Emater/RS-Ascar instala Comitê Gestor Local do programa estadual para estruturar propriedades da agricultura familiar

Foto: Luiz Oneide Nonemacher

A cidade de São Luiz Gonzaga sediou, na quinta-feira, 3 de julho 2025, a apresentação oficial da Operação Terra Forte, programa desenvolvido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul por meio da Emater/RS-Ascar, com o objetivo de promover a recuperação do solo e fortalecer a resiliência climática das propriedades da agricultura familiar. O encontro ocorreu nas dependências da Associação dos Funcionários da Coopatrigo e reuniu representantes de diversas instituições públicas e privadas ligadas ao setor agropecuário e de assistência técnica.

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Durante a reunião, foi instalado o Comitê Gestor Local da Operação Terra Forte, que terá a atribuição de acompanhar a execução do programa no município e coordenar a articulação entre os diferentes atores envolvidos. O colegiado local é composto por Edson Luiz Backes (Emater/RS-Ascar), coordenador municipal do programa; Lauro Weber (Secretaria Municipal de Agricultura); Rafael Dalenogare Paz (Sindicato dos Trabalhadores Rurais); Rosicler Alonso Backes (UERGS); Bento Buttenbender (Coopatrigo); Devanir Birck (Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural); e Dante Trindade de Ávila (Emater/RS-Ascar).

O gerente regional da Emater em Santa Rosa, Valmir Thume, esteve presente no evento e explicou os fundamentos da política pública. Segundo ele, a iniciativa é voltada para agricultores familiares que sofreram impactos decorrentes de eventos climáticos extremos, como as enchentes que atingiram o Estado em 2023 e 2024, e visa estruturar propriedades como unidades de referência em práticas de manejo e conservação do solo.

Cada município poderá contemplar até 5% de seus estabelecimentos rurais com o programa. Os agricultores selecionados receberão R$ 30 mil, por meio do Cartão Cidadão, para investimentos em práticas indicadas por diagnóstico técnico realizado pela Emater. O valor poderá ser aplicado em até 60% em ações diretamente ligadas à recuperação do solo, como aplicação de calcário, construção de terraços, descompactação e plantio de cobertura vegetal. Os 40% restantes poderão ser utilizados em iniciativas complementares, como proteção de nascentes, reflorestamento de áreas degradadas, implantação de energia fotovoltaica e inclusão digital.

Para participar, é necessário que o agricultor possua Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo. A seleção será realizada pelos Conselhos Municipais, com base em critérios técnicos e sociais. Dentre os critérios estabelecidos, têm prioridade os estabelecimentos com presença de sucessores jovens ou com mulheres responsáveis pela coordenação das atividades produtivas.

O programa, que nesta fase conta com um aporte de R$ 450 milhões, poderá alcançar até R$ 1 bilhão em investimentos caso a execução das primeiras etapas atinja os resultados esperados. A iniciativa poderá ser consolidada como política pública permanente para o fortalecimento da base produtiva e ambiental da agricultura familiar gaúcha.

A fase atual do programa compreende a mobilização nos 45 municípios da regional da Emater em Santa Rosa. As inscrições ainda não foram abertas. A previsão é de que, após o encerramento das atividades de divulgação e capacitação, as datas oficiais de inscrição sejam divulgadas pela Emater com ampla divulgação à imprensa.

Durante a apresentação em São Luiz Gonzaga, também foi destacada a contribuição da professora e pesquisadora Rosicler Alonso Backes, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), que participou do evento com explanações sobre aspectos técnicos relacionados à conservação do solo. A Emater pretende realizar capacitações complementares com a professora, visando qualificar ainda mais os profissionais da instituição envolvidos na condução do programa.

Fonte: Rádio São Luiz