vivos.

Embora não existam estatísticas sobre clamídia no Brasil, pelo fato da notificação da doença não ser obrigatória, a infecção demanda atenção por possuir características silenciosas. Segundo o Ministério de Saúde, em torno de 70% a 80% dos casos não apresentam sintomas. Sérgio pontua que, em gestantes, a clamídia também pode levar ao aborto espontâneo.

O médico também ressalta a importância de outras estratégias de prevenção, sendo a principal delas o uso de preservativos em qualquer relação sexual. “Outra prevenção é que, em caso de algum acidente na relação ou de estourar o preservativo, a pessoa deve procurar as emergências também do hospital e usar a medicação pós-exposição para evitar a infecção”, explica. Outra ação necessária é a realização de testes rápidos para identificação das infecções, o que ajuda também na identificação de outras doenças, como as hepatites.

Fonte: Rádio São Luiz

Hospital São Luiz Gonzaga promove mobilização para ampliar estoque de banco de sangue regional

Foto: Canva

O Hospital São Luiz Gonzaga (HSLG) lançou uma campanha para mobilizar doadores de sangue para reforçar os estoques do Hemocentro Regional de Santa Rosa que atende o município e outras cidades próximas. Entre janeiro e julho, foram utilizadas 467 bolsas de sangue pelo HSL, uma média de 60 por mês. Porém, no mesmo período, foram apenas 122 doadores, número insuficiente para atender a demanda local.

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Para incentivar a doação e facilitar a logística de deslocamento até o hemocentro regional, o HSLG disponibiliza transporte gratuito semanal para os doadores. Segundo a entidade, todos os tipos sanguíneos e fatores RH são necessários, uma vez que cada doação pode contribuir para salvar várias vidas.

Pessoas interessadas em doar devem entrar em contato pelo telefone (55) 2107-1900. “Precisamos de mais doadores, então o que o tipo sanguíneo que vier ajuda muito”, ressalta Marjara Minussi, farmacêutica do HSLG e uma das responsáveis por organizar o cronograma de doações. Segundo ela, o hospital mantém, atualmente, uma média de 18 bolsas de sangue, inferior às 60 necessárias por mês.

Critérios básicos para doação de sangue:

  • Ter idade entre 16 e 69 anos;
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Estar bem de saúde e sem machucados pelo corpo;
  • Apresentar documentação de identificação com foto;
  • Ter se alimentado no dia da doação e evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação;
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.

Fonte: Rádio São Luiz

Retorno às aulas desperta atenção com o sarampo no RS; Agueda Balbé explica estratégias de prevenção

Tríplice viral protege contra o sarampo, rubéola e caxumba. – Foto: Ana Imperatore ACS/SES-RS

O retorno às aulas nas escolas de todo o Rio Grande do Sul e em São Luiz Gonzaga despertam o alerta para a necessidade de prevenção contra o sarampo. Nesta semana, a Secretaria da Saúde do RS (SES) divulgou nota sobre o risco de reintrodução da doença e estratégias para o reforço na vacinação. Coordenadora do Centro de Saúde de São Luiz Gonzaga, a enfermeira Aguda Balbé explicou detalhes sobre o alerta e as principais formas de prevenir a doença.

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“Em todo o mundo, a cobertura vacinal está muito baixa e o vírus voltou a circular”, pontuou Agueda, ao citar dados sobre a contaminação nas Américas, com quase 10 mil casos em 2025. A enfermeira ressaltou que os principais sinais do sarampo são manchas avermelhadas na pele e a febre, além de outros sintomas, como tosse e coriza.

Agueda pontuou que a vacina é a principal forma de prevenção. “É a maneira que temos de evitar a doença”, complementou. Segundo a enfermeira, a recomendação é de que os pais busquem as unidades de saúde para atualizar a situação dos filhos e também as próprias vacinas. “Temos várias vacinas para adultos”, complementou. Ela também mencionou a importância da vacina contra o HPV para adolescentes até 14 anos.

Em novembro de 2024, o Brasil obteve novamente o certificado de eliminação do sarampo, porém, o risco de reintrodução da doença permanece, por conta da circulação em outros países e estados brasileiros, como o Tocantins que confirmou 17 casos recentemente. Em abril deste ano, o RS registrou um caso de sarampo em uma mulher que havia retornado de uma viagem aos Estados Unidos e não tinha comprovante de vacinação.

Até o momento, 92,36% da população do Estado já tomou a primeira dose e apenas 77,69% a segunda. O índice ideal para evitar surtos é de 95%. No Estado, 35 municípios são considerados prioritários, principalmente na Fronteira Oeste e incluindo municípios da região, como São Nicolau, Garruchos e São Borja. “O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam com o esquema vacinal completo”, aponta a nota da SES. No momento, a dose zero em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias não está sendo ofertada em São Luiz Gonzaga.

Quem deve se vacinar

  • Dose zero em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias (apenas nos municípios prioritários);
  • Crianças de 12 meses a menores de 5 anos: primeira dose aos 12 meses (tríplice viral) e segunda dose aos 15 meses (tetraviral ou tríplice viral + varicela);
  • Pessoas de 5 anos a 29 anos: duas doses da tríplice viral;
  • Pessoas de 30 anos a 59 anos: uma dose da tríplice viral;
  • Trabalhadores da saúde: duas doses da tríplice viral.

Fonte: Rádio São Luiz