Rio Grande do Sul entra em período de vazio sanitário da soja para controle da ferrugem asiática

Foto: Canva/Ilustrativa
Iniciou nesta quinta-feira, 3 de julho 2025, o período de vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul. A medida segue vigente até o dia 30 de setembro e proíbe a presença de plantas vivas de soja em qualquer fase de desenvolvimento nas lavouras do estado. Instituído por meio da Portaria nº 1.217/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o vazio sanitário é uma das principais estratégias para o controle da ferrugem asiática da soja, doença que afeta diretamente a produtividade da cultura.
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A mesma portaria estabelece também o calendário de semeadura da safra 2025/2026 no território gaúcho, que deverá ocorrer entre 1º de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026. O intervalo entre a retirada total das plantas de soja e o início do plantio da nova safra é considerado essencial para interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, o Phakopsora pachyrhizi. Essa doença é apontada como uma das mais severas na cadeia produtiva da soja, com alto potencial de disseminação e perdas econômicas.
No Rio Grande do Sul, o monitoramento da doença é conduzido pelo programa Monitora Ferrugem RS, que atua na detecção da presença de esporos nas principais regiões produtoras. A metodologia adotada envolve a coleta de dados sobre esporos e variáveis meteorológicas, resultando na elaboração de mapas que indicam as condições favoráveis ao desenvolvimento da ferrugem. Esses dados são utilizados por técnicos e produtores rurais para orientar decisões sobre o manejo e o uso racional de defensivos agrícolas.
O cumprimento do vazio sanitário é de responsabilidade dos produtores rurais, que devem eliminar plantas voluntárias e restos culturais que possam servir de hospedeiros ao fungo. A fiscalização é realizada pelos órgãos de defesa agropecuária, em articulação com entidades públicas e privadas ligadas ao setor.
Fonte: Rádio São Luiz



