“O Tempo e o Vento” vence a 45ª edição da Coxilha Nativista em Cruz Alta

Foto: Officina da Música Áudio e Vídeo

A 45ª edição da Coxilha Nativista de Cruz Alta foi encerrada na noite de sábado, 2 de agosto de 2025, destacando a música nativista do Rio Grande do Sul. Realizado nas dependências do Ginásio Municipal José Westphalen Corrêa, o evento teve início na quarta-feira, 30 de julho, com a fase local e seguiu com as etapas classificatórias e a final, promovendo um total de 30 composições inéditas.

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A fase local, restrita a compositores naturais ou residentes em Cruz Alta, abriu o festival com dez músicas concorrentes, das quais cinco avançaram para a grande final. A fase geral foi dividida entre os dias 31 de julho e 1º de agosto, com a apresentação de vinte canções selecionadas previamente. Ao todo, quinze obras foram classificadas para a etapa final.

A comissão avaliadora foi composta por Cristiano Quevedo, Glauco Vieira, Henrique Fernandes, Nando Soares e Silvio Genro. Os jurados também foram responsáveis por definir as premiações especiais nas diversas categorias.

Na noite final, a música “O Tempo e o Vento” foi anunciada como a vencedora do festival. A obra, em ritmo de milonga, tem letra de Carlos Eduardo Nunes, melodia de Marcelinho Carvalho e foi interpretada por Filipi Coelho e Cristiano Fantinel. O segundo lugar ficou com “Eternos”, de autoria de Adair de Freitas (letra), Cristiano Fantinel e Juliano Moreno (melodia), interpretada pelo trio de compositores. A terceira colocação foi para “A Ponte Queimada”, assinada por Alexandre Giacomini e Fernando Rossato, com interpretação de Felipe Mello e Germano Fogaça, e recitado por Marcelinho Carvalho.

Entre as distinções paralelas, destacaram-se “Véinho Pra Lá de Pachola” como música mais popular, e “Veríssimas” como melhor tema alusivo aos 120 anos de nascimento de Érico Veríssimo. Taine Schettert recebeu o prêmio de melhor intérprete, enquanto Marcelinho Carvalho foi reconhecido como melhor instrumentista. A música “As Fases do Tempo” foi laureada com o prêmio de melhor letra, e “O Último Neto” recebeu a distinção de melhor arranjo. A melodia de “A Ponte Queimada” também foi destacada, e “O Tempo e o Vento” recebeu o prêmio de melhor conjunto vocal. Rafael “Cabo Deco” Ovídio foi premiado pela melhor indumentária, com sua apresentação na música “A Cruz do Cruzeiro”.

Paralelamente ao festival principal, a programação incluiu a realização da 8ª Coxilha Instrumental, com apresentações musicais em dois palcos distintos: o Palco Praça e o Palco Coxilha, ambos com acesso gratuito ao público. Entre as atrações, estiveram nomes como Paysano Trio, Uilian Michelon, Leonel Gomez, Nelci Vargas, Grupo Carqueja, Los Hermanos Guedes, Aluísio Rockenbach e Raulito Barboza. A agenda cultural ainda contou com o espetáculo “Para Sempre Érico”, em referência ao autor homenageado. A programação ainda incluiu o espetáculo “Pra Sempre Érico”, em homenagem ao escritor Érico Veríssimo, e a participação de artistas como Miguel Marques e Nenito Sarturi.

Complementando as atividades artísticas, foi promovido o 35º Rodeio da Coxilha Nativista, entre os dias 1º e 3 de agosto, no Parque Integrado de Exposições, reforçando o caráter multifacetado do evento, que combina música, cultura tradicionalista e manifestações campeiras em um mesmo espaço.

Fonte: Rádio São Luiz