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Diretor da empresa Recicladora Caibaté aponta contrato sem reajuste e aumento no volume de resíduos como fatores que impactaram a coleta de lixo em São Luiz Gonzaga

Foto: Evelise Oliveira

O diretor da empresa Recicladora Caibaté Ltda, Magaiver Lopes de Brum, em entrevista a Rádio São Luiz nesta terça-feira, 13 de janeiro 2026 apresentou sua versão sobre a interrupção do serviço de recolhimento de lixo em São Luiz Gonzaga e a posterior rescisão do contrato com o município. O empresário esclareceu que, ao adquirir a empresa no final de outubro, houve a alteração da razão social, passando a antiga Tk Ambientall a operar sob o nome Recicladora Caibaté, permanecendo sob sua direção desde então. Segundo ele, a operação esteve sob sua responsabilidade por cerca de dois meses, período marcado por dificuldades operacionais, financeiras e estruturais.

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Magaiver afirmou que sua trajetória profissional é voltada principalmente à área de triagem de resíduos recicláveis, atividade que desenvolve há cerca de dez anos em São Luiz Gonzaga e em outros municípios da região. O recolhimento de lixo domiciliar, conforme relatado, representou uma nova experiência empresarial. Ao assumir a Recicladora Caibate, informou ter encontrado veículos com problemas mecânicos recorrentes, ausência de reajustes contratuais há aproximadamente cinco anos e um aumento significativo no volume de resíduos nos meses de novembro e dezembro, período em que, segundo ele, a geração diária chegou a cerca de 40 toneladas.

De acordo com o diretor, o contrato previa um repasse mensal em torno de R$ 147 mil, valor que incluía o transporte dos resíduos até o aterro sanitário de São Borja, custo estimado por ele em aproximadamente R$ 65 mil por mês. Na avaliação apresentada, o montante era insuficiente para manter uma operação considerada adequada, que exigiria cerca de R$ 300 mil mensais para viabilizar maior número de caminhões, manutenção constante e mais turnos de trabalho. Ele ressaltou que o contrato foi firmado pelo antigo proprietário e que não houve tempo hábil para formalizar pedido de realinhamento financeiro antes do agravamento da situação.

O empresário relatou que as notificações começaram a ser recebidas quando houve acúmulo de resíduos na área de transbordo, mesmo com a empresa atuando em sábados e domingos para reduzir os impactos. Segundo ele, após a divulgação da decisão do município de rescindir o contrato, parte dos funcionários deixou de comparecer ao trabalho, embora salários, férias e décimo terceiro estivessem em dia. Também mencionou conflitos pontuais com alguns colaboradores, o que motivou orientações jurídicas para preservar sua segurança.

Com a rescisão contratual, Magaiver informou que pretende concentrar esforços na implantação de um galpão de triagem em São Luiz Gonzaga/RS, projeto que, conforme declarou, vinha sendo discutido com o executivo de São Luiz Gonzaga, e com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A proposta, segundo ele, é estruturar a triagem local de resíduos, reduzir o volume destinado ao aterro e organizar uma cooperativa de catadores. O diretor da Recicladora Caibaté afirmou ainda que pretende participar de futuras licitações, com nova estrutura operacional e foco ampliado na atividade de triagem, área que considera sua principal experiência profissional.

Fonte: Rádio São Luiz

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