
Foto: Imagens/Califórnia da Canção Nativa
A 47ª Califórnia da Canção Nativa teve sua grande final realizada na noite de sábado, 13 de dezembro 2025, na Concha Acústica César Passarinho, no Parcão de Uruguaiana/RS, reunindo doze composições selecionadas para a etapa decisiva do festival. O evento ocorreu entre os dias 10 e 13 de dezembro de 2025 e manteve como eixo central a valorização da cultura do Rio Grande do Sul, com músicas que abordaram temas ligados à terra e à identidade gaúcha, fundamentadas em gêneros musicais regionais.
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Entre os destaques da edição esteve o são-luizense Lincon Ramos, que conquistou o prêmio de Música Mais Popular com a canção “Regional e Truco”, uma vaneira de letra, melodia e interpretação assinadas por Mauro Moraes, com interpretação de Lincon Ramos. O reconhecimento evidencia a presença de artistas de São Luiz Gonzaga entre os premiados do festival e reforça a circulação regional da produção musical do município em um dos mais tradicionais palcos da música nativista.
A comissão avaliadora foi composta por César Oliveira, Cristiano Fantinel, Cristina Sorrentino, Guilherme Goulart e Oristela Alves, responsáveis pela definição das Calhandras de Ouro, Prata e Bronze, além dos demais prêmios especiais. A Calhandra de Ouro foi concedida à música “Dama”, uma milonga com letra de Otávio Lisboa, melodia de Leonardo Schneider, interpretação de Marcelo Oliveira e recitado de Cristian Camargo. A Calhandra de Prata ficou com “As Unhas da Cordilheira”, em ritmo de aires de chacarera, com letra de Rodrigo Bauer, melodia e interpretação de Pirisca Grecco e recitado de Rafael Ovídio, conhecido como Cabo Deco. Já a Calhandra de Bronze foi atribuída à milonga “Viração”, de letra e melodia de Marquito Costa, em parceria com Juliano Moreno, interpretada por Patrícia Pedrozo.
Nos prêmios individuais, Maria Alice foi escolhida como Melhor Intérprete pela música “Dá Voltas”. Guilherme Castilhos recebeu o prêmio de Melhor Instrumentista, na categoria violão, pela atuação na música “As Unhas da Cordilheira”. O prêmio de Melhor Letra foi concedido a “Dama”, de Otávio Lisboa, enquanto a Melhor Melodia ficou com “Romance de Pescador”, de autoria de Roberto Borges.
Conforme o regulamento do festival, o detentor da Calhandra de Ouro permanece responsável pela integridade do troféu até a realização do próximo concurso, quando deverá devolvê-lo, recebendo simultaneamente uma réplica.
Fonte: Rádio São Luiz
