Polícia conclui que morte de mulher em São Luiz Gonzaga foi feminicídio e não acidente

Foto: Canva/Ilustrativa

A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura a morte de Ângela Vanessa Grosse da Silva, de 32 anos, ocorrida em 26 de junho de 2025, em São Luiz Gonzaga, na região Noroeste do Rio Grande do Sul. Inicialmente tratada como vítima de um acidente de trânsito, a investigação confirmou que Ângela foi morta por feminicídio. O autor do crime é o companheiro da vítima, um homem de 32 anos, que está preso preventivamente desde a data do fato. Ele foi formalmente indiciado por feminicídio, e o caso foi remetido ao Ministério Público para continuidade da ação penal.

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De acordo com a investigação, a vítima foi atingida por golpes de faca. Os laudos periciais indicaram lesões de defesa nos braços, mas não foi possível determinar com precisão se a morte ocorreu dentro da residência do casal ou durante o deslocamento de carro. A polícia, no entanto, sustenta a hipótese de que o autor teria agido para forjar um acidente após o crime, colocando o corpo da vítima no veículo e provocando a colisão com um caminhão, no centro da cidade.

A dinâmica do caso começou a ser esclarecida após o atendimento médico à vítima no hospital local, onde a equipe de saúde identificou uma perfuração no tórax causada por arma branca, incompatível com os danos provocados pelo acidente. O companheiro afirmou, em depoimento, que estava levando Ângela para atendimento por causa da lesão.

Durante as diligências, a Polícia Civil ouviu dois filhos da vítima, de três e cinco anos de idade, que presenciaram a agressão. As crianças relataram que o padrasto atacou Ângela com uma faca após uma discussão motivada por mensagens e imagens encontradas no telefone celular dela. Perícias realizadas na residência do casal, que havia se mudado recentemente para São Luiz Gonzaga, revelaram vestígios de sangue no local. Não havia registro anterior de violência doméstica ou medidas protetivas envolvendo o suspeito.

Com o encerramento do inquérito policial, o crime passa agora à esfera judicial, onde o Ministério Público deverá apresentar denúncia formal.

Fonte: Rádio São Luiz